5 Melhores Maneiras de Ganhar Dinheiro Com os Juros Compostos

Vamos descobrir quais são as 5 formas de ganhar dinheiro através dos juros compostos? Eu já sei! Mas e o leitor, sabe? Existem várias maneiras, mas nesse artigo vamos citar cinco boas maneiras de conseguir se aposentar e viver com os juros compostos.

O artigo está separado nos seguintes capítulos:

Mas antes de chegar ao juro composto e aos seus benefícios, o investidor deve entender como chegar até aqui!

1- Guardando dinheiro!

Excluindo o costume de guardar dinheiro, o cidadão só vai conseguir se beneficiar dos juros compostos, se receber um prêmio da loteria ou em caso de herança.

Caso o leitor não se enquadre em nenhum desses dois cenários, recomendo que leia essa parte! O juro composto por si só não faz milagre! Mesmo investindo muito dinheiro, não vai ser de uma hora para outra que o investidor vai ficar rico. Investir é uma tarefa, que no início pode ser difícil, mas com o tempo, vai se tornando mais fácil e prazeroso! Por isso o costume de poupar deve ser estimulado.

Todo mês, tente economizar parte do seu dinheiro. Se não consegue fazer isso normalmente, então compre algum produto financeiro que lhe ajude a poupar.

Muitos investidores acabam recorrendo a previdência privada. A previdência privada é oferecida em diversas instituições. Existem planos que envolvem contribuições mensais ou deposito único.

Dessa forma, nos dias preestabelecidos pelo investidor, a instituição faz o débito em conta, e aporta o valor em sua previdência.

Infelizmente esse tipo de investimento pode se mostrar menos rentável (comparado a outros produtos financeiros), mas cabe ao investidor realizar uma análise prévia sobre as opções, e as condições do mercado.

Também existe a possibilidade de agendar aplicações junto a outras instituições financeiras. Existem algumas, como os grandes bancos que oferecem o serviço de investimento programado.

Funciona de maneira bem similar a previdência privada, porém ao invés e aplicar em um plano de previdência, o cidadão vai alocar os recursos em algum outro produto financeiro.

Do mesmo jeito que existe boas alternativas para investimentos programados, ou com aportes periódicos, existe as formas ruins! Vamos falar um pouco delas!

2 – Fuja dos Títulos de capitalização!

O leitor já ouviu falar no PIC? Esse tal de PIC é um titulo de capitalização oferecida pelo banco Itaú. Investindo nele o cliente terá uma rentabilidade bem próxima da poupança! Mas existe um diferencial!

Além da rentabilidade, o cliente vai participar de sorteios semanais que podem chegar até o valor bruto de R$ 100.000,00! (uma bela grana).

Vamos ser francos! Essa forma de aplicação não é nem um pouco interessante. Mesmo tendo boas chances de concorrer a um prêmio que pode chegar aos R$ 100.000,00 será muito difícil ganhar o valor! Mesmo permanecendo os 48 meses com o dinheiro no PIC, não há certeza se você realmente recebera o prêmio!

Ou seja, o investidor deixa um valor considerável nesse titulo de capitalização, e no final das contas, além de não ganhar, acaba tendo uma correção pífia do seu dinheiro.

Definitivamente, o PIC não é uma forma interessante de investir o seu precioso dinheiro caro leitor! Tome cuidado! Talvez para empresários, ou pessoas mais bem afortunados que precisam de mais atenção dos bancos, o PIC sirva para conseguir uma barganha, ou algo do gênero.

Segue imagem retirada do próprio site do banco Itaú com um exemplo de retiradas do PIC:

O leitor pode ver que ao resgatar o dinheiro antes dos 48 meses, haverá um desconto sobre o valor aplicado. Definitivamente o PIC não é uma boa! Se o seu gerente de conta lhe oferecer, fuja dele!

Estou fazendo esses alertas antes de falar sobre os ativos mais interessantes, porque vejo muitas pessoas em dúvidas sobre os produtos financeiros oferecidos pelos bancos, principalmente pelos grandes.

Nem todos os investimentos são ruins, mas infelizmente os grandes bancos acabam oferecendo aplicações não tão rentáveis.

Se começamos falando que guardar dinheiro é uma das primeiras iniciativas que o investidor deve ter, a segunda com certeza é conhecimento!

3 – Em busca do conhecimento!

Não basta guardar o dinheiro e investir em qualquer coisa! Bom, se o leitor não sabia, agora já sabe que o PIC (como os outros produtos de capitalização) não é uma boa.

Mas investir na poupança, fundo DI com taxa administrativa superior a 2% ao ano, ou aquele CDB progressivo que na melhor das hipóteses vai lhe render 88% do DI não são boas alternativas? Não também! Tome cuidado!

Para conquistar a independência financeira, e ficar rico, é preciso ir além disso! A busca por conhecimento deve acontecer, e o investidor precisa ficar atento a novidades do mercado.

Mesmo investindo através de fundos de investimento, ou contando com a assessoria de algum agente autônomo de investimento, é preciso buscar mais conteúdo, e aprimorar as suas aplicações no mercado.

Uma boa forma de fazer é isso é pela internet! Hoje existem diversos blogs, sites, vídeos e outras formas de conteúdo, onde qualquer pessoa pode conseguir mais informações sobre determinadas aplicações.

Inclusive por meio de e-books! Segue alguns artigos que temos em nosso blog que com certeza vão interessar o leitor:

Aqui temos somente alguns artigos produzidos pelo blog. Ainda existe uma infinidade! Essa constante procura pelo saber, é importante no mundo dos investimentos, uma vez que o mercado muda rapidamente.

Se o leitor fosse ler artigos sobre investimentos lá em 2015, veria, por exemplo, que uma das formas mais lucrativas de investir era comprando títulos como CDB, LCI, LCA de bancos pequenos, e até dos grandes, enquanto a bolsa de valores era praticamente um lugar de terra arrasada.

As pessoas que estavam aplicando na bolsa, não tinha perspectiva de lucrar com possíveis valorizações, lógico, tirando uma ou outra ação, mas analisando o próprio índice, não estava indo nada bem. Operações de curto prazo se beneficiavam de tal situação.

Hoje as noticias são complemente diferentes. Nossa taxa de juro está caminhando para uma nova queda, marcando talvez, um recorde de juros mais baixos desde o inicio do plano real, enquanto a bolsa de valores saiu de pouco menos de 40 mil pontos em 2015 para passar dos 74 mil pontos em 2017! Coisa de 2 anos!

Deu para perceber que em pouco tempo muitas coisas podem mudar no mercado. Portanto não basta ficar parado, esperando o tempo passar. O investidor deve prestar atenção em algumas coisas para conseguir se atualizar. Eu diria para o leitor se ater em duas coisas.

  • A taxa básica de juro (Selic)
  • E a taxa de inflação (IPCA)

Acompanhando o noticiário em cima das duas taxas o leitor já terá muitas informações relevantes. Poderia incluir nessa lista o dólar também. Mas a princípio não vou, uma vez que as oscilações da moeda americana, no final das contas vão impactar tanto no IPCA quanto na Selic.

