O Que é e Como Funciona a Bolsa de Valores?

Uma das principais formas de investir no mundo inteiro é através da bolsa de valores! A bolsa é um ambiente onde compradores e vendedores de diversos ativos podem realizar seus negócios.

Para conhecer com mais detalhes a nossa bolsa de valores, nesse artigo vamos comentar alguns aspectos sobre o nosso mercado:

Infelizmente no Brasil os investidores ainda não possuem tanta intimidade com a bolsa de valores. Aliás, observando a quantidade de investidores existentes em nossa bolsa, podemos ver que o número de pessoas físicas (eu e você) é muito pequeno!

De acordo com pesquisa divulgada pelo jornal a Folha de São Paulo referente a Janeiro de 2017, houve um aumento de 17% em 2016 na participação dos investidores pessoa física na bolsa.

Convertendo essa porcentagem em números, poderíamos dizer que a bolsa conta com um pouco mais de 550 mil investidores.

Parece ser muita gente não é verdade? Mais de 550 mil investidores! Esse número poderia representar facilmente a população de uma cidade média. Mas analisando a quantidade de pessoas no Brasil, esse número é muito pequeno! Muito mesmo!

De acordo com as projeções do IBGE, atualmente é bem provável que o Brasil conte com mais de 200 milhões de brasileiros!

Ou seja, estamos falando que menos de 1% da população investe na bolsa de valores! Imagina se esse número simplesmente dobrasse!

O mercado teria uma grande valorização, uma vez que a procura aumentaria significativamente por ativos que compõem o mercado! Vamos deixar essa análise para depois, o propósito desse artigo é mostrar o que seria a bolsa de valores além é claro de instigar a mente do leitor!

Existe uma boa explicação para que a bolsa não seja alvo da grande parte dos investidores, na realidade existe uma porção de explicações.

Ao contrário de muitos outros países que possuem em suas bolsas uma quantidade relevante de pessoas investido, no Brasil temos alternativas que ao longo dos anos, acabaram sendo vais rentáveis do que a média da bolsa.

Não estamos falando de uma determinada ação, mas sim da média delas. Ou seja, se comparamos a bolsa contra o CDB, ou o Tesouro Selic, você vai acabar vendo que houve uma rentabilidade maior em títulos clássicos de renda fixa, ao invés da bolsa.

Fato que em outros países como os Estados Unidos, não acontece. A bolsa lá tem a tendência de auferir ganhos superiores aos papéis de menor risco.

Os rendimentos maiores ofertados pelos produtos de renda fixa no Brasil acontecem devido ao alto juro. Outro detalhe que é bem diferente em outros países.

Na próxima imagem vamos mostrar as taxas de juro praticadas por alguns países, de acordo com os seus Bancos Centrais. Tudo isso é referente ao ano de 2016:

Resumindo, o Brasil tinha quase o dobro do juro da Índia no mesmo período! É muita coisa. Nos outros países  mais desenvolvidos, como o Japão Estados Unidos, e a região da União Europeia as taxas de juro são bem inferiores as tupiniquins.

Parte da explicação sobre a taxa de juro praticada no Brasil pode ver em outro artigo, segue:

Se o investidor já consegue uma remuneração relevante com ganho real, em ativos com risco bem menor, porque se aventurar na bolsa de valores, não é mesmo?

Existem bons motivos para encarar essa aventura, dentre eles os rendimentos maiores do que o normal que ainda acontecem e vão continuar acontecendo. Segue o rendimento do Ibovespa auferido no ano e 2016:

Houve uma valorização do índice Ibovespa em mais de 38% em um único ano! Impressionante não é mesmo?

Em outro artigo em nosso blog falei um pouco sobre algumas ações que ao decorrer dos anos conseguiram devolver um belo rendimento aos seus acionistas.

Sem falar que a bolsa não é só ação. O investidor pode contar diversos ativos negociados na bolsa, dentre eles:

  • Debêntures
  • ETF
  • Fundos Imobiliários
  • Derivativos
  • Commodities
  • Futuros

Desses ativos mencionados, as Debêntures também são classificadas como renda fixa, sem esquecer que os FII funcionam como uma espécie de híbridos, entre a renda fixa e a renda variável. Temos artigos abordando o assunto de Fundos Imobiliários, segue:

1 – O que é bolsa de valores?

Já sabemos que a bolsa de valores é uma opção de investimento diferente das alternativas tradicionais, como: poupança, CDB, LCI, LCA entra outras.

Mas e o funcionamento, como é? É igual aos bancos, onde podemos escolher algum ativo, e simplesmente realizar a compra, podendo acompanhar a rentabilidade diariamente? Não!

A bolsa de valores é mais complexa do que isso. Talvez, por esse motivo vejo na bolsa de valores, e no mercado em geral, uma chance de obter rendimentos maiores.

Na introdução do artigo falei sobre compradores e vendedores, a bolsa é basicamente isso. Uma grande central, onde os investidores podem negociar seus ativos.

Portanto, não existe uma espécie de contrapartida. Para ser mais especifico, você não terá um banco, ou instituição que fará a venda de um ativo, ou realizar a compra do mesmo, devolvendo o seu dinheiro quando estiver precisando liquidar sua posição.

Quando você comprar uma ação, por exemplo, estará comprando um pedaço de uma empresa. Esse pedaço vai ficar com você, em sua conta na corretora, dentro de sua carteira.

Sendo assim, os seus investimentos em ações, fundos imobiliários não contam com um vencimento por exemplo. Grande parte dos investimentos, como os CDB, LCI, LCA possuem vencimento. No caso das ações e FII isso não existe. Somente se a empresa deixar de existir, ou fechar o capital.

2 – Como funciona?

O funcionamento da bolsa é algo bem simples, mas bem diferente ao mercado de renda fixa tradicional. Quando vamos investir em produtos de renda fixa o funcionamento é basicamente o seguinte:

  • Investimento direto ou através de intermediário em determinada instituição financeira (CDB, LC, LCI, LCA de bancos, por exemplo)
  • Liquidez somente no vencimento, com a possibilidade de negociação diretamente com a instituição ou através de algum mercado secundário.
  • Possibilidade de investir em papéis com vencimento diário, em outras palavras, que podem ser liquidados a qualquer hora.
  • Geralmente, é preciso observar se em tais produtos financeiros existe a garantia do FGC em até 250 mil reais por CPF e por instituição.
  • Na grande parte das vezes os produtos esses produtos de renda fixa são atrelados ao DI, e portanto acabam rendendo diariamente, sem haver “perdas”.
  • É mais difícil ver instituição que fazem a intermediação dos negócios cobrarem taxas de corretagem e até administrativas para manter os papéis em custodia.

