6 Formas de Se Investir em Ouro em 2017

Definitivamente uma das formas mais antigas de investimento e também de moeda. O ouro faz parte de nossa sociedade há muitos anos. Antes mesmo de Cristo!

Meu artigo sobre ouro está dividido nas seguintes partes:

De acordo com pesquisas, o ouro pode ter sido um dos primeiros metais a ser descoberto pelo ser humano. Civilizações, como os egípcios, astecas e incas possuíam o ouro.

Então no século 18 o ouro ganhou relevância como reserva monetária. Mesmo no século passado muitos países continuavam utilizando o ouro como lastro.

Sendo que atualmente, o ouro, foi subsistido em grande parte dos países pelo dólar como reserva monetária. Mas o leitor pode ficar tranquilo que o ouro continua mantendo sua relevância e importância no mercado mundial.

1 – Benefícios de se investir em ouro

O ouro como ativo financeiro não é algo muito conhecido em território nacional. Na verdade, não é muito conhecido em todo mundo. É fato que muitas pessoas têm o conhecimento que ao comprar algum objeto de ouro, estão automaticamente fazendo um investimento.

Coisa que está correta de certo modo, mas porque fazer esse tipo de investimento? Será que vale a pena comprar ouro ainda?

O metal preciso possui algumas vantagens quando comparamos a outros metais. Por exemplo, o ouro não enferruja. Quando o metal está em seu estado puro, ou seja, 24 quilates ele é considerado “mole”, é maleável. A partir dos 18 quilates ele fica mais rígido, podendo ser utilizado para joias.

Um dos fatos mais interessantes, e que de certa forma beneficia o seu preço é a quantidade limitada de ouro que existe no mundo. Por mais que existam toneladas e mais toneladas de ouro, essa quantidade é limitada pela própria natureza.

Comparando o ouro com os Bancos Centrais do mundo: caso haja necessidade de imprimir mais dólares, é possível imprimir mais dólares. Se o Banco Central for o americano, então ele pode simplesmente emitir mais notas, e assim sucessivamente.

Se o problema são os euros, então o Banco Central europeu pode dar uma mão nisso, mas e o ouro? Quem fábrica mais? Complicado não é mesmo?

O fato de ser algo limitado é uma segurança a mais de que o metal permanece com o seu valor, e sua importância no mundo.

Outro detalhe, que é muito importante está relacionado à beleza do metal. É inegável que o ouro é um metal belo, e ainda conta com certa importância social.

O ouro nada mais é do que uma das principais matérias primas para joias, sendo que praticamente todas as pessoas uma hora vão comprar alguma aliança ou receber. Ou seja, sempre haverá a procura pelo ouro.

Todos esses dados mostram que o ouro possui certa segurança e permanecerá por um bom tempo como um bom investimento.

2 – Ouro e inflação

Analisando o ouro junto a nossa inflação podemos reparar que os ganhos ao investir no metal são razoavelmente interessantes.

É importante destacar que o ouro é bem mais volátil do que a própria bolsa de valores. Mas mesmo assim aparentou uma rentabilidade interessante. Segue imagem com a evolução do preço do ouro em dólares e sem contar a inflação do período:

Confesso que a imagem não está das melhores, por isso vou destacar os pontos mais interessantes do gráfico. O inicio do gráfico é em 1915, o valor do ouro na época era de $ 507,00 dólares a onça.

Onça é uma medida padrão para ouro e outros metais. Traduzindo para as gramas, seria algo equivalente a 31,1 gramas. Por volta dos anos de 1980 o ouro alcançou uma de suas maiores cotações, passando do valor de $ 1.700,00 dólares a onça.

Depois houve uma grande queda no valor, levando a cotação do ouro para números parecidos aos anos anteriores a década de 80. Novamente, dessa vez na crise de 2008 (hipotecaria americana) o ouro alcançou a sua maior cotação, passando dos $ 1.800,00 dólares!

O interessante agora, é que o ouro não teve por enquanto uma queda muito grande. Por mais que os Estados Unidos, de certa forma, tenham se recuperado da crise, e iniciando um movimento de alta do juro, o ouro permanece em uma cotação bem interessante.

Somente do ano 2000 até 2008, o dólar teve uma valorização de nada mais do que 600%! Nada mal não é mesmo? Chega até a lembrar um pouco do crescimento do Bitcoin, não é verdade? Mas isso é assunto para outro artigo.