O governo federal junto com o Banco Central trabalham para manter a estabilidade de nossa moeda. Na verdade esse é objetivo do Banco Central, mas vou incluir aqui o governo federal também.

O governo federal tem o papel de conferir se as políticas do Banco Central estão surtindo efeito, e além disso, estipular novas metas ou simplesmente manter as metas.

É fato, por exemplo, que a nossa meta pata a inflação em 2019 e 2020 será reduzida. Hoje temos uma meta de 4,5%, mas para esses anos que comentei será de respectivamente 4,25% e 4% ao ano.

Como a inflação exerce uma influencia grande sobre a taxa de juro, a manutenção de uma inflação dentro do centro da meta, só vai ajudar ainda mais na manutenção da inflação.

Lógico, depois disso temos o crescimento, que podemos verificar através do PIB, além do superávit, que nada mais é o resultado (nesse caso, positivo) que a união consegue ao final do ano. Nesses últimos anos, o Brasil vem fechando a conta no vermelho, ou seja, com déficit.

Isso significa que o nosso país gasta mais do que arrecada. Ou seja, aumenta a dívida pública para poder manter as coisas como estão. Já que o nosso país não é considerado de primeiro mundo, e acaba transparecendo pouca segurança a outros países, existe um receio de investir aqui.

Ainda mais quando nossas contas não estão fechando no verde. Por isso a busca implacável de nosso atual governo em realizar as reformas para poder voltar a ficar no verde!

Sem falar que isso também não é bom para nós como um todo! O aumento da dívida publica, faz aumentar os nossos gastos com amortização e pagamento do juro. Porém se o Brasil voltar a fechar com superávit, vai sobrar dinheiro para iniciar um processo de amortização e encolhimento da divida.

Concluindo! Por mais que o nosso interesse não esteja envolvido com investimentos, economia e até política, precisamos ter uma noção mínima sobre algumas coisas que ocorrem em nosso país.

A meu ver, quando estamos atentos a taxa de juro e a inflação, boa parte do trabalho de conhecimento já está suprimida. Mesmo recorrendo a um especialista da área, ou um fundo de investimento, é preciso ficar ligado em algumas coisas sobre o nosso contexto econômico!

No próximo capitulo do meu artigo, vamos tratar da mãozinha que o juro composto dá em nossos investimentos!

4 – Mãozinha do juro composto

Já falamos sobre os perigos que os investidores podem encontrar durante o percurso da riqueza, e os assuntos que devemos ficar de olho, agora chegou a hora de compreender a mágica do juro composto.

Acredito que boa parte de nossos leitores possuem celular, sendo assim, é possível que em alguns desses aparelhos tenhamos aplicativos financeiros, daqueles que fazem cálculos simulando uma poupança e coisas do gênero.

Então o cidadão preenche os espaços brancos com alguns números e uma imagem como essa aparece:

Nessa simulação, colocamos que a pessoa não teria valor algum para iniciar seus investimentos, e os aportes mensais seriam de R$ 100,00. O ganho anual seria de 8% (no momento em que escrevo o artigo, a Selic está em 8,25%). Tudo isso levando em consideração uma aplicação que vai render durante 20 anos.

O resultado é de R$ 24.000,00 aplicados e um valor final de R$ 56.899,91! Mas como é possível isso? Eu guardei R$ 24.000,00 e recebi ao final de 20 anos mais do que o dobro do valor, isso está correto?

Sim, com certeza! E poderia ser ainda melhor, se o juro fosse maior. Vou fazer outra simulação para demonstrar isso. Nesse novo exemplo, vamos aplicar a taxa de juro que estava vigente em grande parte dos anos de 2016, 14,25%!

O valor simplesmente dobrou! Com os mesmos depósitos e mesmo período de poupança, tivemos um resultado muito superior ao primeiro. O que mudou aqui foi a taxa de juro.

Com certeza procurar por aplicações que possam aumentar nossa rentabilidade é uma tarefa bastante difícil, mas não impossível. O leitor deve sempre se lembrar da busca pelo conhecimento.

Outras formas de aplicação existem no mercado. Com uma boa diversificação, o investidor consegue aumentar a rentabilidade da carteira, tendo uma chance maior de alcançar a independência financeira mais cedo.

5 – Se o tempo não for problema…

Caso o investidor tenha tempo, e possa ficar mais do que 20 anos acumulando e rentabilizando o dinheiro, então olha como ficaria a simulação:

Com a mesma rentabilidade do primeiro exemplo, mas com 10 anos a mais de duração, ao final, o investidor teria um total de R$ 140.855,06! Um valor bem superior ao do primeiro exemplo.

Além do aumento do saldo, com 10 anos a mais de contribuições, o valor total aplicado também aumentou. Foi parar em R$ 36.000,00. Mesmo aumentando R$ 12.000,00, o rendimento final foi muito interessante.

Poderíamos alterar ainda o valor das contribuições mensais. Realizando um aumento nos aportes, o resultado final também sofreria um belo aumento. Vamos ver como ficaria, se o investidor investisse R$ 200,00 ao mês, ao invés dos R$ 100,00:

Nos mesmos parâmetros do primeiro exemplo, porém com o aumento nos aportes, o resultado foi muito bom. Antes o investidor teria um pouco mais de R$ 56.000,00 ao final dos 20 anos, agora, com os aportes de R$ 200,00 ele contaria com um valor total de R$ 113.799,81.

Resumindo, ao iniciar um plano de investimento, com intuito de alcançar a independência financeira ou aposentadoria, o investidor deve ficar ligado a essas três características:

  • Valor dos aportes mensais, ou periódicos
  • Rendimentos mensal
  • Tempo de investimento

Se o investidor não conseguir empreender um alto padrão nesses três itens, então seria recomendável compensar a falta de desempenho, nos outros dois, ou em um.

Existem pessoas que não vão conseguir aplicar muito, porém não pensam em se aposentar tão cedo, e possuem aplicações com bom desempenho.

Já existem outras pessoas que preferem aplicar em títulos públicos, como o Tesouro Selic, fugindo um pouco do risco, mas por outro lado contam com bons aportes além de um período mais longo investindo.

E tem aqueles que não vêm à hora de alcançar a independência financeira, e por isso, vão aplicando recursos em investimentos mais arriscados, inclusive fazendo aportes maiores.

Infelizmente é bem complicado encontrar algum ativo que vá lhe oferecer um rendimento muito bom, por meio de um pequeno risco, com investimento de curto prazo, e baixo valor de aplicação.

Por mais que o nosso artigo foque mais no juro composto, o tempo e o valor investidos acabam influenciando no juro também. Como vimos, ao contar com mais tempo para investir, e com aportes maiores, fica mais fácil alcançar objetivos que poderíamos considerar difíceis.

Concluído, o juro compostos é o agente que torna as aplicações de R$ 100,00 em algo grandioso no final! Se não fosse pelo juro em cima do juro, os resultados alcançados e demonstrados aqui não aconteceriam.