Já quando investimentos através da bolsa de valores o negócio é diferente!

  • O investimento é feito por meio de uma negociação entre o comprador e o vendedor
  • A única alternativa fora a negociação entre os investidores, é por meio da oferta pública
  • A oferta pública é o “ponta pé inicial” de um ativo na bolsa, através da oferta pública o ativo será vendido aos interessados que passaram a ter as ações da empresa ou cotas do FII por exemplo.
  • Existe um grande risco, mas também uma excelente oportunidade quando investimentos em ações ou FII.
  • Diferente dos tradicionais investimentos em renda fixa, na bolsa de valores, as suas ações, FII, ETF, Debêntures são precificadas a mercado. Ou seja, você não tem um rendimento dia após dia, mas sim um valor que o mercado está negociando o seu ativo.
  • Dentre todos os ativos que já mencionamos que participam nos pregões da bolsa, de alguma forma, não possuem garantia do FGC, ou do estado por exemplo. Caso uma empresa cuja a ação é negociada na bolsa, vir a falir, o investidor infelizmente ficara com o prejuízo.
  • Do mesmo jeito que as perdas podem ser totais, os ganhos podem ser infinitos. Existem ações que conseguiram se valorizar em mais de 100% em 2016, fato que pode acontecer com outras empresas durante 2017, e nos anos posteriores.

Acredito que as diferenças ficaram bem destacadas nos itens acima. Então vamos ao funcionamento propriamente dito. Tudo começa com a vontade de uma empresa de capital fechado abrir o capital no mercado.

As empresas fazem isso observando a oportunidade de captar dinheiro mais barato. As companhias possuem diversas maneiras de conseguir dinheiro, as principais são por meio:

  • Empréstimos e financiamentos bancários
  • Aportes de aumento de capital dos sócios e acionistas
  • Empréstimo de terceiros
  • Emissão de debêntures

Através dessas quatro poções que levantamos, a empresa pode acabar tendo um grande gasto com juro. Uma vez que as pessoas, ou melhor, os credores vão esperar alguma remuneração em troca do dinheiro.

Fato que não acontece quando a empresa abriu o capital na bolsa. Ao invés de remunerar os novos acionistas da empresa, a companhia oferece a chance dos investidores e o mercado em si, de se tornarem acionistas da empresa.

Ao se tornar um acionista, o investidor terá direto em receber dividendos e juro sobre o capital. Ganhos que podem ser distribuídos aos acionistas quando a companhia consegue obter lucro.

Nessa parte o investidor precisa prestar bastante atenção. Nem todas as empresas que possuem lucro, fazem distribuição de lucros, e nem todas as empresas conseguem obter lucro nos períodos. Ou seja, se você espera ter ganhos com dividendos será preciso ler com muitas atenção os balanços e relatórios financeiro da companhia.

Voltando ao assunto principal: realizando um estudo sobre todas as formas de captação de recursos no mercado, a empresa, enfim, reconhece que abrir o capital é a melhor opção.

Além de conseguir muito dinheiro (existe aberturas de empresas que podem chegar a casa dos bilhões de reais) a companhia iria ter um pequeno gasto com o processo (pequeno levando em consideração o valor total levantado).

Para prosseguir com o processo de abertura de capital, ou em inglês IPO (Initial Public Offering) a empresa terá que protocolar o pedido junto a bolsa de valores e os órgãos competentes.

Não vamos colocar todo o processo aqui, porque não vejo necessidade. É basicamente assim que ocorre. A companhia interessada em realizar abertura precisa entrar em contato com os órgãos competentes, para ver a viabilidade de realizar o IPO.

Durante o tramite é provável que a empresa tenha quer se adequar a normas contábeis vigentes no mercado, além de proporcionar aos futuros investidores informações que antes poderiam ser confidencias, com os números dos balanços e documentos contábeis em geral.

Quando aceito e estruturado todo o processo de abertura da companhia, então a empresa faz a sua oferta pública de ações. Essa oferta pública consiste basicamente em oferecer ao mercado as ações da empresa em troca de dinheiro.

Dependendo da avaliação, cada ação pode sair por R$ 10,00, ou R$ 15,00, enfim, qualquer valor. O investidor terá acesso ao prospecto, e pode fazer a sua reserva junto a corretoras credenciadas. Segue imagem com trecho do prospecto definitivo da oferta de BBSE3:

Nesse prospecto cada ação de BBSE3 seria negociada a um valor próximo dos R$ 17,00. Dentro do prospecto o investidor ainda consegue ter mais informações sobre a oferta pública.

Dentre delas iremos saber qual será a quantidade mínima de investimento. Em outras palavras, o investidor não pode querer simplesmente comprar uma ação na oferta pública. Existe um valor mínimo de investimento nessa primeira parte.

Essa quantia mínima pode variar entre um lote mínimo de 100 ações, até para investimentos superiores a mil ações e assim por diante.  Vale lembrar mais um detalhe, sobre o valor das ações ainda incorre a comissão da instituição que está organizando a oferta. Sendo assim, é provável que o valor investido seja menor. No caso de BBSE3, o valor da comissão foi de R$ 0,20 sobre cada ação, ou seja, o valor final ficou em R$ 16,80.

O investidor que faz a reserva na oferta pública, e posteriormente mantém suas ações em carteira é conhecido como investidor primário. A explicação é bem simples, pelo fato de ter adquirido as ações no IPO, ele passa a ser o primeiro investidor da empresa, ou pelo menos, o primeiro detentor das ações. Lógico, com todos os outros investidores que assim como ele, participaram do IPO.

Após a concretização da transferência dos valores, o investidor ira receber em sua conta na corretora, as ações adquiridas. Mesmo com os ativos em carteira, os mesmos ainda não podem ser negociados.

A abertura das negociações ocorre dias, ou semanas após a finalização das reservas. Até porque, pode haver mais do que um período de reservas. Isso ocorre quando a empresa não consegue levantar capital suficiente.

Sendo assim, além da primeira reserva, pode haver a segunda, terceira, e assim por diante. Enfim, quando o valor total é levantado, então após um breve período, as ações podem ser enfim, negociadas na bolsa.

Então o investidor primário pode enfim, vender ou permanecer com as ações. Um dos principais motivos para participar de um IPO, e garanti algumas ações da companhia antes mesmo dela ser negociada na bolsa, está com relação a abertura das negociações.

