4 Melhores Maneiras de Investir em Ações

Sim, podemos investir em outros produtos financeiros, e mesmo assim, estar posicionado em ações! É muito importante o investidor conhecer mais formas de investir em ações.

Cada uma das possibilidades que serão mostradas nesse artigo pode ajudar perfis diferentes de investidores. Desde os mais céticos, que não vêm chances de conseguir bater o índice até aqueles que preferem tomar o risco e conseguir mais dinheiro através das ações.

Nesse artigo o leitor vai conhecer mais sobre:

O investidor pode escolher entre essas quatro formas (na realidade existem mais, mas vamos focar nas mais importantes e viáveis de investir).

1 – Fundos de investimento

Comprar cotas de fundos de investimentos em ações é uma ótima forma de começar a investir em ações. O leitor pode até achar estranho, mas investir em fundos de ações funciona de maneira bem parecida a investir nas próprias ações. Com um detalhe, ao invés de comprar uma por uma, através dos fundos o investidor vai conseguir ter acesso a uma carteira de ações!

O que seria essa tal de carteira de ações? O conceito de carteira de ações é simplesmente sintetizar em uma palavra, a ideia de diversificação, ou melhor, é quase que um sinônimo de diversificação.

Diversificar na bolsa de valores pode ser uma faca de dois gumes, o investidor que não aderir a compra de algumas ou varias ações, permanecendo comprado em poucas, ou quem sabe, em somente uma, pode acabar ganhando muito dinheiro como pode perder bastante também.

Já aqueles bem aventurados que decidem por diversificar o dinheiro investido em algumas ou diversas ações, terão dificuldades em extrair rendimentos grandiosos, mas, estarão mais protegidos contra fortes quedas.

É só pensar um pouco, se a ação X subir 15% em um mês, e você esta comprado nela, somente nela, isso significa que você também conseguir um rendimento de 15% no mês. Excelente!

Agora se a mesma ação no outro mês teve uma rentabilidade negativa, ou seja, caiu 10%, você infelizmente, acabou amargando 10% de queda.

Porém! Se o investidor aderiu à técnica de montar uma carteira diversificada, investindo por meio de um fundo de ações, onde o mesmo fundo possui (nesse exemplo) 5 ações, dentre elas a ação X, é possível que o rendimento de 15% possa ter sido compensado com as perdas de uma outra ação, mas a queda de 10% no outro mês deve ter sido reduzida com o ganho dos outros ativos.

Em outras palavras, o investidor teria uma evolução patrimonial com menos volatilidade. Outra vantagem que encontramos nos fundos de ações é a administração ativa.

Bom, para muitos investidores que estão particularmente interessados em ações, mas não possuem a experiência, e tão pouco o conhecimento e tempo para poder estudar e realizar as operações necessárias, visando manter o portfólio, recorrer a um fundo de investimento em ações pode ser a solução.

Tais fundos contam com a administração ativa de ótimos gestores. Existem diversas instituições financeiras gabaritadas que oferecem bons produtos. Lógico, aqui existe uma necessidade de estudo também.

Infelizmente esse é um dos pontos negativos ao falar sobre fundos de ações, nem todos são bons. Levar em consideração o desempenho passado é algo que pode ajudar bastante na tomada de decisão, mas não pode ser a única coisa.

Por se tratar de fundos de investimentos, através da página da CVM, o investidor munido do CNPJ do fundo, pode realizar uma pesquisa sobre a  carteira do fundo, com detalhes.

Dessa forma, existe a possibilidade de conhecer um pouco mais as entranhas do fundo. Lembrando que o mercado está cheio dos fundos de fundos. Ou seja, fundos que acabam comprando cotas de outros fundos.

Sendo assim, é necessário saber o CNPJ do fundo principal, para então, saber no que está investido. O valor inicial para investimentos nos fundos de ações pode variar bastante.

Os grandes bancos, como a Caixa Econômica, oferecem fundos com investimento inicial a partir de R$ 500,00! Comparado ao valor praticado no mercado, acredito que seja um valor baixo.

Porém nem tudo é um mar de rosas, a taxa administrativa de tais fundos, pode ser algo bem salgado. Variando dos 2% até mais! Existem fundos no mercado, que não se restringem somente a Caixa, que podem chegar a cobrar mais de 4% ao ano de taxa administrativa!

Em minha experiência no mercado, qualquer fundo de ações com uma taxa de administração superior aos 2% ao ano, deve ser evitado.

Plataformas de investimento como a XP, Rico, Órama, entre outras oferecem uma espécie de shopping financeiro, onde o investidor pode encontrará vários fundos entre outros ativos, com taxas menores, e valor de investimento inicial compatível a média do mercado (a média que me refiro é de R$ 1.000,00).