Por isso a simples opção de não investir, deixando o dinheiro parado em casa, por exemplo, faz o cidadão “perder” dinheiro. Na verdade ninguém vai perder, mas sim deixar de ganhar!

Estou excluindo aqui o efeito da inflação, somente para demonstrar os efeitos que o dinheiro parado pode ocasionar. Querendo ou não, ainda mais em nosso país,  o dinheiro rende! Mesmo na poupança, até no PIC, ou em outros títulos de capitalização similares, o seu dinheiro vai render alguma coisa.

Nos próximos capítulos do meu artigo, vamos explorar cinco opções que vão turbinar os seus investimentos através do juro compostos!

6 – Tesouro Selic, CDBs, e demais produtos financeiros de renda fixa

Esse primeiro investimento, que na verdade está englobando vários tipos, são os produtos que geralmente seguem o DI ou a taxa Selic. Portanto estamos falando em produtos de renda fixa pós-fixados.

Mas o que interessa ao investir nesses tipos de ativo? O ganho continuo! Podemos ganhar com qualquer investimento. Às vezes a bolsa pode render lucros durante um longo período. Mas durante 3 anos, por exemplo, vai ser difícil não ter em um mês, ao menos, que não haja um prejuízo.

A mesma coisa vale para outros ativos de renda variável. Sendo assim, os produtos de renda fixa pós-fixados possuem essa vantagem. Ao comparar com os ativos oferecidos em outros países, com os Estados Unidos, Alemanha (países da zona do euro), os nossos produtos de renda fixa são muito mais interessantes!

Simplesmente por um motivo, nossa taxa de juro! Nesses países, e em muitos outros (como o Japão) a taxa de juro chega a ser negociada abaixo da inflação. Ou seja, o investidor pode perder poder de compra ao aplicar em algum investimento atrelado ao juro.

Coisa que aqui é bem difícil de ocorrer. O Tesouro Selic, por exemplo, está oferecendo no momento em que escrevo um juro de aproximadamente 8% ao ano, enquanto a inflação, nas expectativas atuais, tem tudo para terminar 2017 abaixo dos 3%! Ou seja, se o juro permanecer nesse patamar, o investidor vai lucrar mais do que o dobro da inflação! Outro detalhe importante sobre esses tipos de ativos é a garantia!

O Tesouro Selic possui garantia do Tesouro Nacional, portanto faltando dinheiro para pagar o investidor, a casa da moeda entra em ação, imprimindo mais dinheiro! (não funciona exatamente assim, mas na teoria, é praticamente.). Se o leitor tem interesse sobre o Tesouro Direto, pode conferir os seguintes artigos:

Já com relação aos produtos de renda fixa oriundos de bancos e demais instituições financeiras, eles possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). O fundo assegura investimentos e aplicações que alcancem até os R$ 250.000,00 por instituição e CPF,

Esse fundo é privado, e não tem relação com o Tesouro Nacional, ou o governo federal, portanto, se o dinheiro do fundo acabar é bem provável que muitos investidores (em casos críticos) fiquem sem garantia.

Hoje, podemos dizer que o FGC possui capital suficiente para saldar possíveis quebras de algumas instituições. Por exemplo, se o banco Itaú quebrar, ou outra instituição similar, é bem provável que o FGC não tenha patrimônio suficiente para garantir todos os depósitos que existem lá.

Lembrando que essa é uma situação extrema. Dificilmente um banco das proporções equivalentes ao o  Itaú, Bradesco e Santander ou similares iriam falir. Mesmo que não estivessem bem, é provável que o governo, ao menos, viabilizasse uma ajuda, ou tentasse negociar a venda para outro banco.

Agora que o leitor já tem noção das garantias que envolvem os ativos, vamos falar um pouco mais da rentabilidade que os mesmos oferecem:

7 – Rentabilidade dos Pós-fixados

Comentamos anteriormente que tal rentabilidade é representada pela taxa Selic ou o DI. No caso do Tesouro Selic, o rendimento é praticamente 100% da taxa Selic, menos despesas administrativas, emolumentos, e a retenção de IR. Já os outros produtos de renda fixa, podem variar bastante.

Exemplo: Instituições financeiras grandes, geralmente não oferecem uma rentabilidade próxima dos 100% do DI. O Itaú oferece um CDB progressivo. Esse CDB oferece no inicio do plano, 70% do DI, ou seja, se nesse momento o DI está em 8,15%, 70% é igual a 5,705% ao ano.

Uma bela redução da taxa não é mesmo? Por se tratar de um CDB Progressivo, a rentabilidade do mesmo ainda pode aumentar com o tempo. Se o cliente permanecer com o dinheiro aplicado por muito tempo, é possível conseguir 88% do DI. Mesmo assim, essa taxa ainda é inferior ao que o Tesouro Selic, pode oferecem e bem menor do que as taxas dos outros bancos menores.

Já existe, inclusive, banco de porte menor, oferecendo CDB com liquidez diária pagando até 103% do DI! Ou seja, uma rentabilidade superior ao Tesouro Selic, e ainda com liquidez diária!

Imagem retirada do site do banco Pan! Nela podemos conferir o CDB com liquidez diária, e rendimento de 103% do DI, além das opções de prefixado (que não possui o rendimento na imagem) e o  CDB pós-fixados que podem chegar até 117,5% do DI!

Mas qual é a diferença entre o CDB com liquidez diária, e o CDB com rendimento de 117,5% do DI? A diferença é o vencimento! Enquanto o CDB com liquidez diária possui vencimento diário, ou seja, pode ser resgatado qualquer dia, o CDB com rendimentos superiores, que podem chegar aos 117,5% do DI são oferecidos com vencimentos determinados. Provavelmente para conseguir tal condição, o investidor deve ser obrigado a permanecer comprado no papel em um período superior a 2 anos por exemplo.

Como nessa imagem não temos oportunidade de verificar qual é o tempo mínimo de permanência no investimento, vamos analisar uma lista de títulos de renda fixa oferecidos por alguma corretora.

Essa lista de títulos foi retirada da plataforma de investimento Órama. A lista é referente aos títulos “TOP” da plataforma, no caso, são os papeis com os rendimentos mais atraentes.

Podemos ver que não existe papel com rendimento inferior aos 120% do DI. Sendo que ainda existe um oferecendo IPCA + 7,33% ao ano. Esse papel em questão, acredito ser muito interessante, uma vez que nossa meta de inflação, ao longo prazo está projetada a 4% ao ano.

Portanto, se a inflação permanecer nesse nível, o investimento poderia render mais do que 11% ao ano. Só lembrando que o papel tem vencimento para 315 dias, ou seja, menos de um ano.

Os outros títulos possuem vencimentos variados, sendo que o da instituição financeira Facta  é o com maior período, 1827 dias.

O interessante ao investir nesse tipo de papel, é verificar com bastante atenção o vencimento, e ver se a instituição é confiável. Por exemplo, se fosse o banco Itaú, oferecendo um CDB com vencimento em 5 anos, e rendimento de 120% do DI, com certeza eu estaria investindo.