Não é difícil ver empresas que após sua abertura na bolsa, conseguirem alcançar valorizações surpreendentes! Segue gráfico com a evolução das ações de BBSE3 meses após o inicio das negociações em bolsa:

No caso de BBSE3, somente depois dos meses de agosto/2013 e setembro/2013 a ação apresentou rendimento positivo, comparado ao valor de abertura das ações (que foi próximo dos R$ 17,00).

Ou seja, os investidores que optaram por participar da oferta inicial de ações de BBSE3, provavelmente não ficaram muito contentes com a evolução do preço da ação após a abertura das negociações.

Ao menos aqueles investidores que visavam o médio a longo prazo, conseguiram obter um ótimo rendimento. BBSE3 chegou a ficar acima dos R$ 20,00 ainda no final de 2013.

3 – Como investir?

Boa parte dos brasileiros gostaria de investir na bolsa. Mas ainda existe muita desinformação sobre. Uma das principais queixas que se faz por ai, está relacionada ao valor mínimo para começar a investir.

Frases como: “Bolsa de valores é para ricos” são bem comuns de serem ouvidas por aí. Por isso mesmo, estarei desenvolvendo com bastante carinho essa parte de como investir. Lógico, o restante de todo artigo foi muito bem pensado também, mas é preciso estabelecer alguns pontos aqui.

Investimento de longo prazo!

Além de ser para rico, a bolsa de valores às vezes pode ser confundida com um casino. Isso mesmo, com uma casa de apostas, onde podemos optar por comprar um ativo, e de maneira bem parecida a um casino, ou loteria, aguardamos por um determinado dia, onde podemos resgatar uma bela fortuna, ou simplesmente perder o que investimos.

Toda essa visão está errada. Até porque quando investimos dessa maneira, esperando ganhar no curto prazo, deve existir um estudo sobre o ativo. Tal estudo e avaliação acabam auxiliando bastante na tomada de decisão, deixando de ser uma aposta, para virar um investimento especulativo.

Mas na grande parte das vezes, devemos observar a bolsa de valores como uma maneira de investir visando o longo prazo. Ou seja, vamos comprar ações, fundos imobiliários ou ETF visando um investimento mais longo.

Algo que dure no mínimo um ano para mais. Para isso precisamos disponibilizar de recursos que podem ser aplicados de tal maneira.

Não adianta em nada, utilizar parte de suas reservas de emergência para aplicar em algum ativo que você ouviu que vai se valorizar, ou até que foi sugerido por algum analista financeiro e afim..

Os investimentos em bolsa precisam ser muito bem estudados, de maneira bem similar a qualquer outro investimento que o leitor vir a fazer.

Lógico, quando falamos de bolsa existe uma quantidade de riscos a mais. Principalmente relacionados ao ativo em questão e o próprio mercado.

Antes mesmo de investir o leitor precisa ter em mente que estará em um ambiente bastante volátil. Ainda mais quando falamos do mercado brasileiro.

As bolsas de valores de países em crescimento, como o Brasil, tem a tendência de sofrer com mais força os impactos externos. É possível ver isso através da alta do dólar que ocorreu entre 2015 até o inicio de 2016.

A moeda americana era negociada próxima dos R$ 2,50, ao final estava passando dos R$ 4,00! Isso ajudou muito na elevação do IPCA, sem falar que a alta do dólar destacou a saída do capital estrangeiro de nosso país.

O risco Brasil, outra medida utilizada para observar o humor do mercado com nosso país também teve um belo aumento nesse período:

Da para ver que a partir de 2014 se deu inicio a um grande movimento de alta do risco Brasil. Coisa que não ajuda em nada a captação externa de nosso país.

Ou melhor, para conseguir aproximar o investidor estrangeiro de nossas terras, precisamos pagar mais pelo dinheiro, uma vez que o rico de se investir no Brasil aumentou.

Enfim, já estou me distanciando do assunto principal, e focando em assuntos que devemos analisar mais a frente. O importante e deixar claro que o mercado de ações ou a bolsa de valores é um ambiente com bastante volatilidade.

Você não vai abrir a sua conta na corretora em um dia, comprar suas ações, e no outro dia ter as mesas ações se valorizando um pouquinho, e assim por diante. Ela poderá se valorizar de um dia para outro, mais de 2%, e de repente no terceiro dia cair 4%, e assim sucessivamente.

Por isso é preciso analisar com bastante cautela quais ativos investir!

Estudando as possibilidades de investimento

Por se tratar de um ambiente com diversos tipos de investimentos, é preciso escolher bem quais ativos comprar! O mercado pode levar as cotações dos ativos escolhidos para cima, como para baixo.

Se você optar por alguma empresa que não tenha bons fundamentos é provável que o seu investimento, no curto prazo venha para baixo.

Mas como saber se a empresa possui bons fundamentos? Não vou me de alongar nas explicações sobre análise, até porque temos artigos em nosso blog que podem sanar as principais dúvidas dos leitores.

O seguinte artigo trata do assunto de análises: Como Usar a Análise Fundamentalista e a Técnica Ao Mesmo Tempo

Além desse artigo, o investidor pode achar muitas informações no site Fundamentus! Através desse site o investidor pode ter acesso a diversas informações sobre ações, desde suas ultimas distribuição de dividendos, até os gráficos com as ultimas cotações além dos balanços.

Outro lugar onde os investidores podem procurar por mais informações sobre as empresas listadas na bolsa, é traves dos seus sites. Praticamente todas as empresas listadas na bolsa mantém um site na internet, onde o investidor pode ter acesso a diversas informações.

Segue a página de relacionamento com os investidores da Ambev:

Por meio da área de relacionamento com os investidores, as pessoas podem conseguir informações oficias, e transcritas em relatório. Tudo isso acaba gerando mais transparecia nas informações, facilitando a vida do investidor!

Mesmo após fazer todo um estudo, é normal ver investidores cometerem erros. Se lembre, investir na bolsa de valores incorre em ter alguns prejuízos ao longo da caminhada.

Adquirindo essas experiências, o investidor vai ficando mais espeto,  e evitando cair em erros que antes eram difíceis de observar, mas agora são comuns, e são observados com facilidade.

Adquirindo experiência na bolsa!

Nessa parte vou falar um pouco sobre minhas experiências como investidor. No blog é possível encontrar diversos artigos falando sobre erros que podemos cometer ao investir na bolsa, segue alguns:

Um dos meus maiores erros que cometi ao iniciar meus investimentos na bolsa, era de levar muito a sério os rendimentos passados, a ponto de esperar que eles pudessem se repetir, sem olhar o resultado da companhia.

Uma das características que me chamava mais atenção nas ações era os dividendos. É bem complicado achar uma empresa que consegue pagar mais do que 7% de dividendos e juro sobre o capital ao ano.

