O Que é a Liquidez (e Porque Ela é SUPER Importante)

Mais uma palavra que faz parte do cotidiano do mercado, liquidez.

Mas o que isso significa?

Para aqueles que já investem, até mesmo em produtos mais simples, provavelmente já devem ter ouvido sobre liquidez, ou algum sinônimo.

Meu artigo está dividido nas seguintes partes:

Vamos lá então, o que o dicionário fala a respeito de liquidez?

Qualidade do que é líquido, daquilo de que se pode dispor imediatamente.

Em outras palavras, liquidez significa: aquilo que podemos nos livrar imediatamente! Ou seja, quando você houve que um investimento possui liquidez, é porque é fácil sair do mesmo.

Então é isso ai pessoal! Fim da historia! Opa! Não é bem assim, vamos trazer um pouco mais de conteúdo para esse artigo! No que a liquidez pode me ajudar?

1- Facilidades oferecidas por ativos com liquidez

Investimentos que tem essa facilidade de se transformarem em dinheiro, na grande maioria, são os mais interessantes ao grande público.

  • Primeiro porque nem todos tem a intenção de investir visando o longo prazo,
  • E segundo até mesmo aqueles que vão investir no longo prazo, gostam de manter uma porta dos fundos.

Então vamos ao exemplo prático de uma situação como essas. O investidor X tem em sua conta, parado, R$ 1.000,00. Uma bela quantia, mas ele gostaria de investir em algo que possa gerar mais dinheiro do que a poupança.

Mas ao mesmo tempo que ele quer mais dinheiro ele não quer perder a possibilidade de resgatar a qualquer momento, então ele observa as seguintes situações:

  • Investir em um CDB progressivo oferecido pelo seu próprio banco (CDB progressivo é aquele onde o investidor aplicar certo recurso, e com o passar do tempo, o rendimento vai ficando maior)
  • Abrir uma conta em alguma corretora e iniciar seus investimentos no Tesouro Direto, preferencialmente no Tesouro Selic.
  • Ou, procurar por algum banco menor, que ofereça um CDB com maior rentabilidade, porém com data de vencimento!

Tá mais todos os três investimentos possuem data de vencimento. Até mesmo o CDB progressivo possui uma data de vencimento, que tem de errado com isso?

Definitivamente existe uma data de vencimento para as três alternativas, porém na terceira opção, o investidor não vai poder resgatar o valor antes do ativo vencer.

Na realidade vai existir a possibilidade de negociar o ativo no mercado (se houver), mas isso pode acabar gerando algum tipo de custo. Além de perda com o valor do ativo (dependendo da qualidade do ativo, mesmo contando com a garantia do FGC, os investidores podem pagar menos do que ele realmente vale).

Ou seja, estamos tratando de uma aplicação com pouca liquidez! Já os outros dois tipos de investimento, o CDB progressivo e o Tesouro Selic, possuem excelente liquidez.

Na primeira opção, o banco se apresenta como contra parte, ou seja, eles vão comprar o título de volta, já com relação ao Tesouro Selic, o Tesouro Nacional faz a contra parte recomprando o papel.

Nesse caso, o nosso investidor X não ira optar pelo CDB do banco médio, ele vai acabar ficando com o Tesouro Selic, uma vez que o rendimento é atrelado a Selic, e ainda conta com isenção da taxa administrativa.

Talvez o investidor X, compre mais para frente um CDB do banco médio, com vencimento para 180 dias, ou de repente 360. Quem sabe?

2 – Diferenças sobre ativos de liquidez restrita

É preciso deixar claro que os papéis vendidos pelos bancos menores, oferecidos com rendimentos de 110% do DI, ou quem sabe 120% do DI, geralmente não possuem liquidez antes do vencimento.

Quanto maior a rentabilidade, maior e o período para o vencimento. É bem difícil ver um CDB pagando 120% do DI, com vencimento para 180 dias por exemplo.

O valor da aplicação também é outro fator que pode influenciar no rendimento do papel. Mas isso não vêm ao caso agora.

Então fica a critério do investidor optar por uma aplicação que vá render mais, porém com um vencimento mais longo, ou se vai ficar com um papel que não contará com um rendimento tão alto, mas com vencimento mais curto.

Atualmente, no mercado existem diversas opções de ativos que oferecem esse tipo de funcionamento:

  • CDB, LC
  • LCI, LCA
  • CRI
  • Debêntures

Existem mais ativos, mas esses seriam, em minha opinião, os mais relevantes. Todos eles podem ser negociados com suas instituições emissoras, ou no mercado.