  • Primeiro porque o banco é um dos maiores do Brasil ( se não o maior banco privado nacional)
  • Segundo: a rentabilidade seria equivalente a bancos e instituições financeiras menores, portanto estaria vendo muito a pena.
  • Terceiro: Além da segurança e grandeza do banco somada a rentabilidade, temos o FGC oferecendo garantias de até R$ 250.000,00 por instituições e CPF.

Então ficaria fácil decidir pelo investimento. Porém nesse caso, estamos tratando de uma instituição pouco conhecida (o leitor conhece a Facta?) e de vencimento muito longo! Mais de 5 anos para deixar o dinheiro aplicado, é bastante coisa!

Mesmo tendo a garantia do FGC, o investidor deve ficar atento ao risco que está correndo ao investir em um papel com vencimento muito longo e de uma instituição pouco conhecida.

Infelizmente a lista de títulos da Órama não traz o rating (nota de credito) da instituição. Para conferir essa nota, o investidor deve realizar uma busca.

Por meio do site Banco Data, o investidor pode encontrar muitas informações. Na imagem acima existem algumas. Ao longo da página o investidor pode conferir mais uma bela porção de informações.

Tudo isso vai ajudar o investidor na toma de decisão. Principalmente realizando comparações entre instituições. Coisa que só melhora ainda mais o diagnóstico sobre a instituição.

Na imagem acima, temos o gráfico e alguns números referentes ao índice de imobilizado e o índice de Basileia. Existe ainda uma breve explicação ao lado direito sobre o índice de Basileia.

Através dele o Banco Central consegue medir o grau de liquidez da instituição financeira. Como exigência, o Banco Central permite no mínimo um índice de 11%. Até junho de 2017 a Facta estava com 12,5%! É acima do mínimo, mais sem muita folga, quase em cima dos 11%.

Já o índice de imobilizado está na casa dos 3%. O máximo permitido pelo BC nesse quesito é de 50%. Nessa parte, ao menos, a Facta está bem!  Além dessas informações, o investidor pode conferir mais uma grande quantidade de dados dentre eles os valores do patrimônio liquido, resultados trimestrais, ativos, intermediações e depósitos dentre outras coisas.

Agora que o leitor já sabe mais um pouco sobre análise de instituições e investimentos, está na hora de conferir quanto seria o resultado de investir em um ativo com tal rentabilidade.

Utilizando o mesmo simulador dos exemplos anteriores, chegamos ao valor de R$ 1.002.949,46 investindo mansamente R$ 1.380,00! Ou seja, em 20 anos, aplicando esse valor todos os meses, e mantendo o rendimento constante em 10,10% (que seria os 123% do DI atuais) o investidor conseguiria esse resultado milionário!

Não é uma coisa fácil, com certeza não é, mas também não é impossível. Observando que a garantia do FGC cobre até o montante de R$ 250.000,00 por CPF e instituição, acredito que não seja prudente fazer tal estratégia com a mesma instituição e o mesmo ativo.

Por isso, vejo os CDBs, ou no caso os LCs e demais produtos de renda fixa, como um complemento a estratégia! O que estou falando é sobre alocação de ativos!

No caso, em produtos de renda fixa pós-fixados. Lógico que o investidor pode estender essa estratégia a uma gama maior de ativos, porém nessa parte vamos focar em uma diversificação somente nesse seguimento.

Sendo assim, o investidor poderia determinar o investimento de 80% do patrimônio em Tesouro Selic, que é oferecido pelo Tesouro Direto e garantido pelo Tesouro Nacional.

Os outros 20% poderiam ser investidores em diferentes títulos de bancos variados. Como é o caso da financiadora Facta.  Dessa maneira, mesmo alcançando os R$ 1.000.000,00 o investidor não ficaria desprotegido do FGC (uma vez que o FGC cobre até 250.000,00 por CPF e instituição).

O rendimento da carteira ficaria um pouco melhor do que investido tudo no Tesouro Selic. Com um pouco mais de risco, o investidor vai conseguir uma rentabilidade melhor.

Vamos conferir quanto seria necessário investir por mês, durante um período de 20 anos para conseguir R$ 1.000.000,00 com essa estratégia de 80% e 20%:

Caso o juro se mantenha no patamar dos 8% ao ano, o investidor deverá investir R$ 1.460,00 ao mês no Tesouro Selic para conseguir o total de R$ 830.738,64 em 20 anos.

Já os outros 20% que serão investidos em outros produtos de renda fixa, como os CDBs, ou LCs que já vimos, conseguiriam um retorno dentro dos 20 anos de R$ 247.103,49! Esse valor seria lançado com aplicações mensais de R$ 340,00 sendo que o DI deveria se manter próximo dos 8% ao ano (fizemos essa simulação com a rentabilidade do LC da Facta financiadora com123% do DI).

Resumindo, os produtos de renda fixa pós-fixados são bem interessantes para a construção de patrimônio! Como estamos tratando de um investimento que basicamente trabalha com juros, nesse caso, juros compostos, a rentabilidade é proporcionada pela fração de:

  • Tempo
  • Rentabilidade
  • E aportes

Para alcançar a independência financeira, o investidor deve ficar atento às garantias de todos os produtos, e ter bastante atenção na liquides dos ativos. E pode ficar tranquilo, o juro composto vai fazer o seu trabalho!

8 – Tesouro IPCA e demais produtos financeiros atrelados a inflação

O segundo grupo de ativos que vamos falar é sobre o Tesouro IPCA e demais títulos atrelados à inflação mais juro prefixado. Nessa parte o leitor deve prestar atenção, uma vez que ainda existem ótimas oportunidades no mercado!

Iniciando as explicações pelo Tesouro IPCA! Antes falamos sobre o Tesouro Selic, agora vamos falar sobre o seu irmão principal do Tesouro Direto, o Tesouro IPCA.

É possível investir nesse papel de duas maneiras. Aproveitando os pagamentos semestrais, ou sem os pagamentos, com o resgate somente no final do vencimento.

Primeira coisa, mesmo tendo vencimento, o tesouro IPCA possui liquidez diária, então o leitor pode ficar bem tranquilo com relação ao investimento.

Caso você precise do dinheiro para há mesma semana, realizando o resgate em um dia, é provável que no máximo em dois dias (dependendo da corretora que o investidor for cliente) o dinheiro estará disponível na conta.

Segundo: é preciso ficar atento a esse tipo de investimento. Tanto nas duas modalidades, o cliente pode resgatar o valor antes do vencimento, porém, estamos tratando de papéis que são influenciados pelo mercado. Portanto, dependendo da situação do mercado, é possível que o seu investimento, naquele momento, esteja dando prejuízo, ou um lucro muito pequeno.

Se isso estiver ocorrendo, o mais interessante é permanecer comprado no papel. Com a venda dos títulos o investidor vai acabar realizando o prejuízo. Coisa que ninguém quer, não é verdade?

Por isso se for aplicar no Tesouro IPCA, faça isso com dinheiro que não será necessário no curto prazo!

9 – Mas como funciona o juro composto no Tesouro IPCA?