É bom lembrar que as distribuições de dividendos são isentas de imposto de renda, ao menos por enquanto ainda são isentas.

Pois bem, a partir do momento em que você começa a focar suas atenções em rendimentos passados, é bem possível que algo possa dar errado.

Isso ocorre devido a complexidade das empresas. Por exemplo, não faz muito tempo que uma empresa listada na bolsa, a BR Properties BRPR3 fez uma bela distribuição e lucros. Distribuição que ocorreu devido a vendas referentes a propriedades da empresa.

Essas vendas não ocorrem sempre, ainda mais em um mercado onde é um pouco mais difícil de conseguir emplacar vendas constantes, além da situação econômica brasileira, no momento, não ajudar muito.

Enfim, para ser mais preciso em 2014 BRPR3 pagou aproximadamente R$ 5,00 por ação aos seus acionistas a títulos de dividendos. Para uma ação que na época estava valendo algo próximo dos R$ 10,00, é uma baita distribuição.

O que poderia ocorrer em uma situação como essa? O investidor de primeira viagem, poderia achar que aquela distribuição poderia vir a ocorrer mais vezes.

Se a empresa já fez uma distribuição como essa, porque ela não voltaria a fazer? Então ele poderia acabar amargando uma singela frustração, uma vez que as distribuições até ocorreram, mas sem a mesma intensidade…

Como podemos ver na ultima imagem, temos o valor em 2014 de R$ 5,50, sendo que no ano seguinte a distribuição já foi menor, e em 2016 não houve pagamentos de dividendos.

Em uma situação assim, no mínimo, o investidor ficaria frustrado. Lembrando que estamos analisando somente a questão de proventos recorrentes.

Acredito que para conseguir emplacar um bom investimento, precisamos analisar além dos proventos (que é uma boa métrica, porém sozinha não consegue ajudar muito) poderíamos incluir o valor patrimonial por ação, o crescimento da companhia nos últimos 5 anos (se houve pelo menos) e o preço da ação pelo lucro, sem falar da margem líquida e bruta.

Vou me estender até aqui na explicação de algumas métricas, porque o foco do artigo não é bem de análise, mas sim, de explicar como funciona esse mundo da bolsa de valores, portanto vamos voltar a ele!

4 – Qual é o rendimento possível através da bolsa?

Uma das perguntas que mais ouço por aí:

Quanto eu ganho investindo na bolsa?

A resposta é simples, não sei! Se existe uma coisa bem complicada de mesurar é exatamente isso, qual será o seu rendimento em bolsa? Até por isso, eu não aconselho aos investidores que estão querendo acompanhar seus investimentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, que invistam na bolsa.

O sobe e desce das ações pode acabar desencadeando em determinadas pessoas um medo muito grande. Sentimento que pode influenciar na tomada de decisão, provocando escolhas pouco lucrativas.

Por exemplo, não faz muito tempo, coisa de meses que nossa bolsa passou por um Circuit Breaker, esse termo em inglês serve para denominar momentos onde as bolsas caíram de 10% em um dia.

Ou seja caí para caramba! 10% é muita coisa pessoal! É coisa para caramba, porque estamos falando em uma média, isso significa que no pregão havia empresas que estavam caindo mais de 10%, chegando a bater os 15% e até 20% de queda.

Essa movimentação brusca e violenta poderia facilmente desestabilizar o psicológico de qualquer investidor, principalmente dos iniciantes. Sem conseguir compreender toda a mecânica do mercado, o investido poderia ver tal situação como uma grande ameaça ao patrimônio, tomando a decisão de se juntar a manada e vender tudo.

Logo após, ainda no mesmo dia, boa parte das ações, e até mesmo o índice como um todo, conseguir se recuperar. Não houve uma recuperação total, mas parcial.

Fato que por si só, já poderia reduzir boa parte dos prejuízos do investidor. Se ao invés de vender uma ação com perdas equivalentes a 15%, o investidor tivesse a oportunidade, no mesmo dia, de vender as mesas ações por um valor um pouco melhor, com desconto de 10%, já seria um negócio.

Observando essa situação eu volto a destacar, o investidor que começar a aplicar na bolsa, precisa ter em mente que as ações não vão andar sempre para um mesmo lugar.

Existe um sobe e desce que é do mercado, e assim que funciona. O investidor precisa montar uma boa estratégia, que faça sentindo. Estudar bastante os ativos disponíveis no mercado, além de compreender o funcionamento é essencial para essa tarefa.

Tendo tudo isso anotado, pode dizer ao leitor que os rendimentos possíveis na bolsa podem ser infinitos, simplesmente infinitos. Uma empresa que possui suas ações sendo negociadas a R$ 1,00 pode ter as mesmas ações, amanhã, sendo negociadas a R$ 100,00, no outro dia pode passar ao valor de R$ 1.000,00 e assim por diante.

Isso ocorre devido ao mercado. O mercado não tem um limite para valorizar, por isso os ganhos podem ser infinitos. Já as perdas, ao menos no mercado a vista (mercado simples, quando o investidor compra ativos, como ações, fundos imobiliários e ETF) é limitada ao valor investido.

Em outras palavras, se o investidor permanecer aplicando no mercado a vista, é bem provável que não venha a ter prejuízos gigantescos. Dependendo do ativo que estiver posicionado, a venda, para conseguir sair do investimento pode ser algo bem rápido de acontecer, agilizando o processo e reduzindo possíveis perdas.

Enfim, o Senhor Mercado oferece muitas possibilidades aos investidores, é preciso conhecer todos os mecanismos, e seus funcionamentos!

Mesurar um rendimento para seus investimentos na bolsa pode ser uma terá impossível. Uma alternativa a isso, é escolher bons ativos. Empresas que tenham uma boa taxa de crescimento, bom nível de caixa, margem líquida acima dos 20%, companhias com boa participação no mercado, entre outros fatores que em outros artigos iremos explorar com mais detalhes!

5 – Quais são os riscos?

É meus amigos, na bolsa de valores não existe Tesouro Nacional e tão pouco o FGC para assegurar alguma coisa. Comprar ativos na bolsa, é contar com a segurança que os mesmos podem nos proporcionar!

O que quero dizer com isso é simples, não espere que alguma instituição venha lhe remunerar caso uma empresa que esteja investido venha a falir.

Observando as regras de falência, os acionistas, estão na parte final da cadeia para recebimentos em caso de falência da companhia. Ou seja, não nos resta muita coisa se tudo vir por agua abaixo.

O que podemos fazer para reduzir tamanho risco? Estudar muito as opções que temos no mercado, ficar ligado na bolsa, e principalmente nas empresas das quais investimentos, observando se houve alguma coisa de relevante ocorrendo com as mesmas, além é claro, de diversificação.