No caso das debêntures, a empresa que emitiu dificilmente vai comprar os papeis antes do prazo de vencimento. Já os CDBs, LCIs, LCA, e LCs podem ser negociados.

Além dessa condição básica de liquidez, com restrição ao vencimento, temos uma outra forma de liquidez, que tecnicamente é muito mais interessante!

3 – Liquidez do mercado!

A bolsa de valores é um ambiente onde os investidores de todo o ligar do Brasil (e porque não do mundo) negociam seus ativos.

Se existe uma galera querendo comprar PETR4, então podemos considerar que está fácil vender PETR4, correto? Ou melhor, PETR4 possui liquidez!

Ativos que são negociados no mercado, como as ações, não possuem uma data de vencimento. Então o investidor pode esquecer-se disso aqui.

Quando falamos em ações, precisamos pensar que a liquidez está vinculada a facilidade de vender ou comprar determinado ativo.

Em outras palavras, se uma ação, não possui interessados e você tem a mesma sobre custodia, isso significa que não existe como se livrar dela, ou pelo menos transformar esse ativo em dinheiro.

Na realidade até existe, você pode tentar vender por um valor menor, e ir reduzindo até algum investidor achar interessante e resolver comprar.

Em uma situação como essa existe uma força maior vendedora, do que compradora. O mesmo pode acontecer, mas de maneira oposta. Vamos supor que você esteja louco para comprar uma determinada ação, mas não existe ninguém vendendo a mesma.

Você olha, e olha novamente o book de ofertas, e nada, então resolver verificar o valor da última negociação, e aplica um acréscimo de 10% sobre a oferta.

Mesmo assim, ainda não existem interessados em vender, então você coloca mais 10% sobre o valor, então, finalmente, alguém resolve vender o ativo.

Nessa situação a uma força maior de compra. Lógico, é muito difícil avaliar a força de compra, ou de venda, através de uma única negociação. Geralmente, ao analisar tal padrão, temos que verificar a quantidade de investidores que estão comprando e vendendo, além da quantidade de ações que estão sendo oferecidas, ou pretendidas.

4 – Avaliando liquidez pela quantidade de negociações

Já vimos que na bolsa de valores não existem ações com vencimento (estou falando de ações!). Observando todos os ativos que existem na bolsa, podemos verificar que existem certos investimentos com vencimento.

Dentre eles temos os contratos futuros, opções, e porque não as debêntures. Mas ações e fundos imobiliários, por exemplo, não expiram.

Sendo assim, para conseguir comprar, ou se livrar o investidor deve ficar de olho na quantidade de negócios que o ativo possui.

Se ele é negociado pouquíssimas vezes, sendo que existem dias, aonde o mesmo nem chega a ter uma negociação concluída, então estamos falando de um ativo com pouca liquidez.

Se o ativo possui poucas negociações, mas mesmo assim, todos os dias ele é negociado, então estamos falando de um ativo com liquidez mediana.

Agora, se a ação conta com milhares de negociações diariamente, então estamos falando de um ativo com alta liquidez.

5 – Como saber se determinado ativo possui muita liquidez?

Se o investidor pegar o total de negociações de um FII e comparar com o total de negociações de uma ação, vai observar que existe uma diferença enorme.

Vamos comparar dois ativos (um de cada segmento) que possuem uma alta taxa de liquidez. BRCR11 é um fundo com centenas de negociações diárias.

Por outro lado, temos PETR4 com milhares de negociações diárias. Se você pegar BRCR11 e comprar com as ações, é bem provável que chegue a conclusão que o FII possui pouca liquidez, chegando a ser mediano.

Caso o leitor esteja interessado em ler mais um pouco sobre FII, segue alguns artigos que podem interessar:

Já PETR4 seria algo de outro mundo. Não deixa de estar correto. PETR4 realmente é uma das ações mais negociadas da bolsa, se não for a mais negociada.

Mas BRCR11, observando o mercado de FII é um ativo com alta liquidez. Não alta que nem as ações, lógico, devemos limitar os mercados a suas respectivas condições, mas dentro dos fundos imobiliários, BRCR11 é um fundo de alta liquidez.

Estou me esquecendo dos ETFs! BOVA11 é um bom exemplo de alta liquidez, até mesmo comparado ao mercado de ações. Apesar de se tratar de um ETF, BOVA11 conta com milhares de negociações diariamente.