Pois é, falamos primeiramente sobre os papéis pós-fixados atrelados a taxas de juro como a Selic e o DI. Nesse contexto fica fácil compreender que o juro rende em cima do juro e do valor aplicado, mas e quando temos a inflação mais uma taxa de juro prefixado, como isso funciona?

Então, nesse caso, mais especifico do Tesouro IPCA existem dois valores:

  • O valor de mercado do papel
  • E o valor nominal

O valor de mercado do papel seria basicamente, o valor que o mercado está disposto a pagar sobre aquele titulo. Ou seja, se você possui hoje um Tesouro IPCA + Principal, com vencimento para 2045 pagando, por exemplo, 7,5% ao ano, provavelmente ele deve estar muito valorizado.

Essa valorização decorre do atual cenário econômico. Atualmente as previsões para inflação e juro estão caindo, e a realidade está se confirmando. Esse papel, com rendimento de IPCA + 7,5% de juro é um excelente investimento, imagina contar com um rendimento de quase 1% ao mês? (levando em consideração inflação de 4% ao ano, mais os 7,5%).

O valor nominal, seria a soma do titulo (valor no dia da compra) acrescido da taxa de inflação (IPCA) mais o juro prefixado do período.

O próprio Tesouro Direto, na parte de extrato e saldos, tem esse modo de analise. Porém acredito que ele só reconheça a taxa de juro, sem levam em consideração a inflação.

Querendo ou não, por mais que o IPCA tenha uma meta fixada para depois de 2020 em 4% ao ano, essa inflação ainda surti um efeito bem interessante no papel, mas infelizmente, acredito que não é levada em consideração no saldo nominal do titulo (que aparece no estrato e saldo da conta).

O mais certo, acredito, é levar em consideração o calculo que você faz na calculadora do Tesouro Direto. Lá é possível inserir uma taxa média para inflação (quando eu faço, coloco 4% mesmo sabendo que a inflação ainda em 2018 e 2019 será superior)

Resumindo, o investidor antes de realizar as compras em Tesouro IPCA precisa ficar atento ao seguinte:

  • Vai precisar do dinheiro antes do vencimento?
  • Se a resposta for sim, compre letras com pagamentos semestrais!
  • Se não, o investidor pode comprar as Principais, uma vez que o valor vai se acumulando, não havendo os resgates (isso vai aumentar a rentabilidade do título, uma vez que os juros vão se acumulando!).
  • Não preste muito atenção ao valor do papel no momento (valor de mercado), tenha em mente, que a simulação do investimento, com o resultado final, provavelmente vai ser o seu resultado quando o título vencer. Em outras palavras, o investidor vai receber exatamente aquilo que está previsto no rendimento, em nosso último exemplo usamos IPCA +7,5% ao ano, é exatamente isso que você  vai receber.
  • Caso o valor de mercado esteja alto, o investidor também pode fazer a venda, obtendo o lucro no curto prazo.
  • Se o negócio estiver indo mal, e as letras estiverem sendo desvalorizadas, então é recomendável ficar com o papel até o vencimento
  • Observando a volatilidade que esse tipo de papel pode ter, é interessante comprar um pouco.
  • O Tesouro IPCA possui garantia do Tesouro Nacional, por isso, considero um dos papéis mais seguros dentro de nosso país!

Segue imagem com a calculadora do Tesouro Direto:

Coloquei na calculadora os dados referentes ao título do Tesouro IPCA Principal com vencimento para 2045. O rendimento no momento da simulação era de 5,07% ao ano. Mesmo sabendo que o teto do IPCA em 2018 será de 4,5%, reduzi já nessa simulação para 4%, o resultado é o seguinte:

Percebeu o juro composto trabalhando? Com uma aplicação inicial de R$ 107.000,00, o investidor teria nada mais, nada menos do que R$ 1.010.914,80! Um rendimento de R$ 903.914,80 em 10.079 dias corridos!

Falando um pouco dos ouros produtos atrelados a IPCA mais juro prefixados, ou IGP-M, por exemplo, esses investimentos, geralmente oferecidos por bancos, vão mostrando em seus saldos a rentabilidade nominal do papel. Ou seja, se o investidor, por exemplo, comprar um título oferecido por um banco que está pagando IPCA mais 7% ao ano, o saldo da aplicação vai acompanhar a rentabilidade do IPCA somado ao juro prefixado.

Ao contrario do Tesouro IPCA, em seu saldo não vai aparecer o valor de mercado, mas sim o nominal. Acredito que dessa forma fica mais interessante de acompanhar.

Mas isso também não é pretexto para deixar de investir no Tesouro IPCA! Se o investidor precisar se livrar o titulo do banco antes do tempo, terá que recorrer ao mercado, e vão ficar alheios aos preços oferecidos por outros investidores, inclusive o banco. É bem provável que pela necessidade de vender, o investidor acaba realizando um negócio ruim.

Vamos para o próximo tipo de ativo que podemos lucrar através dos juros compostos!

10 – Debêntures

As debêntures seguem de perto os mesmos preceitos dos títulos emitidos pelas instituições bancarias, como os CDBs e LCs, porém no caso das debêntures são empresas não financeiras que emitem.

Temos um artigo que aborda bem as características das debêntures, segue o link! A grande dúvida que fica na cabeça dos investidores é a forma de investir nessas tais debêntures.

Será que vou comprar cada um de forma unitária, ou eu invisto através de um fundo de investimento? Se o investidor não possui um valor muito grande para aplicar em debêntures e não quer se incomodar em procurar por uma boa empresa, tendo a necessidade de realizar ordens de compra para cada ativo, então os fundos de investimento podem ser uma boa!

No mercado temos diversas opções de fundos em debêntures. Principalmente no caso das debêntures incentivadas. Caso o leitor não tenha muita ideia do que são as debêntures incentivadas, você pode conferir mais sobre elas em nosso artigo sobre o ativo, através do link!

Basicamente o que diferencia as debêntures incentivadas para as outras é a questão de isenção de IR. A isenção de imposto é muito interessante, porque nas melhores das hipóteses, o seus rendimentos (quando sofrerem a retenção) vão sofrer no mínimo 15%.

Voltando aos fundos de investimento. Atualmente temos fundos que podem tem investimento inicial a partir de R$ 100,00! Valor bem acessível, dando chance a muitos investidores.

As vantagens de investir nesses fundos é basicamente a redução de custos, maior diversificação, gestão da carteira por profissionais da área, e declaração de imposto de renda mais tranquila. Se o investidor ficar operando, comprando e vendendo debêntures terá que informar os ganhos se os mesmos se encaixarem nas obrigações da declaração.

Com relação à desvantagem, temos os problemas vinculados a gestão do fundo. Caso ocorram erros por parte da administradora do fundo, ou mesmo do gestor, os cotistas serão penalizados com possíveis perdas.

Outra coisa, os fundos de debêntures podem ter uma demora bem maior do que outros fundos na hora do resgate. Acima de um mês para conseguir ter o valor do resgate na conta por exemplo.

Isso talvez possa ocasionar um receio aos investidores. Tecnicamente, não vejo grande problema nisso, a menos que o leitor esteja querendo aplicar valores que servem como reserva de curto prazo.