Resumindo a opera, por mais que o ouro seja um ativo de alta volatilidade, ele consegue em longos períodos, se valorizar acima da inflação. Fato que oferece certa segurança no investimento.

É importante destacar que estamos falando de um ativo que não rende DI, Selic, juros prefixados ou coisa do gênero. O ouro em sua essência funciona de maneira bem aparecida a uma moeda, como o próprio dólar.

Mas diferente do dólar, o ouro ainda consegue agregar valor acima da inflação (ou seja, o ouro consegue se sobre por a desvalorização das moedas, quando isso ocorre).

Em nosso blog temos outros artigos que abordam assuntos relacionados à inflação, segue link!

Mas porque o ouro tem essas altas tão elevadas? E depois essas movimentações são seguidas por grandes quedas?

3 – Ouro um investimento para crises!

É isso mesmo caro leitor. O ouro é considerado um refúgio para momentos de crise. Durante o período da crise, ou melhor, até um pouco antes, o ouro já mostrava grande valorização, segue o gráfico:

Da para notar com muita facilidade que o ouro veio conseguindo uma valorização muito interessante desde 2004. Nesse período tivemos alguns fatos ocorrendo. Antes, houve os ataques às torres gêmeas nos Estados Unidos (2001) e depois as guerras no Afeganistão e Iraque.

Esses períodos de conflitos, acabaram provocando uma procura maior por ativos de “segurança” dentre eles temos o ouro como uma das principais alternativas. O dólar é outra opção, mas não vamos falar dele agora.

Para conseguir transmitir a ideia de correlação inversa do ouro com outros ativos, vamos mostrar o gráfico da evolução do S&P 500 no mesmo período:

Com o inicio em maio de 2008, o S&P registro uma grande queda. O pânico gerado no mercado financeiro americano e mundial devido a falência de um dos bancos de investimento mais antigos do mundo causou uma grande saída dos investidores.

Enquanto um dos principais índices da bolsa americana registrou derretimento de quase 50% do seu valor, o ouro, por sua vez, conseguir um resultado próximo dos 100 de valorização, uma vez que o seu preço antes dos acontecimentos estava perto dos $ 600 dólares, e posteriormente foi parar próximo dos $ 1.000,00 dólares a onça!

A nossa bola também registro uma forte retração nesse período! Caso o leitor esteja interessado em saber mais sobre a bolsa, segue o link de alguns artigos que possam interessar:

Enfim, para aqueles investidores que tinham um pé investido no ouro, conseguiram reduzir bastante às perdas, ou até conseguiram extrair um bom resultado.

Mas para conseguir colocar em pratica uma estratégia como essa o investidor precisa saber quais instrumentos financeiros utilizar. Antes disso, é preciso falar um pouco mais sobre a relação do ouro com o dólar.

Principalmente aqui em terra tupiniquins. Até o momento mostrei gráficos, e falamos sobre valores em dólares, mas e em reais, como o negócio fica?

4 – Relação do Ouro com o dólar

O ouro é um ativo que como muitos outros são cotados em dólar. Isso significa que mesmo sendo vendido em reais, o ouro acaba sofrendo com as oscilações do dólar.

Portanto vamos imaginar o seguinte: Se o ouro ele registra uma desvalorização em um dia, mas nesse mesmo dia, o dólar realiza uma valorização, é possível que o valor do ouro no Brasil não se altere, ou sofra uma alteração semelhante a diferença entre as oscilações do metal e do dólar.

Ficou difícil de entender? Vamos mostrar através de gráficos então! Segue o gráfico com a cotação do ouro nos Estados Unidos:

Nesse gráfico de 2016 o ouro estava com o valor sem muitas oscilações. Na realidade houve inclusive uma pequena valorização no período.

A cotação em janeiro de 2016 estava com o valor próximo dos $ 1.100,00 dólares a onça e ao termino de 2016 chegou a marcar um pouco menos dos $ 1.200,00 dólares. Alcançando algo em torno dos 10% de valorização.

Agora vamos ao gráfico do OZ1D ouro negociado no Brasil através da bolsa de valores, segue:

Por mais que se trate do mesmo ativo (não é bem mesmo, o ouro do gráfico americano é um contrato futuro e o ouro do gráfico nacional é ouro a vista). Mas mesmo assim o valor teria que ser bem próximo.

Porém como já vimos anteriormente o ouro é cotado em dólar, portanto, aqui no Brasil sofre duas oscilações (pela moeda americana e pela própria cotação do metal).

Ao invés de manter a valorização, como está mostrando o gráfico do ouro nos Estados Unidos, o nosso ouro apresentou desvalorização.