A partir do momento em que o investidor consegue pulverizar a carteira entre algumas ações, de diferentes áreas e negócios, os riscos podem ser rapidamente mitigados.

O que pode complicar ao fazer a diversificação são os custos operacionais! Aliás falando em custos, em nosso blog temos um artigo abordando tal assunto: Quais São as Corretoras Mais Baratas da Bolsa de Valores?

Muitas corretoras cobram de seus clientes taxas de corretagem que podem chegar aos R$ 15,00 por operação! Ou seja, se você está planejando comprar, ao menos, cinco ações diferentes, terá no mínimo, um desembolso a mais de R$ 75,00! Sem contra os emolumentos e outras pequenas taxas que podem acabar sendo cobradas.

Mas o investidor pode ficar tranquilo! Para isso temos solução! Ele é denominado de ETF! Além de oferecer um custo bem mais baixo, por meio do ETF o investidor consegue diversificar não somente em cinco ações, mas consegue se posicionar no índice!

Em nosso blog temos artigos abordando a temática de ETF também! Com os seguintes assuntos:

Lembrando que os riscos sempre vão existir. Falamos sobre produtos financeiros que são protegidos pelo Tesouro Nacional e o FGC, mas até para eles existem riscos. Nada na vida é garantindo, além dos impostos e da morte.

Por isso fique ligado caro leitor! A bolsa de valores oferece risco, mas para aqueles bem aventurados, garante verdadeiras fortunas! Pode até parecer propaganda barata tudo isso, mas tem gente que não me deixa mentir…

6 – A partir de que valor posso iniciar meus investimentos na bolsa?

Uma coisa ótima sobre a bolsa que posso falar logo de primeira! Não existe esse negócio de mínimo! ! Lógico, o investidor também não vai sair aqui do blog, e correndo até ao Home-broker para comprar uma cota de FFCI11 pagando pouco menos de R$ 2,00 e pagando uma corretagem de R$ 15,00, não faz sentido.

Vamos explicar como investir de maneira mais equilibrada nesse sentido. Principalmente levando em consideração a taxa de corretagem. Diferente da taxa de custodia, a corretagem é um valor que vai estar mais presente na vida do investidor.

Mas então, como assim não existe um valor mínimo? Pois é caro leitor, ao pé da letra realmente não tem um valor mínimo. Para você comprar lotes de ações, ou melhor, ter acesso a um lote mínimo de ações, você vai precisar comprar no mínimo 100 ações de determinada empresa.

Quando o assunto é ETF, a quantidade de cotas em cada lote muda, ao invés de 100, será necessário comprar 10. E por ultimo mais não menos importante existem os FII, que não a necessidade de comprar 100 cotas, ou 10, mas a partir de unidades simples, de uma cota, já é possível investir.

Ou seja, bem simples o mercado, correto? Estou nesse ponto falando sobre ativos que não são derivativos e tão pouco referentes ao mercado futuro, e as commodities (vou deixar esse assunto que é um pouco mais complexo para outro artigo).

Bom então qual seria o valor necessário para começar a investir na bolsa. Uma quantia mínima, a meu ver pode ser algo bem pessoal. Vai de cada um. Vou falar um pouco aqui sobre minhas experiências com relação a isso.

Quando comecei a investir na bolsa de valores, optei por iniciar com os FII. Gosto muito da ideia de rendimentos mensais isentos de IR. É algo fantástico, e muito interessante. Uma graninha coando todo o mês, através de bons empreendimentos.

Pois bem, a minha primeira aplicação, só foi possível através do meu décimo terceiro. Na época o meu décimo terceiro acumulava uma boa quantia, o que tecnicamente me dava condições de adquirir mais do que uma cota de FII.

O valor total da aplicação girou perto dos R$ 1.500,00, não é muito dinheiro, mas na época era de mais! Mas beleza, vamos que vamos. Consegui comprar duas cotas diferentes, as cotas eram WPLZ11B e TRXL11.

 

No curto prazo WPLZ11B me fez perder uma grana, mas TRXL11 até que me deu uma alegria. Pois bem o custo nessa operação ficou em R$ 15,00 de corretagem na compra de cada uma, então o custo total foi de R$ 30,00.

Para um investimento de R$ 1.500,00, pagar R$ 30,00 na entrada não foi tão ruim. O meu custo foi de 2% sobre o investimento. Levando em consideração que WPLZ11B estava pagando na época, distribuições equivalentes a R$ 0,83 ao mês e TRXL11, algo próximo dos R$ 0,80, em questão de três meses, por meio das distribuições os custos estariam pagos.

Na minha visão, não era um mau negócio. Ainda mais que ao longo do tempo, fui realizando mais e mais aportes, aumentando minha carteira de FII.

Então, não via problema algum, em manter um custo de 2% das minhas aplicações. Lógico, se o investidor pensa que eu fiz compras de R$ 500,00 nessa época, por exemplo, eu não fiz. Evitava qualquer compra que pudesse me gerar um custo maior ou equivalente a 3% por exemplo.

Isso era um preço alto para conseguir investir em ativos na bolsa. Os investimentos também precisão seguir outras regras. Alias, adoro regras! Sempre gostei de elaborar controles, principalmente visando a alocação da minha carteira. Novamente estou saindo do foco de nosso artigo! Caramba! Em outro artigo vou abordar o assunto de alocação, podem ficar tranquilos!

Resumindo a minha ideia de valor mínimo para investimento na bolsa. Desde que o investidor elabore um plano sólido de investimento, tente projetar gastos máximos com as aplicações.

Se você quer muito entrar na bolsa, e compreende que existe uma possibilidade grande de conseguir um rendimento superior aos produtos de renda fixa, então veja um limite de corretagem para poder investir.

No meu caso foi 3% do valor investido. No seu, caro leitor, pode ser 5%, ou de repente a tolerância para compras seja menor, 2%, ou quem sabe 1%. Não fique pensando também que todas as instituições do mundo cobram R$ 15,00 por operação, na realidade existe uma grande diversidade de corretoras no Brasil, sendo possível encontrar algumas que dependendo do ativo, não chegam a nem cobrar a taxa de corretagem.

Novamente, para mais informações, destaco o nosso artigo sobre corretoras baratas!

7 – Horários de negociação da Bovespa

O dia do mercado é separado por partes, ou seja, existem horários para cada coisa. Nessa parte do artigo vou comentar sobre cada parte do mercado, mas vamos ficar mais focados no horário principal, o momento onde realizamos nossas negociações!