Se o investidor estiver interessado em saber mais sobre corretoras, temos um ótimo artigo sobre, segue: Quais São as Corretoras Mais Baratas da Bolsa de Valores?

Enfim, prestando atenção nas taxas administrativas, o valor inicial para investimento, e posteriormente aos valores mínimos para movimentação, além da carteira e do histórico de rendimentos, acredito que o investidor terá em mãos uma boa quantidade de dados para tomar a decisão de investir ou não.

2 – Clubes de investimento

Os clubes de investimentos são outra ótima forma de investimento. Bem parecido aos fundos de investimento, onde os investidores podem comprar cotas, e participar de um fundo com diversas ações e um gestor qualificado para gerenciar o portfólio.

No caso, ao invés de ser um fundo, aqui é um clube! Mesmo com muitas semelhanças com os fundos de investimentos, os clubes possuem diferenças importantes! Vamos a elas!

A primeira, em minha opinião mais interessante, está relacionado a construção de um clube. Hoje, qualquer grupo de pelo menos 3 investidores podem montar um clube de investimento.

Com CNPJ e tudo mais. Para aqueles que não estão acostumados com essa sigla, CNPJ, é nada mais do que uma espécie de CPF de empresas.

Ou seja, o clube de investimento, do mesmo jeito que os fundos, possuem um CNPJ. Voltando a explicação da construção do clube, existem algumas regras importantes que devemos nos atentar para construir um clube.

  • Nenhum dos 3 investidores iniciais ou qualquer outro cotista pode ter mais do que 40% do patrimônio do clube
  • O máximo de investidores permitidos em um clube é 50, e o mínimo é 3.
  • 67% da carteira devem estar investidos em ações, ETF, ou outros produtos de renda variável semelhantes
  • O restante do capital, pode ser alocado em produtos de renda fixa e derivados
  • A instituição financeira que realizar a abertura do clube, também pode fazer a administração do mesmo
  • A gestão do clube deve ser feito por profissional devidamente credenciado pela CVM
  • E a Bovespa estará realizando a regulação do clube, e até autorizando ou não a criação do mesmo.
  • Os clubes de investimento devem praticar os registros contábeis, avaliando seus ativos
  • Anualmente os clubes precisam realizar alguma assembleia junto aos cotistas, assembleia que pode ser presencial ou não.

Esses seriam os principais pontos que os clubes de investimento devem respeitar para poder se manter no mercado. Portanto a criação do clube deve ser elaborada junto a uma instituição financeira.

Corretoras independeres geralmente realizam esses trabalhos para os investidores interessados. Lógico, para manter o clube existe uma taxa administrativa!

Observando o regulamento para clubes emitido pela XP investimentos, reparei que a taxa é de aproximadamente R$ 500,00 ao mês, podendo ser alterada para 2% sobre o valor do clube.

Enfim, o investidor que estiver interessado pode entrar em contato com sua corretora, ou banco, e pedir um manual para criação de clubes de investimento.

Mas será que o investidor pode entrar em um clube que já está aberto? Para isso, é preciso entrar em contato com uma corretora, e saber da possibilidade.

Diferente dos fundos de investimento, os clubes não ficam disponíveis com facilidade nas plataformas de investimento. Por isso, é preciso verificar a possibilidade de investir em algum clube junto à corretora.

No final das contas, os clubes podem ser bem aproveitados por aqueles que gostariam de juntar recursos para poder investir. Tendo acesso a mais tipos de investimentos.

Com mais dinheiro, o clube tem possibilidade maiores. Bem diferente do investidor individual, que às vezes é limitado pelo seu patrimônio, não tendo acesso a certos produtos.

Vale ressaltar que abrir um clube, requer um bom valor. Ou seja, algo em torno dos R$ 500.000,00 para valer a pena. Os custos para manter um clube são altos, e começar com um valor menor pode acabar prejudicando ao invés de ajudar.

3 – ETFs

Agora vamos falar sobre uma das formas de investimento mais interessantes do mercado (um produto que eu gosto bastante!) ETFs são como fundos de investimento com 5 grandes diferenças.

  • Muitos ETFs possuem valor patrimonial superior aos bilhões de reais
  • ETFs seguem de perto as oscilações dos principais indicies da bolsa (uma vez que os mesmos seguem tais índices)
  • A administração do ETF é passiva, ou seja, não há uma mudança constante (somente quando a composição do índice muda).
  • Ao contrario dos fundos de investimento, que possuem valor mínimo para investir, por meio dos ETFs o investidor terá que comprar as cotas através da bolsa, de maneira bem similar a uma ação. No Brasil, o lote mínimo para comprar ETFs é de 10 cotas.
  • E por ultimo, mas não menos importante, os ETFs possuem taxa administrativa muito pequena! Taxa que pode ser menor do que 1%.