Definitivamente, se for investir em debêntures não faça isso visando o curto prazo. Até pode ocorrer lucros no curto prazo, mas o mais comum mesmo é o investimento de longo prazo, visando manter o papel até o vencimento.

Agora vamos falar um pouco mais do investimento em debêntures de forma unitária. No caso das incentivadas não haverá retenção. O lucro do investidor vai ser ainda maior. É possível ainda encontrar debêntures incentivadas com rendimento de IPCA + 6% e até superiores aos IPCA +7% no mercado!

Lembrando que o Tesouro IPCA por exemplo, está sendo negociado no momento em que escrevo o artigo, próximo dos IPCA + 5% com vencimento mais longo (depois de 2030).

Grande parte das debêntures possuem vencimentos para antes dessas datas. O que investidor deve ficar atento é o grau de investimento das empresas emissoras.

É natural que quanto maior for o vencimento do papel, maio seja o risco. Com isso os rendimentos oferecidos pelo ativo são ainda maiores.

Ai fica a critério do investidor, escolher se vai aderir a algo mais arriscado ou não. Uma coisa interessante a se fazer, é a montagem de uma carteira diversificada. Do mesmo jeito que mostramos no primeiro ativo (Tesouro Selic e demais produtos pós-fixados).

11 – Formas de pagamentos e liquidação

Quando investir em debêntures de maneira individual, adquirindo uma por uma, de diferentes empresas, o investidor vai precisar ficar ligado nos pagamentos dos juros, ou as distribuições.

Elas podem não ocorrer, serem anuais, ou até semestrais. Em diferentes períodos é mais complicado de achar. Analisando com bastante critério esses pagamentos, além da própria debenture o investidor pode montar uma carteira com pagamentos que podem ocorrer em meses diferentes. Dando ritmo aos ganhos!

Além das distribuições, o investidor vai obter ganhos com a valorização da própria debenture. Isso fica mais claro nas debêntures atreladas ao IPCA mais juros prefixados.

Os juros prefixados são distribuídos confirme está descrito nas regras do titulo, enquanto a correção pelo IPCA vai se acumulando junto ao valor da letra,

No final das contas, as distribuições vão sofrer aumentos até o vencimento do papel. Ah! Tem outra coisa, algumas debêntures fazem amortizações em parcelas. Ou seja, o vencimento final do papel é em 2024, mas lá em 2022 a debenture já pode iniciar o processo de amortização, pagando parcelas do valor do titulo. Isso vale tanto para as incentivadas quanto para as normais.

12 – Os juros compostos trabalhando nas debêntures

Observando que boa parte das debêntures distribui dividendos periodicamente, o rendimento em si pode sofrer alterações. Com os pagamentos ocorrendo, parte dos juros que estariam se acumulando junto ao valor inicial da aplicação, será distribuído deixando de render.

Enquanto um título pós-fixado, ou até mesmo um Tesouro IPCA sem pagamentos semestrais vai acumulando o rendimento, os papéis que distribuem rendimentos, não consegue acumular todo o rendimento.

Uma vez que os mesmos acabam distribuindo parte dos ganhos. Fica a cargo do investidor, fazer os investimentos com os pagamentos!

Nessa hora, o investidor pode escolher por papeis mais seguros e que contenham alguma forma de garantia mais relevante. Como são os títulos emitidos por bancos (garantidos pelo FGC) e as letras do Tesouro Direto.

Dessa forma o dinheiro não vai parar de trabalhar para você! Mesmo havendo as distribuições, em questão de poucos dias, o investidor já pode comprar outro investimento, mantendo o rendimento do dinheiro.

Vale lembrar que as debêntures em comparação aos outros investimentos vistos até aqui, possuem rentabilidade que podem ser bem superiores.

Atualmente existem papéis que podem ser adquiridos com juros prefixados superiores aos 6% ao ano mais o IPCA e isentos de IR (no caso são debêntures incentivadas)

Na imagem acima, temos as características da debenture referente à empresa que administra do aeroporto de Guarulhos em São Paulo. É possível ver o rendimento que é IPCA + 6,4% ao ano. Sem falar que a emissão se enquadra na isenção de IR também.

Para conseguir mais dados sobre o rating da companhia (nota de crédito) e demais informações sobre a emissão dos títulos e condições da empresa, o investidor vai precisar ir até a página da companhia.

Geralmente existe uma seção chamada de “Relação com Investidores”, por lá você vai conseguir muitas informações que vão auxiliar na tomada de decisão.

Na imagem acima temos várias informações, dentre elas podemos identificar novamente a taxa de rendimento, que é de IPCA +6,4%, e logo na parte superior da lista temos a classificação de risco. Para o Brasil o rating é de AA. Nota considerada boa.

Analisando tudo isso, e verificando os pros e contras das debêntures, fica na mão do investidor decidir se vai ou não investir parte do patrimônio nessa espécie de ativo.

13 – Fundos Imobiliários (FII)

Com certeza um dos mercados que mais gosto, é muito interessante é deve ser analisando por todos os investidores! Antes de continuar com as explicações vou fazer algumas indicações de artigos que temo em nosso blog sobre os FII:

Após a leitura desses artigos, não tenho dúvidas que o leitor estará mais por dentro do assunto do que muitos outros investidores que andam por ai!

Vamos dar continuidade aos FII, pois então, no caso dos fundos imobiliários, o juro compostos é trabalhado através dos ganhos oriundos dos fundos.

Os FII, principiante aqueles que possuem propriedades alugadas, acabam gerando mensalmente, ou periodicamente pagamentos de dividendos.

Mas aqui  mora a grande diferença para o mercado de ações! Ao invés de receber dividendos que são referentes a lucros que podem sofrer diversas alterações ao longo dos anos, com os FII o investidor possui um pouco mais de segurança e previsibilidade, até porque grande parte dos fundos pagam  95% da receita mensal em dividendos aos seus cotistas.

Ou seja, é mais fácil prever os recebimentos de um FII do que uma ação. Lógico as diferenças não param por aqui, mas por enquanto vamos nos focar nessa.

Então existem alguns fundos que possuem determinada quantidade de propriedades e contratos muito bem elaborados, que descrevem os valores dos alugueis somados a acréscimos anuais por exemplo.

Caso o inquilino do fundo não tenha problemas durante todo o período vigente do contrato, os recebimentos vão ser constantes, no mesmo valor do contrato, e ainda vão contra com os aumentos periódicos.

Ou seja, o investidor vai adquirir um produto financeiro ciente dos ganhos, dos aumentos e ainda isento de IR (os ganhos com as distribuições são isentos).

É ou não é um bom investimento? Lógico, por se tratar de fundos negociados no mercado, cabe ao investidor fazer todas as análises necessárias para escolher o melhor FII.

14 – Como funciona o juro compostos investindo em FII?

No caso dos fundos imobiliários, o juro compostos vai trabalha na hora de reinvestir seus dividendos. Inclusive existem alguns fundos que já fazem isso pelo investidor.

