Como Comprar e Investir Em Ações Pela Internet (Guia Completo)

Uma das coisas que mais vejo na internet são assuntos sobre o mercado de ações. Principalmente agora, que a bolsa vem conseguindo um desempenho invejável.

Está certo que quase todo o mundo está surfando em uma tendência de alta, fato que no Brasil, a uns dois anos não era bem assim. Enquanto índices como o S&P 500 conseguiam acumular rendimentos bem interessantes o Ibovespa vinha amargando quedas, ou mesmo períodos de estagnação.

Enfim, esse momento já acabou, e 2017 vêm sendo um ano de lucros (pequenos, com muitas oscilações, mas vem ocorrendo!). Mesmo com os solavancos provocados por delações, escândalos de corrupção e afins, parece que o mercado está apostando que uma hora isso tudo terá que acabar, dando inicio a um novo ciclo de crescimento econômico (se deus quiser o mercado estará certo!).

Mas então fica a dúvida, como eu faço para investir na bolsa de valores? Comprar ações? Como faço isso? É só ir ao banco e pedir ao meu gerente de conta que compre um punhado de ações de determinada empresa?

Para resgatar, eu trato diretamente com a companhia? Eu posso ir à empresa solicitar que eles me distribuam lucros uma vez que agora, eu sou um acionista?

Muitas perguntas para muitas dúvidas! Nesse artigo caro leitor trataremos de cada um! Pode ficar tranquilo! Segue os tópicos que estaremos tratando em nosso artigo!

1 – O que são ações?

Acredito que esse não seja o maior questionamento de todos que não participam da bolsa. A grande parte das pessoas na realidade, simplesmente, não sabe como funciona a bolsa.

Agora, saber que as ações são  ativos derivados de empresas, quase todos sabem, ou ao menos tem ideia. Mas enfim, vamos falar com detalhes, o que são ações?

Tudo começa com o IPO (Initial Public Offering), em outras palavras, oferta pública inicial, não tem a palavra de ações, mas é referente as ações.

Ou seja, a empresa vai até a bolsa de valores e os órgãos competentes, para iniciar o processo de oferta pública de ações. Resumindo, a companhia em questão quer abrir parte do capital para o grande público, ou os investidores.

Então, quando você, caro leitor, comprar uma ação que seja você estará virando sócio da empresa! Podendo até ter direito a distribuições de rendimentos, e ganhos com o juro do capital.

Pode ficar tranquilo, que ser acionista de empresas através da bolsa, com a aquisição das ações, não vai obrigar a você, colocar dinheiro na empresa se a mesma vier a falir, ou se de repente a mesma apresentar prejuízos!

Se tudo isso ocorrer (os fatos negativos) o máximo que pode acontecer é do investidor perder o dinheiro! Temos em nosso blog outro artigo que fala bastante sobre mercado, e ações, segue o link!

Basicamente é isso caro leitor, as ações que estão disponíveis na bolsa de valoras são referentes a empresas reais. Atualmente muitas companhias das quais somos clientes possuem ações na bolsa.

Desde o recente IPO do Carrefour, até o seu concorrente Pão de Açúcar. Empresas como Natura, Embraer, Ambev (que é dona de algumas marcas como Skol, Brahma e Antártica) entre várias outras possuem suas ações negociadas na bolsa de valores (com certeza o leitor já deve ter consumido um produto dessas marcas, ou até mesmo o serviço).

Já pensou ter algumas ações dessas empresas acima? É importante lembrar ao leitor, que nem todos os ativos negociados na bolsa são ações! O mercado possui diversos tipos de ativos! Para saber mais, confira nossos artigos sobre bolsa de valores:

2 – Como Comprar Ações?

Que maravilha não é mesmo? O leitor já sabe quais são as formas mais tradicionais de se investir no mercado de ações, sendo que através de nossa explicação, deve estar conseguindo identificar até, qual seria a melhor opção para o seu próprio perfil, correto? Mas como investir?

Investir na bolsa não é nenhuma tarefa difícil. Na verdade é algo muito simples. Caso o leitor já tenha uma conta corrente em algum grande banco, a possibilidade de investir na bolsa já está logo ali!