Já deu para ver um pouco, porque eu gosto dos ETFs não é mesmo? Ter um produto financeiro que segue de perto um índice, é quase a certeza, que o investidor vai participar das bonança da bolsa.

Exemplo, em 2016, o índice Ibovespa subiu, correto? Sim! Houve uma valorização superior aos 30%! É lógico, o investidor poderia ter lucrado muito mais se tivesse feito uma carteira individual, escolhendo cada ação.

Mas vamos falar a verdade, nem todos os investidores possuem tempo, e conhecimento para realizar e conseguir concretizar tamanha façanha. Portanto, os ETFs surgiram para facilitar a vida do investidor, que gostaria de surfar nos lucros que o índice pode gerar.

Pois bem, em 2016 houve uma ótima valorização, a bolsa brasileira possui um ETF que segue de perto o índice Ibovespa,  é o BOVA11, segue gráfico com o desempenho do mesmo:

Saindo dos R$ 37,50 chegando a bater os R$ 57,00! Isso sim foi uma valorização. Bom para aqueles que ao menos conseguiram se posicionar no índice! Não é verdade?

Gosto da seguinte premissa, se é muito difícil conseguir acertar em cheio a valorização de uma aação, que pelo menos, possa surfar no desempenho do índice. Assim, não ficamos totalmente de fora do mercado.

É bom ficar claro que não existe somente um ETF no mercado brasileiro, temos diversos ETFs disponíveis na bolsa. Cada um com um índice especifico. Às vezes podemos encontrar ETFs que seguem índices parecidos.

Por exemplo, o DIVO11, é o ETF que segue o índice das principais empresas pagadoras de dividendos da bolsa brasileira. Já o ETF BBSD11 do Banco do Brasil, segue um índice que também é sobre as melhores pagadoras de dividendos, porém, elaborado pelo S&P.

Segue trecho da lista com os principais ETFs disponíveis na bolsa brasileira:

Os dois índices são relacionados aos mesmos tipos de empresas (porém, observando critérios diferentes) elaborados por instituições diferentes, enquanto o do banco Itaú DIVO11 é relacionado ao índice da Bovespa, o do Banco do Brasil, segue o índice elaborado pelo S&P.

Enfim, em minha opinião, dentre todas as opções que temos no mercado, os ETFs são excelentes opções (as melhores), uma vez que além de todas as características que já mencionei, eles ainda são bem diversificados, contendo várias ações diferentes!

4 – Montar uma Carteira de Ações

De todas as formas de investir na bolsa, com certeza, comprar e montar uma carteira de ações é a maneira que mais exige do investidor, além é claro, de oferecer os maiores rendimentos possíveis.

Quanto maior o risco, maior o ganho! Se lembre disso caro leitor. Se você estiver estudando bastante, analisando todas as ações, e verificando cada detalhe para poder realizar seus investimentos, construir uma carteira de ações pode ser uma ótima ideia.

Para começar é bem fácil, o investidor vai precisar ir até o site da corretora, ou entrar em contato com o seu corretor para solicitar as compras das ações.

Dessa forma os ativos vão ficar sobre a sua custodia, em sua carteira. Diferente dos fundos de ações, ETFs e clubes de investimento, quando compramos as ações de maneira individual podemos nos aproveitar dos dividendos.

Os dividendos são distribuições de lucros que as empresas fazem quando as mesmas possuem bons lucros. A fim de remunerar seus acionistas as companhias acabam realizando tais distribuições.

Não é algo certo, é bem importante destacar isso aqui! Mesmo companhias que em anos anteriores pagaram bons valores de dividendos aos seus acionistas, de uma hora para outra podem encerrar essa prática, se, por exemplo, o estatuto for alterado, ou pelo simples reconhecimento de prejuízos.

Companhias como a OI e até a Petrobras já foram boas pagadoras de dividendos. Atualmente a coisa não é mais bem assim.

Porém existem outros como:  Itaú, Bradesco, Grendene que continuam pagando bons dividendos, obtendo lucros interessantes, e mais importantes, mantendo o crescimento.

O crescimento é uma ótima forma de avaliar se a companhia está obtendo sucesso. Lógico, além dessa característica, podemos analisar a margem do lucro liquido o valor da ação dividido por seus lucros, entre vários outros números.