Alias a desvalorização aqui foi próxima dos 10%! Essa diferença foi motivada pela desvalorização do dólar. A moeda americana em meados de 2015 e inicio de 2016 chegou a bater os R$ 4,00! Depois da troca do governo, o dólar chegou a ficara  baixo dos R$ 3,10, bem próximo dos R$ 3,00!

Essa queda influenciou também no ouro, que mesmo apresentando valorização acabou se depreciando devido a moeda americana, segue o gráfico do dólar no período:

Então mesmo com a valorização do ouro, o metal aqui no Brasil não conseguiu manter a mesma valorização sendo derrubado pelo dólar.

5 – Em momentos de crise, qual investimento escolher, dólar ou ouro?

Definitivamente uma das perguntas que mais aparece na cabeça dos investidores. Todos gostariam de ter parte do patrimônio protegido em algum investimento que possa se beneficiar de momentos de crise.

Tanto o dólar quanto o ouro possuem essas características. Quando houve a crise hipotecaria nos Estados Unidos, um dos investimentos mais lucrativos foi o dólar!

Engraçado não é mesmo? O mesmo país que foi o epicentro de toda crise, teve a moeda mais apreciada e procurada pelo mundo. Isso se deve a um simples fato. A dívida americana é considerada a mais segura do mundo.

Dentre todos os países desse planeta, a dívida americana é simplesmente a mais segura. O ouro também possui sua importante, mas é por outras razões.

Uma delas está no seu histórico de moeda que já serviu de lastro para grande parte das nações, antes do dólar tomar conta dessa posição.

Outro fato está relacionado a seu status de joia e valor. O ouro desde antes de cristo já tinha status de metal precioso, onde as pessoas poderiam reconhecer valor, sem falar que ele é finito.

Diferente das moedas, não é possível fazer mais ouro quando é necessário. Essa limitação, de alguma forma traz mais valorização ao metal. Então fica a dúvida, como investir em ouro no Brasil?

6 – Formas de investir em ouro!

No Brasil temos diversas formas de investir em ouro. Vamos falar um pouco de cada forma, assim o leitor vai conhecer jeitos de alocar parte do patrimônio em ouro, e definir qual é a melhor opção!

6.1 – Ouro físico

Essa forma de investir em ouro é tecnicamente a mais utilizada. Mesmo por aqueles que não estão investindo conscientemente. Isso ocorre porque o ouro como já falamos no artigo, é utilizado como matéria prima para joias e acessórios.

Investir através de joias, tem os seus problemas também, Muitas vezes as joias quando são adquiridas, acabam valendo muito! Muito além do valor do ouro. Uma vez que existe o valor do artista, e afins. Na hora de liquidar a joia, é provável que o avaliador não reconheça o preço da aquisição, ficando atento somente na pureza do ouro e na quantidade de gramas que existe na peça.

Isso pode ocorrer na hora de fazer um empréstimo como a penhora de joias. A Caixa Econômica Federal faz esse tipo de empréstimo. O cliente precisa ir até uma agência da CEF que faz esse tipo de transação (não são todas as agências).

Lá o profissional responsável pela área, vai fazer uma avaliação das suas joias. Isso pode levar algum tempo. Basicamente ele ira determinar a pureza do joia, isso significa que ele vai ver quantos quilates possui o artefato. No Brasil é comum as joias terem em torno de 18 quilates. Mas existem outros países que trabalham com menos, podendo variar dos 14 quilates até menos.

Ou seja, o ouro, quando é tratado para fazer uma joia, é misturado com algum outro metal Geralmente a prata (outro metal de certa preciosidade, porém mais barato).

Nessa avaliação, o desenho ou modelo da joia não entra em questão. Se o seu anel, por exemplo, for desenhado por uma casa de joias de alto padrão, e tenha 5 gramas de ouro 18 quilates, somente os 5 gramas farão a diferença, nada mais. Mesmo se no mercado estiver tal peça avaliada a mais de milhões de reais, para fins de avaliação em uma penhora, vai continuar sendo avaliadas as gramas nada mais.

Por isso, se você for investir em ouro físico, evite comprar joias para esse fim. Se já possui, é interessante contabilizar as suas peças como um investimento. Uma vez que elas possuem facilidade maior para serem liquidadas, mesmo que por um valor abaixo do mercado, elas ainda contem o ouro que pode ser bem avaliado.