3 – Figuras do mercado

A maneira mais fácil seria através dos próprios bancos, mesmo assim ainda acho mais interessante observar algumas corretoras independentes antes de optar pelo modo mais conveniente. Investir através do sistema dos grandes bancos pode ser algo muito fácil.

O cliente já tem conta, não precisa fazer transferências, e ainda pode contar com a ajuda do próprio gerente da conta (em alguns casos, acredite às vezes conversas com gerente de conta sobre ações pode ser uma tarefa muito frustrante!).

Comparado aos agentes autônomos de investimento, os gerentes de contas não sabem muito. É bem difícil achar alguém que ira falar a verdade, e oferecer um produto que não seja um PIC da vida, ou qualquer tipo de titulo de capitalização.

Os agentes autônomos, por sua vez, podem, às vezes, serem um pouco tendenciosos. O que estou tentando dizer é que alguns vão tentar levar o investidor a realizar mais operações.

Lembrando que para cada compra ou cada venda, será cobrada uma taxa de corretagem. Essa mesma taxa pode parar na conta do agente autônomo.

Por isso, eu acredito que podemos acabar nos deparando com agentes que vão tentar passar a ideia de realizar mais operações com o intuito de nos proteger das oscilações do mercado. Fato que na verdade, só ira trazer mais dinheiro para eles.

Vender e comprar constantemente, em caso de operações bem sucedidas até pode trazer algum rendimento, mas em minha opinião, é algo mais complicado.

Observando isso, e levando em consideração a minha experiência no mercado, acredito que devemos estudar muito bem antes de tomar qualquer atitude no mercado. Ressaltando que nem todos os agentes autônomos de investimento são assim.

4 – Compreendendo suas prioridades

Há tempos, não havia tanto conteúdo sobre bolsa na internet. Hoje existem grandes blogs, canais no YouTube, inclusive empresas especializadas em analises de investimentos. Tudo isso acaba gerando muito conteúdo, que pode ser útil para os investidores.

No final mesmo, o que o investidor precisa, é ter uma boa interpretação de tudo. Desde informações falsas até as mais verdadeiras existem na internet. Do mesmo jeito que corretores, gerentes e agentes podem tentar influenciar suas decisões para boas escolhas ou ruins.

O investidor vai precisar ter um grande filtro para avaliar o que serve, e o que não. Acabei saindo um pouco do foco de nosso artigo, mas foi preciso! Vejo diversos trabalhos na internet e em livros, nenhum deles menciona a importância da interpretação e do entendimento que o leitor deve ter sobre o trabalho.

Algo que é primordial. Basicamente, estou falando de crítica. Mas então vamos voltar ao que interessa! Falei um pouco sobre os dois personagens que todos os investidores terão pela frente: o gerente de banco, e o agente autônomo de investimentos.

5 – Corretoras e vantagens

Depois disso, é hora de iniciar os preparativos para os investimentos. Caso o investidor já tenha conta em alguma corretora (independente ou não) já está bem adiantado.

Para aqueles que ainda não possuem, acredito que uma pesquisa prévia sobre as corretoras disponível seja uma boa ideia. Lembrando que taxas como de corretagem e custodia, provavelmente serão cobradas.

Portanto, nada mais justo, procurar por instituições que ofereçam taxas mais condizentes com o perfil do investidor. Quando digo perfil do investidor precisamos levar em consideração diversos fatores.

Por exemplo: existe no mercado corretoras que cobram taxa de custodia, mas não cobram a taxa de corretagem em cima de operações envolvendo ETF ou FII.

Bom, para muitos seria natural criar uma conta nessas corretoras para poder se beneficiar da isenção de corretagem, correto? Não é bem assim.

Se o investidor realmente comprar todo mês, uma quantidade de ETF ou FII, a corretora em questão é uma ótima solução, até porque, em caso de liquidação das posições, o investidor poderia vender também, e ainda ficar isento da corretagem. No final você só pagaria a custodia.

Mas se você só comprar algumas ETFs sem realizar compras constantes, será que essa mesma corretora valeria a pena? Acho que não! A XP Investimentos e Easynvest, por exemplo, não cobra taxa de custodia.