Já os seus outros ETFs não possuem tal nível de liquidez. Analisando com bastante atenção podemos ver que dificilmente outro ETF consegue chegar a marca de centenas de negociações.

Se o leitor possui interesse em ler mais artigos relacionados a ETF, segue alguns artigos:

Geralmente eles acabam permanecendo dentro de uma centena mesmo. Lembrando que estamos analisando o mercado normal, ou seja, não o fracionado.

Só para ser ter uma ideia, no fracionado a quantidade de negociações cai drasticamente. Para níveis muito inferiores.

Se o seu ativo negociado em lotes chega a centenas, ou milhares, é bem provável que o par fracionado não alcance as centenas, ou até as dezenas.

Segue imagem com o gráfico de SULA11F:

Nele é possível ver que as negociações não chegam a volumes tão expressivos. Devido à própria limitação do mercado fracionado, que é de operações até 99 ações, quanto pelo interesse dos investidores de negociar dessa forma.

Segue o gráfico de SULA11 no mercado comum:

Agora sim, temos um mercado que opera um grande volume de ações de SULA11. A partir de lotes de cem ações já é possível participar do mercado comum.

Enfim, o desinteresse em cima de um ativo pode mostrar a liquidez do mesmo. Se a ação em questão é pouco interessante, é natural que a mesma não chame a atenção do mercado.

Já ativos propensos a ganhos, ou que de repente acabem caindo na mídia, podem ganhar mais notoriedade, e assim levantar os olhares dos mais diversos investidores.

O nosso blog conta com mais uma imensidão de artigos que exploram o mundo do mercado de ações, segue alguns:

No final, o interesse é o que vai mover a liquidez do ativo. É certo que se o ativo existe, ele pode acabar recebendo algum tipo de oferta.

Se por exemplo, MGLU3 pertencesse a um fundo de investimento, a somente um fundo, todas as ações. Sendo que o fundo em questão comprou cada ação por R$ 10,00, e de repente aparecesse alguém disposto a pagar R$ 1.000,00 por cada ação, o fundo poderia tomar a iniciativa de negociar ou não, dessa forma haveria um principio de liquidez. E assim, novos negócios poderiam começar.

Tudo inicia através de um interesse, ou da vontade de comprar e vender.

6 – Investir levando em consideração a liquidez do ativo

Existe uma técnica que utiliza parte desse fundamento da liquidez, é o Scalper trader, temos artigos sobre esse tipo de trade em nosso blog, o leitor pode conferir através desses links:

Vou fazer uma breve explicação aqui, o Scalper nada mais é do que fazer operações observando o book de ofertas ao invés do gráfico.

Tradicionalmente os gráficos com a trajetória dos preços das ações, é uma das formas mais utilizadas para estudar e fazer os traders.

O cidadão aplica algumas estratégias, observando medias moveis, tendências e afins. No Scalper o investidor vai observar se existe uma tendência de mais compras, ou mais ofertas, por meio das ordens que existem no book.

Então se houver uma quantidade relevante de ordens com bastante volume de compra de uma determinada ação, é possível que haja uma força de compra grande em cima da mesma.

Sendo assim, é possível lucrar com a compra do ativo, se posteriormente se beneficiar de uma valorização do mesmo. Agora se estiver ocorrendo o contrario, uma movimentação maior de venda, com posições grandes, então é possível montar uma operação vendida em tal ativo.

Dessa forma o investidor vai operando. Dentre as formas de trader, realmente o Scalper não é muito utilizado. Mesmo assim não deixa de ser interessante.

Pode parecer um pouco mais complicado do que as análises através dos gráficos, mas vale a pena dar uma conferida!

7 – Liquidez na hora de compor índices

A liquidez é outro dado relevante na hora de montar índices. É sabido por grande parte do mercado, que o índice Ibovespa, em outra hora, já deu muita importância a liquidez dos ativos, ou melhor, a quantidade de negociações que os mesmo tinham

Caso o ativo tivesse uma quantidade gigantesca de negociações era bem provável que o mesmo fosse parar no topo do índice. Isso acabou ocorrendo com algumas ações, como a OGXP3, fato que não foi muito interessante para a bolsa e tão pouco para os investidores.

Uma vez que a empresa em questão, não estava realmente operacional, porém tinha milhares de negociações diárias, assim, ela acabou ficando no topo do índice.