Os custos para construir uma carteira também podem influenciar na tomada de decisão. Por exemplo, se o investidor possui bastante dinheiro, vamos supor mais de R$ 100.000,00 para investir, é possível montar uma carteira bem diversificada, sendo que os custos não serão tão abusivos.

Pegando como exemplo uma taxa de corretagem próxima dos R$ 15,00, se o investidor comprar 10 ações diferentes, utilizando R$ 10.000,00 para cada uma, ele terá um custo de R$ 150,00 no total (fora os emolumentos e outras taxas envolvidas).

Ou seja, as despesas serão de aproximadamente 0,15% do valor total da carteira. Porcentagem menor do que muita taxa administrativa de fundos do mercado.

Agora, se o  investidor, com R$ 10.000,00 quer comprar 10 diferentes ações para compor sua carteira, é bem provável que o custo de R$ 150,00 represente um valor maior.

Nesse caso estamos falando de 1,5%! Taxa praticada por muitos fundos no mercado. É bom observar que nem todos os investidores possuem R$ 10.000,00 para começar na bolsa.

Ou seja, esse valor já é bem alto. Então, vejo os fundos, clubes e até os ETFs como boas oportunidades para aqueles que estão iniciando e possuem pouco dinheiro.

Com tempo, e acumulando mais patrimônio, será possível montar uma carteira com diferentes ações.

Caso o leitor tenha ficado interessado, e gostaria de começar a carteira, investindo em somente uma, ou duas ações, acho que isso seria mais arriscado.

Pode trazer bons ganhos, uma vez que os riscos de sofrer com uma desvalorização, são quase 50/50, ninguém sabe realmente se o mercado vai para cima ou para baixo.

O que fazemos é estudar bastante as condições das empresas listadas. Isso sim vai oferecer um norte para os investidores. Os detalhes são preciosos!

 

Se o investidor procura por mais informações nessa área, o nosso blog oferece diversos artigos relacionados a isso, inclusive e-books! Segue:

Enfim, montar a própria carteira pode ser uma tarefa mais complicada, comparado aos investimentos que já citamos. Porém os ganhos oriundos da carteira podem ser muito superiores a qualquer índice, ou quem sabe, até a gestão profissional de algum gestor de fundos, ou clubes de investimento.

Tudo isso vai depender do estudo e da dedicação do investidor! As possibilidades estão aí! Agora resta o leitor identificar qual é a melhor opção!

5 – Qual é a melhor opção?

Em minha humilde opinião: não cabe a mim, falar para o leitor qual é a melhor opção. Mas sim mostrar alternativas. O mercado precisa de alternativas. Produtos financeiros diferenciados que podem suprir as necessidades de cada investidor.

Observando os fundos de investimento, vejo ativos que podem estar fundamentados em estratégias vitoriosas de seus gestores. Mesmo quando o fundo possui um histórico meio problemático, ele pode estar escondendo bons resultados para o futuro.

Ou seja, se o investidor acredita em resultados superiores a média da bolsa, e até maiores que o próprio DI, acredito que os fundos de investimento seja uma ótima opção.

Os clubes de investimento se encaixam mais no perfil dos investidores que se conhecem e gostariam de unir forças (dinheiro) para conseguir uma posição maior no mercado.

Quem sabe tendo um pouco mais de peso, possam conseguir outros produtos, ou novas alternativas. Já os ETFs são produtos que vão ajudar os mais céticos e menos comprometidos com a montagem de carteira, ou tão pouco não querem ficar acompanhando o andar de um fundo.

Através do site da CVM, os investidores, cotistas de qualquer fundo, podem acompanhar com detalhes as movimentações da carteira do fundo.

Coisa que na ETFs não é preciso. BOVA11, por exemplo, segue bem de perto as oscilações do índice Ibovespa. Sendo assim, não há uma necessidade de se manter a par dos fatos, coisa que ao investir em um fundo, pode vir a ser necessário, para se ter uma ideia do perfil do gestor.

Montar a própria carteira pode ser algo muito interessante. Uma experiência única de aprendizado. Digo isso, porque já montei e vendi, duas carteiras nessa vida. Comprei vários FII entre 2011 e 2012, para vender tudo em 2013. Depois comecei a comprar em 2015 para vender tudo em 2017.

Nesses dois períodos, consegui realizar bons lucros, e perdas também. Mais do que isso, tirei lições importantes sobre como funciona o mercado. Principalmente a experiência por si só. Experiência é algo que não podemos passar em livros ou aulas. Ela é adquirida no mercado mesmo, na base da porrada.

 

 



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