São bem poucos fundos que distribuem valores menores, ou simplesmente não distribuem. Esses valores que deveriam ir para os cotistas acabam sendo utilizados na compra de novos empreendimentos, papéis e outros ativos. Grande parte dos fundos faz os pagamentos mensais. Cabendo ao cotista achar um novo investimento para adquirir.

De acordo com o boletim mensal de fundos imobiliários emitidos pela B3 (BM&F Bovespa) esses foram os fundos com maior valorização no mês de agosto/2017.

Temos fundos com valorização superior aos 20%! Inclusive um fundo de fundo com rentabilidade superior aos 16%, o BCIA11, fundo do banco Bradesco.

Da mesma forma que mencionei nos últimos investimentos, os valores referentes às distribuições podem ser reinvestidos em papéis de renda fixa, ou também em mais fundos imobiliários.

Na verdade, o investidor vai precisar avaliar qual será a estratégia empregada em sua carteira. Se for optar por algo mais arrojado com uma participação maior em ativos de renda variável, ou se vai ficar mais seguro em produtos de renda fixa mesmo.

Lembrando que os ganhos com FII podem ser bem interessante, principalmente no longo prazo. Os ganhos podem vir de duas maneiras, através da valorização das cotas e dos possíveis aumentos nas distribuições.

Caso o leitor esteja interessado em iniciar seus investimentos em FII, pode procurar pelos fundos de fundos. Esse tipo de FII possui carteira repleta de cotas de outros fundos.

Assim, o investidor vai estar diversificado em diversos fundos a partir da aquisição de um! Segue imagem com algumas características do fundo BCIA11 (que serve como exemplo de fundo de fundo)

Olhando a linha onde está situada a rentabilidade do fundo, podemos ver que comprado ao CDI, BCIA11 vem conseguindo uma rentabilidade bem interessante, com valorização aproximadamente 5% superior ao CDI.

Analisando o DI liquido de IR, então o ganho fica ainda maior! Porem ao analisar o quadro abaixo, verificamos que os pagamentos mensais são voláteis.

Ou seja, os pagamentos não são constantes em um mesmo valor. Em Fevereiro, por exemplo, cada cota de BCIA11 pagou algo em torno dos R$ 0,92, já em Agosto o pagamento foi de R$ 0,64, bem menor.

Fazendo uma rápida simulação, caso o investidor tivesse em carteira algo em torno de 1.000 cotas de BCIA11, em 2017, o cotista teria recebido algo em torno dos R$ 6.200,00 líquidos de IR.

Para isso, o investidor provavelmente teria que desembolsar o valor de aproximadamente R$ 120.000,00 para adquirir 1.000 cotas do FII. Com esse valor aplicado em títulos do Tesouro Selic, a aplicação poderia estar rendendo mais R$ 40,00 ao mês! (levando em consideração uma taxa Selic de 8,25% ao ano).

Sendo assim, além dos ganhos mensais com as distribuições de BCIA11 o investidor também estaria recendo os rendimentos dos títulos adquiridos com o dinheiro dos dividendos de BCIA11.

Deu para perceber o juro composto trabalhando? E o melhor disso tudo, é que tecnicamente o investidor não tem muito esforço para realizar essas operações.

Não há necessidade de muito investimento em equipamentos, e tão pouco em cursos. Por meio de nosso blog, o investidor já consegue obter boa parte do conteúdo necessário para lucrar com o juro composto!

Vamos falar agora do ultimo ativo da lista! O ultimo mas não o menos importante!

15 – Ações

As ações de empresas com certeza fazem parte dos investimentos que se beneficiam dos juros compostos! Temos diversos artigos em nosso blog falando sobre ações, vou indicar alguns aqui, segue:

Mas como conseguimos extrair o melhor das ações e com isso lucrar através dos juros compostos? De maneira bem semelhante aos FII. Os FII são ativos negociados na bolsa.

Portanto o valor de cada cota pode muito bem ir até o infinito, caso exista mercado querendo comprar o fundo. A mesma coisa acontece com as ações.

Existem várias empresas que conseguem rendimentos, somente com a valorização de suas ações, que chegam a passar dos 100% em um período curto!

Um bom exemplo disso é a MGLU3, ou Magazine Luiza. Já falamos da empresa, e fizemos diversos exemplos em nossos artigos! Mas não é só MGLU3 que se beneficiou da valorização, outras companhias também conseguiram rendimentos fantásticos em um espaço curto de tempo.

Além desse ganho, as distribuições de lucros também são outra forma de ganhar dinheiro. Caso o investidor não venda as ações, permanecendo com os ativos em carteira, o dinheiro oriundo das distribuições, podem fomentar a construção de um grande patrimônio para o investidor.

Está certo que os dividendos das ações não são os mesmos dos FII. Ao contrário, muitas empresas listadas na bolsa não conseguem distribuir valores acima dos 5% ao ano, imagina algo como 7% ou até 8%.

Atualmente  é possível contar FII distribuindo valores acima dos 5% ao ano, com mais tranquilidade do que as ações. Boas empresas pagadoras de dividendos pagam algo próximo dos 4% ao ano.

Na imagem acima, temos os dados das ações referentes ao banco Itaú. Se não o melhor, um dos melhores e maiores bancos privados do Brasil. O Dividend Yield registrado pela companhia até o momento é de 4,1% ao ano.

Levando em consideração que o IPCA vai fechar 2017 próximos dos 3%, investindo em ITUB4 o investidor consegue remuneração acima do IPCA e ainda isento de IR! (a isenção de IR só acontece com as distribuições, o juro sobre capital próprio infelizmente é tributado).

Acima temos a lista de proventos de ITUB4. Com esses valorem em mãos, vamos fazer uma breve simulação, da mesma forma que fizemos com BCIA11.

Vamos supor que o investidor tenha comprado R$ 500.000,00 em ações de ITUB4 no início de 2017. Observando a cotação de ITUB4 no inicio do ano, o investidor teria aproximadamente 15.151 ações.

Com as aquisições ocorrendo bem no inicio de 2017, vamos supor que o investidor já teria chances de receber as primeiras distribuições do ano. Ou seja, em 31/01/2017, o acionista estaria recendo R$ 0,015 por ação de ITUB4 em sua conta.

15.151 x 0,015 = R$ 227,26

Então o acionista estaria recendo o valor de R$ 227,26 em janeiro. Em fevereiro o valor seria maior, uma vez que houve os pagamentos de juros sobre capital próprio. Nesse caso vamos simular o valor bruto (sem contar a retenção de 15% sobre o  ganho) e mais os dividendos do mês! (vale lembrar que ITUB4 é uma das poucas empresas que distribuem lucros mensalmente na bolsa)

15.151 x 0,775 = R$ 11.742,02

Se as distribuições parecem pagar muito pouco pelo valor investido em ITUB4, o juros sobre o capital veio para animar um pouco mais o acionista. Agora sim, uma distribuição mais interessante. Segue o cálculo dos dividendos referentes ao mês de fevereiro:

15.151 x 0,015 = R$ 227,26

Simplesmente com essas quantias, o investidor já poderia investir em papéis que poderiam lhe assegurar no futuro uma bela grana! Quer ver? Então vamos supor que o acionista de ITUB4, tenha recolhido os valores referentes aos dividendos mais o valor do juro sobre capital. Com esse montante, foi realizado um investimento no Tesouro IPCA Principal com vencimento para 2045. Essa aplicação foi realizada no inicio do mês de março/2017.