Caso o leitor esteja interessado em manter algumas gramas de ouro e não vai querer comprar em forma de joias, então é possível encontrar essas barras em sites devidamente credenciados, como é o caso da Ourominas.

Nesse site, o cidadão poderá encontrar vários tipos de barras de ouro, além de outras formas, como pirâmides. O investimento pode ser feito a partir de uma grama. Fato que facilita os pequenos investimentos.

Observando que a compra de uma joia pode sair bem caro, e o resultado de uma venda, pode ser bem inferior ao investimento inicial, eu acredito que a compra de barras para investimento é uma boa.

Essa imagem representa a página da Ourominas. É bem provável que o leitor que entrar na página, caia diretamente nessa parte. Aqui o leitor já pode fazer uma simulação da compra de um grama até mais. Para adquirir mais grama, é preciso selecionar a quantidade desejada.

Depois é simular o frete é pronto! Se tudo estiver de acordo é só efetuar a compra. Acredito que a aquisição por meio desses sites, como a Ourominas seja uma forma bem segura de comprar ouro. Sem esquecer que nesse caso, o ouro é 24 quilates, ou seja, 100% puro!

Fazendo uma breve pesquisa pela internet, vejo que a Ourominas é a instituição com a maior facilidade para aquisição, e com boa segurança, portanto não vou citar mais empresas. Mas o leitor pode contratar outras.

Vou falar do Mercado Livre! Já fiz compra de ouro através do site, para averiguar a procedência é como é o processo, e possui dizer que existem bons vendedores. Atenciosos, e que vendem ouro de qualidade. No meu caso eu acabei efetuando a compra de uma barrinha de 18 quilates mesmo.

Pelo simples fato de ser mais barato, sem falar que havia a possibilidade de parcelar! Ao receber o ouro, fui até uma relojoaria, para poder confirmar a autenticidade da peça para confirmar.

O investidor que tem a intenção de investir em ouro físico, também pode procurar no mercado livre por peças com menor teor de pureza (18k) e assim fazer uma aquisição mais em conta. Lembrando que o certo mesmo seria os 24 quilates!

6.2 – Lado ruim em comprar ouro físico

A liquidez do ouro talvez seja um dos pontos negativos. Enquanto o investidor que tem uma ação na bolsa, pode a qualquer momento fazer a venda, com o ouro físico isso é um pouco mais difícil.

Empresas como a Ourominas, também realizam a compra do ouro, mas haverá uma diferença entre o valor da compra e o da venda. Nesse spread o investidor pode perder um pouco.

Fora a Ourominas, não existem muitas instituições que fazem a compra do ouro. Portanto não é como o dólar, ou euro, por exemplo, onde casas de cambio realizam as negociações de compra e venda.

Sendo assim, o investidor precisa ter em mente que o ouro possui valor, mas não tem uma liquidez tão fácil quanto as moedas.

Outro problema que temos ao investir em ouro físico está relacionado a armazenagem das peças. Guardar em casa pode ser algo um tanto quanto perigoso, uma vez que estamos alheios a furtos.

Para aqueles que possuem certo interesse em manter uma quantidade elevada de ouro, acredito ser prudente procurar por empresas que trabalham com o serviço de aluguel de cofre. Existem instituições bancarias que também trabalham com esse tipo de serviço.

Será preciso realizar uma pesquisa prévia, até para saber quais são as condições para contratar esse serviço, e os valores envolvidos. Mas dependendo da quantidade de gramas, ou até quilos de ouro, é melhor ter um aluguel de cofre, em um ouro lugar, do que manter todo esse patrimônio em casa.

Gostaria de destacar que para a compra de pequenas peças de ouro não vejo problemas em armazenar em casa, por exemplo. Para saber se a porcentagem é pequena ou não, é interessante o investidor avaliar o total do patrimônio que o mesmo possui, e avaliar quantos por centos aqueles ouro representa do total.

Se houver, por exemplo, mais de 5%, acredito que existe uma quantidade grande de metal precioso. Mas fora o ouro físico, existe outra forma de investir em ouro sem grandes problemas?

6.3 – Fundos de Investimento

Uma das formas de investir em ouro que mais gosto é por meio dos fundos de investimento. Vou logo citando um dos fundos que mais me agrada, é o fundo Órama Ouro FIM.

Fundos administrado pela BNY Mellon Serviços Financeiros e distribuído pela Órama, possui um valor de investimento inicial de R$ 1.000,00! Um dos valores mais acessíveis do mercado.