Sendo assim, em caso de uma única compra, e a manutenção dos mesmos ativos por um longo prazo, ter uma conta em uma corretora com isenção de corretagem, mas com cobrança de custodia, poderia ser menos proveitoso.

Vendo que existem instituições que não cobram a custodia, e assim, beneficiam os investidores que não movimentam muito na bolsa.

Por isso fique atento as suas necessidades. Antes de começar a investir trace uma estratégia!

  • Vou fazer somente aportes pontuais
  • Vou realizar investimentos mensais

Para cada um desses estilos temos corretoras que podem se encaixar melhor. Segue o link para um artigo que temos em nosso blog a respeito de corretoras! Clique aqui!

6 – Funcionalidades do sistema

Bora lá então! Vamos para o que interesse! Como investir na bolsa de valores? O investidor já tem conta em banco, possui conta em alguma corretora? Se sim então já pode realizar suas operações!

Dependendo da corretora que o investidor for cliente, será preciso ainda solicitar permissão para negociar na bolsa. Coisa que pode ser solucionada via chat online.

Aliás, já vai uma grande ajuda, o chat online pode agilizar muita coisa na sua vida, caro investidor! Por mais que pareça ser um meio um tanto quanto chato, é o mais rápido para entrar em contato e conseguir solucionar problemas.

Voltando ao foco! Vamos focar no funcionamento do mercado! Então com tudo funcionando, o investidor faz a transferência de dinheiro da sua conta para a corretora.

Caso seja uma corretora de banco, e ser no mesmo banco onde o investidor já é cliente, a transferência não vai gerar custo, ou até mesmo, não precisara ser feita.

Porém, para aqueles que possuem conta em corretoras independentes, haverá necessidade de enviar o dinheiro. Esse capital só pode ser transferido através de DOC ou TED.

Sendo que atualmente é possível ver corretoras que só aceitam TED. A Rico é um exemplo disso.

Outro detalhe, em qualquer corretora, todas as transferências devem ser feitas de mesma titularidade. Ou seja, o investidor não pode solicitar para o pai, mãe, parente, amigo, transferir o dinheiro deles (oriundo da conta deles) para uma conta sua, em alguma corretora.

Então se lembre! Somente da sua conta para a sua conta! Depois de realizar a transferência dos valores que serão usados para investir na bolsa, o investidor vai precisar abrir o Home-Broker.

7 – Home-Broker

Já vi grandes bancos oferecendo o Home -Broker pago! Ou seja, o investidor teria que pagar para poder ter acesso a plataforma de investimento deles.

Caso isso não ocorresse, o cliente poderia recorrer aos sistemas, na própria pagina da corretora do banco, que realizava as ordens de compra e venda. Porém esse sistema não tinha tantas opções como o Home-Broker.

Com relação as corretoras independentes, esse tipo de problema não existe. Praticamente todas oferecem o Home-Broker de forma gratuita, sendo que o investidor só precisa solicitar a liberação, ou mesmo, clicar no campo onde aparece o Home-Broker.

Algumas corretoras possuem aplicativos para smartphones, através deles também é possível investir. Nessa plataforma, o investidor vai poder comprar e vender ações, ETFs, Fundos imobiliários, Opções, Commodities e afins.

8 – Livro de ofertas

O investidor pode acompanhar o preço do ativo que lhe interessa através do livro de ofertas do Home-Brooker, segue o livro de ofertas de PETR4:

Observando o livro de ofertas, podemos ver que existem diversas ordens nas filas, tanto de compra quanto de venda.

  • Na aba de vendas, os valores mais “barato” ficam acima da lista. Ou seja, possuem prioridade para serem negociados.
  • Na aba de compra, as ofertas mais “caras”, ou seja, aqueles que estão dispostos a pagar mais pelo ativo, possuem prioridade.

Dessa forma as negociações podem ser concluídas com mais rapidez, dando mais agilidade ao mercado.

Analisando o fluxo do mercado, o investidor em fim, poderá realizar sua ordem de compra. Ah, é bom explicar mais uma coisa!