Depois da derrocada da companhia, o índice acabou sofrendo algumas mudanças. Agora além da liquidez, o tamanho da empresa também é relevante, dessa forma, fatos como o da OGXP3 dificilmente irão ocorrer novamente.

Pegando a lista com as ações do Ibovespa, podemos ver que houve algumas modificações, dentre elas a modificação da liderança. Atualmente as instituições bancarias estão liderando.

Enquanto antes tínhamos a PETR4 e VALE5 como lideres, hoje temos o ITUB4 e BBDC4. Ao analisar outros índices como o IFIX (índice de fundos imobiliários) podemos ver que a liquidez também é uma fato preponderante para inclusão da cota.

A importância  no IFIX é um pouco reduzida com relação a exposição das ações. Uma vez que o mercado de fundos ainda é menor do que o de ações.

8 – Investir em ativos com pouca liquidez é uma boa?

Em minha opinião, não! Definitivamente investir em algo com pouca liquidez vai reduzir as possibilidades de se livrar do investimento, mesmo que a sua perspectiva para a venda do mesmo seja nula.

Na verdade existe um risco tremendo, ao investir, por exemplo, em uma ação com pouca liquidez, o investidor vai abrir a mão de se livrar da mesma com rapidez.

A probabilidade de perder dinheiro com a venda da mesma é bem grande, uma vez que como não existe mercado para a venda, é possível que o preço tenha que vir a baixo para conseguir executar a operação.

Ou seja, no final, você terá que barganhar para vender o ativo. Lógico, por se tratar de um risco enorme, os ganhos podem ser muito superiores a qualquer coisa.

Do mesmo jeito que pode ser difícil vender, pode ser muito fácil. Ou melhor, lucrativo! Se o ativo que você tem sobre custodia está sendo altamente valorizado no mercado, você pode observar as ordens de compra que vão surgir no book de ofertas do ativo.

Assim, quando algum investidor lançar algum valor que seja interessante, você pode fazer a ordem de venda, e concretizar a negociação.

Tecnicamente é uma faca de dois gumes:

  • Por um lado pode ser ruim, porque o ativo em questão pode ser pouco atrativo, e permanecer assim até o fim.
  • Ou, pode ser uma ótima empresa, ou um excelente fundo, se mostrar lucrativo, e, portanto ganhara atenção do mercado.

O problema é que é muito difícil saber o que vai acontecer. Mesmo aqueles que utilizarem a análise gráfica, por exemplo, apara analisar se o ativo vai subir, ou virar cambalhotas, vão ter sérias dificuldades, uma vez que não existe tanta volatilidade no ativo para determinar uma possível valorização, ou desvalorização.

Avaliar as negociações também, uma vez que no momento em que as pessoas começarem a se interessar, é provável que o book de ofertas esteja cheio de ordens de compra.

Em uma situação assim, vejo a análise fundamentalista, como mais interessante, pois ao estudar as características da empresa, ou do fundo, desde o seus gestores, até os dados, é mais fácil determinar se tal investimento é bom ou não.

É importante dizer que tudo isso vai depender exclusivamente de você caro investidor, ou melhor, de sua interpretação a respeito dos dados e números.

Podemos concluir que investir em um ativo com pouca liquidez não é algo aconselhável. Mas no final pode se mostrar assertivo a decisão de investir.

Caso o investidor tenha algum investimento obedecendo tal preceito,  e quer arriscar, se fosse eu, investiria bem pouco, o suficiente para não ficar triste caso eu perdesse.

9 – Então o melhor é investir em ativos com muita liquidez?

Sim, em minha opinião, sim! Vou ser sincero, não sou de arriscar, simples assim. Ao parecer de outras pessoas, posso estar me arriscando comprando letras do Tesouro com vencimento muito longo, ou quem sabe arriscando ainda mais ao investir em FII, mas para mim são ativos que me agradam e consigo observar bons fundamentos para realizar tais investimentos.

Quando analiso outras operações, com pouca liquidez, tenho certas dificuldades em determinar se o negócio vai dar certo ou não. Mesmo se os fundamentos da empresa, ou fundo, ou o que seja, forem bons, pode acontecer que no final não seja. E se não for, o capital investido vai para o beleléu (ou pelo menos boa parte dele).

Então prefiro permanecer percorrendo o caminho que conheço. Pode muito bem ocorrer de ter deixado alguma oportunidade passar, devido a esse receio.

Na verdade, se o leitor for ver, o mercado é um grande baú de oportunidades. O difícil é determinar qual ativo é a oportunidade.



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