No dia 01/03/2017 havia letras do Tesouro IPCA com vencimento para 2045 valendo aproximadamente R$ 730,00 cada. O rendimento do papel nesse dia era de 5,13% mais IPCA.

Segue simulação do investimento com um aporte de R$ 12.196,54:

Com um investimento de pouco mais de R$ 12.000,00 o investidor resgataria em 2045 mais de R$ 120.000,00! Isso que consideramos simplesmente as distribuições dos 2 primeiros meses de 2017.

Deu para perceber os ganhos que o juro composto pode fornecer? Nessa conta não estamos levando em consideração a valorização das próprias ações de ITUB4, que até o momento em que escrevo, estão sendo cotadas acima dos R$ 40,00 cada, ou seja, um ganho de próximo dos R$ 7,00 por ação.

ITUB4 fez pagamentos mensalmente. Esses valores poderiam ser utilizados em mais aquisições no Tesouro Direto, ou porque não, em mais ações de ITUB4 ou qualquer outra empresa.

Até setembro de 2017, o acionista de ITUB4 teria recebido aproximadamente a quantia de R$ 19.838,71! Esse valor é bruto, uma vez que não descontamos o IR sobre as distribuições de juros sobre capital próprio.

Até o final de setembro, inicio de outubro, se o investidor recolhesse essa quantia para investir em uma LC com rendimento de 123% do DI (semelhante aos produtos de rendimento pós-fixados que vimos no inicio do artigo). Com vencimento de 3 anos, por exemplo, ao final do período teríamos em mãos o valor de:

Ao final dos 3 anos o investidor teria R$ 26.405,32! A aplicação renderia ao final mais de 33%! Outra ótima forma de investir os seus dividendos!

Além de ser feito em menos tempo, o investidor contará com um rendimento bem interessante. A única coisa que devemos ficar atento é com relação à segurança fornecida pela instituição financeira nesse caso.

Falamos somente sobre ITUB4, uma vez que é uma das maiores empresas da bolsa, e possui participação relevante no índice Ibovespa. Poderíamos ter feito o mesmo exemplo com ITSA4, ABEV3, BBDC4 entre outras companhias.

Todas essas ações mencionadas também podem ser consideradas boas pagadoras de dividendos. Além de serem empresas grandes e consolidadas em suas áreas.

Em minha opinião, as ações mostram grande desenvoltura na hora de gerar capital e ganhos aos investidores. Mesmo passando mais de 8 anos para ver a bolsa subir e alcançando a cotação de 2008, o mercado acionário ainda consegue fornecer ganhos muito interessantes aos investidores.

Por meio desses ganhos, é possível destinar os recursos em novos investimentos não tão arriscados quanto os negociados na bolsa. O Tesouro Selic é um deles. Tão seguro quanto à poupança, e com rentabilidade superior!

16 – O juro composto faz a diferença mesmo?

Sem dúvidas! O juro compostos é a chave para a multiplicação do dinheiro! Pode não parecer que FII e ações se beneficiem do juro compostos, mas sim, esses ativos se beneficiam.

Talvez não de maneira direta, como um titulo do Tesouro, ou um papel de alguma instituição financeira, mas os benefícios oriundos das ações e dos FII vem de seus dividendos.

Ao mesmo tempo em que os pagamentos vão sendo realizados pelos fundos e pelas empresas, as ações e cotas podem ir se valorizando. Ficando cada vez mais caras! Dando a possibilidade de vendê-las para conseguir aumentar ainda mais os ganhos.

Falamos sobre ITUB4 na parte sobre ações, então, se o investidor estivesse até o momento com aquela quantidade de ações (15.151) compradas pelo valor de R$ 33,00 cada, no momento em que escrevo o artigo, essas ações poderiam estar sendo vendidas por R$ 44,15 cada! Ou seja, os ganhos seriam de nada mais, nada menos do que R$ 168.933,65! Esse seria o lucro com as vendas de ITUB4.

Além de contar com o dinheiro que foi aplicado (aproximadamente R$ 500.000,00) o investidor teria mais R$ 168.933,65! Sem falar dos valores que foram distribuídos, e poderiam ter sido investidos no Tesouro IPCA, ou quem sabe em um produto de renda fixa, como a LC que mostramos.

Enfim, investir por investir, sem se preocupar em alocar os ganhos é um pecado mortal! Principalmente quando estamos trabalhando para alcançar a independência financeira, ou mesmo para montar um patrimônio e a própria aposentadoria.

Comprar somente papéis com altos rendimentos sem se preocupar com os riscos que tal operação pode oferecer é um erro, do mesmo jeito que colocar tudo no Tesouro Selic, sem diversificar um pouco a carteira. Investindo em outros ativos mais arriscados, com bastante cuidado podemos aumentar os ganhos.

Analisando isso, posso dizer que aplicar um pouco em cada um dos produtos que mencionei nesse artigo, poderia trazer benefícios aos investidores e suas carteiras.

17 – Conclusão

Sabendo de tudo isso sobre juros compostos, qual seria a melhor maneira de conseguir mais rentabilidade e assim aproveitar ainda mais os ganhos gerados pelos juros?

Através de investimentos mais arriscados eu diria! Infelizmente caro leitor o mundo gira em torno de um frase:

No pain, no gain

Tradução livre: sem dor, sem ganho! Se o investidor nunca investir em produtos com mais risco, dificilmente vai conseguir aproveitar de ganhos maiores no curto prazo. Ou de ganhos potencialmente maiores no longo prazo.

Se o investidor possui pouco dinheiro e não vê chances para consegui alocar recursos em produtos financeiros mais arriscados, como as ações, então sugiro a aquisição do seguinte ebook:

Como Investir na Bolsa de Valores Com Pouco Dinheiro

Por meio desse book o investidor vai descobrir que com pouco dinheiro é possivel iniciar seus investimentos na bolsa de valores, e ainda obter lucros!

O atual momento é ainda mais animador, uma vez que a expectativa do mercado (se tudo de certo, é lógico) é que a bolsa venha a passar dos 100 mil pontos (no momento em que escrevo o artigo estamos beirando os 75 mil).

Outro detalhe importante sobre a nossa bolsa, é que ela mesmo batendo o seu teto de valorização (em 2008 foi a ultima vez que a bolsa consegui alcançar os 70 mil pontos) ainda continua sem conseguir corrigir se quer a inflação do período!

Em outras palavras, se o leitor for contar a inflação que ocorreu desde 2008 até o momento, nossa bolsa deveria passar facilmente dos 100 mil pontos!

Essas estimativas favorecem ainda mais o tom animador que cobre a bolsa de valores! Investir em ações é uma das melhores formas de conseguir potencializar os rendimentos e com isso inflar ainda mais a geração de renda com os juros compostos!



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