Cada uma desses valores que aparecem acima, na ultima imagem, com o nome de bancos ao lado, representam a ordem de algum cliente.

Então é possível verificar se existe um fluxo maior de compra ou de venda, avaliando a quantidade de ações que está na fila de venda e compra.

No quadro em questão podemos ver que existe uma grande quantidade de vendas. Ou seja, é provável, que PETR4 se desvalorizou no dia (apesar de aparecer que estava se valorizando).

Sabendo disso, vamos partir para a compra e venda da ação. Para isso, o investidor vai precisar abrir uma nova tela através da boleta!

9 – Boleta (ordem de compra/venda)

Por meio da boleta podemos disparar nossas ordens de compra e venda. Essas ordens geram custos aos investidores. Tais despesas são denominadas de corretagem.

Já vimos em outros artigos que existem corretoras que não cobram corretagem em alguns ativos. Vendo isso, o investidor deve ficara atento aos custos! Voltando ao mecanismo de compra: analisando a boleta em destaque na imagem acima, podemos ver vários dados.

A ação em questão é PETR4, está sendo realizada uma compra, o lote mínimo é de 100 ações (é possível comprar unitário, mas para isso, o ticker do ativo negociado deve ser acrescido de um “F”)

O investidor vai fazer a aquisição de 1500 ações de PETR4, ou seja, 15 lotes de 100 ações. O preço que o investidor está disposto a pagar por cada ação é de R$ 35,42.

Sendo que ele estava com a opção para vencimento da ordem para o mesmo dia. Bom o leitor observou que existe uma grande quantidade de dados que podemos introduzir em nossas ordens.

Desde a quantidade de ações, até o vencimento da própria ordem. Nessa boleta o cliente pode optar por montar uma ordem de compra ou venda. No caso, nosso exemplo era de uma opção de compra.

A quantidade pode variar, dependendo da disponibilidade financeira do investidor. Na hora de avaliar o preço, o investidor precisa estudar quais são os valores que estão sendo negociados.

Por isso é importante ter o livro de ofertas aberto em seu Home-Broker. Geralmente, nessas boletas, existe a opção de preço a mercado. Ou seja, a boleta vai lançar a compra, ou venda, observando o valor mais atrativo na compra ou venda.

Mas caso o investidor queira arriscar, e lançar uma ordem, com o intuito de esperar para que o mercado se mova em direção do preço, é possível fazer isso. Nesse tipo de situação é importante ficar atento ao vencimento da ordem.

O investidor pode colocar um vencimento mais longo, e assim, a ordem ira ficar lançada até que o tempo expirar, ou a mesma seja executada.

Na hora de vender, o investidor fará a mesma coisa, mas relacionando tudo a venda. Ou seja, é preciso ter o ativo sobre custodia. É possível vender sem ter ativo sobre custodia, essa operação é conhecida como venda descoberta, porém não vamos falar sobre ela nesse momento.

10 – Investir na bolsa de valores vale o empenho?

Tenho certeza que sim! Vale muito a pena mesmo caro leitor! Ainda mais quando estamos vivendo uma redução da taxa de juro, e contamos com uma inflação abaixo dos 4% ao ano.

Somado a isso temos ainda a estagnação econômica. Ou seja, a economia não está reagindo, ou reagindo pouco, inflação bem baixa, e taxas de juros em queda (podendo chegar à casa dos 7% ao ano!).

Tudo isso vai acabar, ou já está influenciando, na movimentação dos investidores da renda fixa para à renda variável. Em outro artigo escrevi sobre formas de investir e permanecer exposto a bolsa segue o link!

Por lá, o investidor pode conhecer ativos que podem sem adquiridos, sem necessariamente estar operando pelo Home-Broker (caso dos fundos e outros).

Além desse link, temos mais artigos sobre bolsa de valores, abordando conteúdos diversos, segue alguns que podem interessar:

Mas fora isso, observando a construção de uma carteira, ou quem sabe na elaboração de outros investimentos, o investidor sem dúvida, deveria ter um pé (ao menos) na bolsa de valores, e aproveitar todos os benefícios que a mesma pode proporcionar!



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