Como tudo na vida, a bolsa de valores possui horários, feriados, e afins. Como em seu trabalho caro leitor. Você precisa estar no seu trabalho as 7:30 da manhã? Ou quem sabe um pouco mais tarde, umas 8:00?

Então a bolsa de valores, no horário normal, tem o seu funcionamento normal, iniciando as 10:00 da manhã até as 16:55 da tarde! Esse horário é respeitado em todos os dias úteis. Em caso de feriados, ou finais de semana, infelizmente meus amigos, não tem bolsa!

Ok! O leitor provavelmente viu que mencionei partes da bolsa de valores não é mesmo? Pois então, retirei do site da BM&F Bovespa o quadro com os horários de cada segmento do dia a dia da bolsa, segue?

Observado a imagem retirada diretamente do site da BM&F Bovespa podemos ver que o mercado é separado em varias partes, dentre delas temos:

  • Cancelamento de ofertas
  • Pré-abertura
  • Negociação (já foi abordado)
  • Call de fechamento

Ainda depois do mercado, temos o After Merket, que é compostos por:

  • Cancelamento de ofertas
  • Negociação

E agora? Como cada uma dessas partes funciona? Vamos ver então!

O primeiro horário, que é de cancelamento de ofertas, está relacionado ao enceramento de ofertas que os investidores tenham lançado na bolsa. Esse momento ocorre bem antes da pré-abertura do pregão.

Já sobre a pré-abertura do pregão, esse momento os investidores podem emitir ordens de compra e venda. Dessa forma o sistema da bolsa vai conciliar as melhores ofertas de compra e de venda, para que o pregão do determinado ativo possa iniciar as 10:00 da manhã!

O período de negociações já foi mencionado. Nesse momento os investidores estão livres para negociar seus ativos, sendo que através de plataformas digitais, ou os Home-brokers, os investidores conseguem acompanhas os preços dos ativos em tempo real.

Então os períodos de negociação vão das 10:00 da manhã até as 16:55 da tarde. Por ultimo, mas ainda não no After Market, temos o período de Call de fechamento.

No Call de fechamento os investidores conseguem realizar as ultimas operações, ou ao menos, lançar suas ultimas ordens.

O After Market é destinado a operações de correção de posicionamento por exemplo. Não são fechadas negociações que podem ocasionar fortes oscilações no mercado.

Nesse período estendido da bolsa, os investidores que não tem condições de operar durante o horário comercial, tem a possibilidade de realizar seus investimentos com algumas restrições.

Uma delas já foi mencionada, está relacionada as oscilações no preços dos ativos, que no After Market não podem ficar acima dos 2%.

Também não é possível operar derivativos no After Market, somente ativos a vista, como as ações. As partes de cancelamento de ordens e negociação são basicamente as mesmas do período normal da bolsa, resguardando os comentários que já citamos acima.

Para aqueles investidores que não tem oportunidade de operar dentro do horário, deixo uma dica, monte ordens assim que possível, colocando o vencimento da ordem até a mesma ser executada.

Hoje os Home-brokers possuem diversas ferramentas que podem nos auxiliar bastante na hora de comprar ou vender ativos. Dentre delas temos como enviar ordens de compra com data de vencimento, ou até a mesma ser executada. A mesma coisa ordens para ordens de venda.

8 – O que é esse tal de índice Ibovespa?

Provavelmente o leitor já deve ter ouvido no Jornal Nacional, ou qualquer outra mídia, que passe notícias diárias, falando sobre a bolsa de valores. Falando coisas do tipo:

A bolsa de valores registrou alta de 2% hoje!

Devido ao mau humor do mercado, com relação ao cenário político o indicie Ibovespa registrou queda de 3%!

Opa! O que é esse tal de índice Ibovespa? Como eles conseguem mesurar que a bolsa como um todo subiu ou caiu? Vamos por partes então! Como um esquartejador!

Quando queremos descobrir uma média sobre dois valores, o que fazemos geralmente caro leitor? Estou falando sobre uma média ponderada no caso!

Nós simplesmente pegamos os dois valores, somamos os mesmos e com o resultado dividamos por dois. Pronto! Tecnicamente é assim. Quando falamos sobre o índice Ibovespa uma coisa parecida ocorre.

Mas ao invés de ser um calculo tão simples como pegar dois, ou três valores e dividir por dois ou por três, existe uma carteira, onde cada ativo possui certa participação sobre o valor total da carteira, e dessa forma, é possível mensurar a evolução da mesma carteira registrando as oscilações de cada ativo.

Confuso né? Não era para ser, mas vamos lá! Quando falamos sobre o índice Ibovespa, me refiro a uma carteira desenvolvida pela própria bolsa de valores, para determinar um determinado segmento da bolsa.

No caso o Ibovespa serve como um termômetro para a bolsa. Quando o Ibovespa cai, geralmente as noticias são de queda na bolsa, como algo geral.

Mas não é geral, existem ativos que se valorizam, mesmo quando um índice, como um todo acaba caindo. Isso acontece devido à quantidade de empresas que existem no índice Ibovespa. Hoje, é algo aproximo das 50 companhias. Devido a essa quantidade, é provável que o Ibovespa não consiga representar muito bem a bolsa, correto? Não, não é bem assim…

No inicio falei sobre fazer uma média, correto? Pois é, aquilo era somente para dar uma ideia ao investidor. A bolsa brasileira é constituída por diversas empresas. Cada companhia que negocia suas ações na bolsa possui um valor e uma quantidade de ações.

O que o índice Ibovespa faz: de acordo com suas novas regras, que foram alteradas em 2014, a carteira Ibovespa passou a dar mais importância ao peso das empresas no mercado, ao invés de focar somente na liquidez das mesmas.

Ou seja, é natural que a maior companhia seja a primeira da lista, uma vez que ela também vai acabar sendo a maior da bolsa como um todo. Além da primeira, a segunda, terceira, quarta e assim por diante, vão entrando na lista.

Cada companhia com sua respectiva participação no índice. Atualmente a empresa com maior participação no Ibovespa é o ITUB4 (Itaú Unibanco).

Antes das alterações, poderíamos encontrar no lugar do ITUB4, a PETR4, por exemplo. Além da Petrobras, seria possível ver a OGXP3 nos primeiros lugares também. Mesmo sabendo que a companhia mal tinha valor patrimonial.

Segue lista com as principais empresas do índice Ibovespa (favor observar que ITUB4 está em ultimo na listam, porém é a empresa com maior participação no índice).

O leitor pode ver que PETR4 está com pouco menos de 5% de participação no índice. Tal participação antes das modificações era maior. Uma vez que PETR4 se beneficiava bastante da quantidade de negociações que havia,

Outra ação que vivia no topo, ao lado de PETR4 era VALE5, empresa que fica logo abaixo de PETR4. Atualmente as companhias que ganharam mais importância, são os bancos (ITUB4 BBDC3), e a ABEV3.

A carteira do índice possui mais de 50 milhões de ações. Sendo assim, o valor teórico da carteira, pode passar facilmente dos 100 milhões de reais. É muito dinheiro!

Vale lembrar que a carteira do Ibovespa sofre alterações periódicas. Uma vez que a liquidez e o valor das empresas sofrem alterações constantes. Sendo assim, vira e mexe temos alterações na carteira.

Principalmente nos que se diz respeito a participação das companhias, saída de empresas e entrada de novas companhias na lista.

Enfim, quando falamos que a bolsa caiu ou subiu, estamos nos referindo ao índice Ibovespa. Ele não é o único, mas é o principal. Na bolsa de valores podemos encontrar diversos índices.

Ao comprar nosso mercado ao americano, por exemplo, ainda estamos bem atrás. Lá eles possuem muitos índices. Com um mercado tão desenvolvido, até os ETF possuem aos montes!

Coisa que mais cedo ou mais tarde ira acontecer em terras tupiniquins. Segue lista com alguns índices:

Além do Ibovespa temos mais uma bela porção de índices. Cada um representando um segmento. Logo após o Ibovespa temos o IDIV (índice de dividendos)

Esse indicie possui as principais empresas pagadoras de dividendos do mercado. Analisando a metodologia empregada pela bolsa de valores ao incluir novas empresas, ou ,manter as mesmas na carteira de dividendos, podemos ver que boa parte das características que o índice Ibovespa observa, também são alvo o IDIV.

Resumindo, se a empresa se enquadra para entrar no Ibovespa, ela precisa, ao menos, pagar mais dividendos para poder fazer parte do IDIV.

Índice de Dividendos (IDIV)

Segue alista com algumas companhias que fazem parte do índice:

Novamente ficaram empresas fora da ordem! Essa lista proveniente do site da BM&F está apavorando! BBAS3 e ITSA4 estão fora de lugar, deveriam figurar entre as primeiras.

Posso dizer tranquilamente que ambas as empresas (BBAS3 e ITSA4) figuram no Ibovespa, e possuem bons pagamentos de dividendos. Aliás, esses pagamentos são recorrentes, ou seja, constantemente os seus acionistas recebem bons dividendos.

Segue perfil de ITSA4 e BBAS3 no site Fundamentus, com o percentual de dividendos:

A ação em questão na imagem é ITUB4. Dentre as empresas do mesmo segmento, ITSA4 é uma das que mais paga dividendos. Outra coisa que conta em favor da companhia, está ligada a questão de liquidez.

ITSA4 é uma das ações mais negociadas na bolsa, estando inclusive entre as 15 maiores empresas do índice Ibovespa. Segue lista com outras companhias do mesmo segmento de ITSA4.

O leitor pode ver que ITSA4 está figurando lá entre as ultimas colocações da lista. Sendo que existem várias outras empresas que estão pagando muito mais em dividendos.

Segundo a lista, temos companhias pagando mais do que 10% em dividendos ao ano! Número muito bom, uma vez que tais pagamentos são isentos de imposto de renda!

Mas então porque essas companhias não estão na frente de ITSA4 no índice de dividendos? Ou melhor, se existe alguma companhia que não faz parte e está ali, porque ela não faz parte de IDIV?

Simples, boa parte dessas ações não se enquadram na metodologia de inclusão do índice. Portando, mesmo elas pagando 100% de dividendos, não seria o suficiente para fazer parte.

O investidor até pode achar isso muito ruim, mas tudo isso serve para proteger o investidor, pode acreditar! Existem diversas companhias, que conseguem de alguma forma, um ótimo resultado, e acabam pagando distribuições muito altas para o valor da ação.

Isso acaba gerando algumas distorções nas análises. Depois, quando o tempo passa, é possível ver que tal provento, acabou sendo gerado por um fator isolado.

Lembrando que se o investidor está a fim de investir em algum ativo que siga de perto o principal índice de dividendos da bolsa, existe o ETF DIVO11!

Por meio desse ETF, o investidor consegue ficar posicionado em uma carteira bem diversificada, e seguindo um dos principais índices da bolsa. O investidor pode conferir mais informações sobre o ETF na página da administradora IT Now Itaú.

Segue imagem com os números de BBAS3:

Opa! Mas esse dividendo é bem mais baixo do que o de ITSA4, correto? Sim, mas mesmo assim, ainda podemos dizer que é um bom pagamento.

Não é toda companhia que faz distribuições. Primeira coisa, somente empresas com lucro, ou aumentos que tenha reservas podem fazer distribuições. Só nesse quesito, já podemos excluir algumas companhias.

Outro detalhe, aquelas que fazem pagamentos, nem sempre conseguem ou querem, pagar bons dividendos. Sendo assim, em minha opinião, pagamentos acima dos 2% já podem ser considerados bons dividendos.

BBAS3 obteve uma boa valorização de suas ações recentemente, fato que contribuiu com a queda do rendimento. Uma vez que o cálculo é feito através dos valores dos proventos, contra o valor da ação no mercado.

Em outro artigo vamos abordar mais o assunto, vamos falar um pouco mais sobre os outros índices! Vamos pular os outros, chegando até o IFIX!

Antes de começar a falar sobre o índice de fundos imobiliários da bolsa, gostaria de convidar o leitor a ler outros artigos que temos em nosso blog sobre FII, segue:

Índice de Fundos Imobiliários (IFIX)

Como o próprio nome já diz, esse índice é composto pelos fundos imobiliários listados na bolsa. De forma similar aos índices já visto existe uma metodologia empregada nessa escolha.

Trecho da metodologia empregada pela bolsa para incluir fundos no IFIX. Por se tratar de um mercado com menos liquidez do que o acionário existe algumas diferenças.

Uma delas é no que tange a porcentagem de participação nas negociações diárias. No Ibovespa, a ação precisa ter presença de ao menos 95% dos pregões, sendo que no IFIX, o fundo que possui 60% já tem grandes chances de entrar! Outra explicação para isso, decorre do tempo que o IFIX existe no mercado, sendo um dos últimos índices a serem lançados.

Dando continuidade ao assunto de índices, poderíamos falar também do SMAL que se refere às ações consideradas small caps, ou de empresas de médio e pequeno porte, temos também índices do exterior, como o S&P 500, que nada mais é do que uma representação das 500 maiores empresas dos Estados Unidos (coisa pouca).

Com certeza não falta assunto para essa área! Tendo oportunidade até para falar sobre ETF. Uma vez que se não existe ETF para o IFIX, existem ETFs para o S&P 500 e SMAL.

9 – Vale ou não vale investir no índice Ibovespa?

Falou falou, mas e agora? Vale a pena tirar o meu dinheiro da poupança para investir nesse tal mercado? Será que vendo minhas NTN-B que possuem uma bela valorização para aproveitar o momento de retomada econômica?

Primeiro que não cabe a nós realizar qualquer tipo de aconselhamento, e tão pouco, indicações. Falamos aqui somente sobre ideias, trazendo fatos, e mostrando o conteúdo de onde foram retirados, ou baseados.

Falo isso, porque vira e mexe pessoas vem me questionar através de e-mails, ou mesmo pelas redes sociais, qual seria a boa? A boa?? É isso ai pessoal!

Não tem nada de boa, por mais que eu estude todos os mercados, ou melhor, permaneça em somente um, como o mercado acionário brasileiro, não tenho uma garantia, e tão pouco uma certeza de ganhos.

A renda fixa aqui em terra tupiniquins, ainda resguarda uma pseudo segurança, ou uma espécie de garantia. Tudo isso em prol de uma rentabilidade muito atraente, para padrões mundiais, e com uma relativa segurança (realmente existe algo, mas ainda assim é preciso tomar cuidado!)

A bolsa de valores vem com o intuito de oferecer a possibilidade de ganhar mais, com maior risco. Não tem FGC, Não tem Tesouro Nacional, mas quem sabe possa ter um Magazine Luiza em sua vida…

Ou quem sabe, se você é um investidor que visa o longo prazo, o mercado poderia ter guardado uma Lojas Americanas, que nos últimos anos teve um excelente rendimento, bem acima do que a média da bolsa.

Não vou colocar a OGXP3 ou PETR4, USIM5 porque seria vender galinha morta aqui. O leitor até pode não ter ciência do que estou falando, mas essas ações citadas, a pouco mais de 5 anos, estavam valendo uma boa grana.

Principalmente quando o investidor comprava um simples lote de 100 ações. Nesse simples lote, já haveria um belo desembolso por parte do investidor. Para melhorar ainda a comparação, PETR4 antes da crise de 2008 chegou bem perto dos R$ 40,00 a ação. Hoje, não passa dos R$ 20,00, e durante todo esse período, quase 10 anos, PETR4 nunca mais voltou a tal patamar. Legal né?

Agora o leitor deve ter ficado muito desmotivado, acertei? Não fique! Mas tenha medo! O medo pode congelar o investidor, mais também deixa o mais atento!

Fique desconfiado, assim estará pronto para estudar mais, se cercando de informações, fundamentando todas suas ações na bolsa! Falamos até aqui somente sobre ações, mas o investidor pode aproveitar e aplicar em ETFs por exemplo. Os fundos de índice vêm conseguido entregar um rendimento invejável!

Até mesmo em um ambiente arriscado como a bolsa de valores, podemos tomar certos cuidados, minimizando possíveis riscos. Uma alternativa é através da diversificação. Os ETFs oferecem tal possibilidade, por meio de um custo baixo, e investimento de qualidade.

No final das contas, se o leitor é um investidor que procura novas formas de investimento e não possui data para sacar suas aplicações, visando o longo prazo, a bolsa de valores é uma excelente opção!

Em outras palavras, os ETF, ou fundos de investimentos focados em ações, são excelentes alternativas para aqueles investidores que não possuem interesse, e tão pouco tempo para dedicar aos estudos e investimentos.

Já aqueles que contam com interesse e tempo, podem encontrar nas as ações de maneira individual, propriamente dita, são mais vantajosas!

10 – Então investir em ações vale a pena?

Mencionei anteriormente ações como LAME4, MGLU3, PETR4, OGXP3, entre outras. Todas elas possuem seus históricos mostrando as possibilidades que bolsa fornece de ganhos, ou perdas.

Aqueles que vêm na bolsa de valores uma possibilidade real para conseguir extrair bons rendimentos, devem estudar bastante para conseguir se sair bem! Do mesmo jeito que a bolsa pode ser um ambiente bem arriscado, pode ser algo muito lucrativo!

O estudo do mercado, juntamente com uma análise focada em cada ação, ou empresa, pode evitar certos investimentos. Talvez comprar ações da Petrobras fosse algo mais difícil, mas a OGXP3 acredito que era mais fácil de avaliar que não era uma boa.

Indicações, e sugestões no mercado são coisas pouco sólidas, ou seja, geralmente não possui aderência a realidade. Contar que X ou Y vão se concretizar no futuro é complicado, ainda mais quando estávamos falando de uma companhia que não tinha muito patrimônio (se tinha para falar  a verdade).

Agora o investimento em companhias como BVMF3, ABEV3, GRND3, QUAL3 são ativos interessantes. Lógico depois de um estudo, e fazendo análises sobre os potenciais de cada companhia, acabei observando isso. Segue gráfico com o desempenho de GRBD3:

O desempenho das mesmas ações ao longo de um ano também mostraram isso. O que de fato é algo muito agradável. Não são ações que tiveram performance equivalente a MGLU3 no últimos ano, bem longe disso, mas, juntas conseguiram, ao menos entregar desempenho superior ao DI.

Sem mencionar as distribuições e pagamentos de dividendos que ocorreram nesse período. Com os dividendos, que nenhuma ETF ou fundo de investimento ira distribuir aqui no Brasil, o investidor poderia ter reinvestido em novas ações, ou até mesmo na compra de outros ativos.

Além da rentabilidade por meio da valorização dos ativos, o investidor conta com os ganhos referentes aos dividendos e juros sobre o capital próprio.

Então sim, o investimento em ações é uma ótima opção, principalmente quando ocorre fundamentando em muito estudo e análise!

Se o leitor procura por mais informações sobre isso, ou seja, como escolher, analisar e investir em ações, eu recomendo o nosso curso, o Bolsa de Valores Vapt Vupt ou então, caso você queira começar a investir com pouco dinheiro, o e-book Como Investir na Bolsa de Valores Com Pouco Dinheiro.

Finalmente, espero que tenha gostado do post. 🙂



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2 Comentários O Que é e Como Funciona a Bolsa de Valores?

    1. Oliver Imhof

      Boa noite Sergio! Tudo bom? Sim, claro! Se a ordem ainda não foi executada e o ativo não veio parar na suas carteira, ou saiu dela, a ordem podem sim ser cancelada! Espero ter ajudado! Qualquer coisa estamos ai!

      Responder

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