Com certeza não é saldo que muitas pessoas possuem em aberto para realizar esse tipo de investimento, mas ao menos é um dos mais acessíveis. Observando o atual valor do ouro, com essa quantia seria possível adquirir aproximadamente 6 gramas de ouro. Portanto nada tão fora da realidade.

Até o momento em que escrevo esse artigo o ouro não vem conseguindo demonstrar um bom desempenho. No ano até vem conseguindo ficar próximo do CDI (com certa volatilidade), mas ao comparar os últimos 12 meses é possível identificar uma desvalorização.

A taxa administrativa do fundo é outro fato positivo! Com menos de 1% ao ano, tal despesa é bem inferior. Ainda mais quando levamos em consideração as possíveis despesas que o investidor teria ao manter o ouro físico (caso fosse procurar por algum aluguel de cofres) ou na negociação e manutenção do ouro BM&F (tanto o valor do aporte e os custos envolvidos podem ser onerosos).

Com relação à liquidez do investimento, temos mais uma boa noticia aos leitores! Em aproximadamente uma semana, o dinheiro já estará em sua conta. Supondo que o investidor faça um resgate em uma Segunda-feira, é provável que até na Sexta o dinheiro já esteja disponível na conta.

Observando a porcentagem de volatilidade do fundo, podemos comprovar que o ouro definitivamente é algo bem volátil. Ainda mais em terras tupiniquins, uma vez que temos que levar em consideração a flutuação da moeda americana.

Analisando a constituição do patrimônio do fundo, o mesmo possui parcela relevante de seus investimentos alocados em ouro BM&F. Esse ouro é o negociado na bolsa. Sim a nossa bolsa além de negociar futuro de ouro também negocia ouro físico! Fato que é mais difícil de ver no exterior.

Vamos falar mais do ouro BM&F na próxima parte do artigo. Enquanto isso segue trecho da lamina do fundo:

Outra informação importante sobre o fundo está relacionado aos investimentos em operações envolvendo derivativos. No caso do fundo não pode haver.

Eu prefiro investir em fundos que não façam operações com derivativos. Lógico, através de tais operações o investidor pode conseguir lucros maiores, porém, dependendo de como for montado a operação, os prejuízos podem ser de mesmo nível.

Com o intuito de mostrar mais fundos de outras instituições, vou pegar o fundo Caixa FI Ouro Multimercado Longo Prazo. Esse fundo, ao contrario da Órama, é administrado por um dos maiores bancos de varejo do país, a Caixa Econômica Federal.

Segue imagem com algumas informações relevantes sobre o fundo:

Comparando os dados do fundo da Caixa com o da Órama já conseguimos identificar valores bem interessantes! Vamos lá! A primeira coisa está relacionada ao valor da taxa administrativa.

No fundo da Caixa a taxa é de 1,50% enquanto no da Órama estava na casa dos 0,6%! Bem menor, mas beleza, vamos continuar vendo!

Se o leitor quer saber mais sobre custos, e despesas relacionadas aos investimentos clique nos links para saber mais!

O valor mínimo para aplicação, no fundo da caixa é de R$ 5.000,00! Quantia bem alta até! Para aqueles que possuem pouco patrimônio, ou que R$ 5.000,00 signifique boa parte do valor disponível para investimento, essa entrada pode acabar restringindo o investimento.

Por outro lado o fundo da Órama acaba sendo mais acessível com um valor de aplicação inicial 5x menor! Agora falando no resgate da aplicação, o fundo da Caixa é mais rápido do que o da Órama. Sendo possível ter a conversão das cotas em dinheiro em 2 dias.

Mas a grande diferença mesmo fica por conta dos rendimentos e da volatilidade. Enquanto do fundo da Órama vem registrando volatilidade nos últimos 12 meses de 20% o da Caixa está com tal incide em de 10%!

Já a rentabilidade apurada entre os dois fundos é mais uma coisa que os diferencia bastante. Enquanto o fundo da Órama registrou nos últimos 5 anos um rendimento de aproximadamente 9%, o da Caixa conseguiu 14%! Sem falar que em 2017, o fundo da Órama está registrando valorização de 5% enquanto o da Caixa mais de 13%! Mais do que o dobro! Mas porque uma diferença tão grande?

Por uma simples razão querido leitor, os fundos estão indexados a oscilações de ouros diferentes. O fundo da Órama segue o ouro BM&F, ou seja, esse metal está sofrendo a influencia tanto do próprio quanto do dólar.

Já o do fundo da Caixa segue o ouro negociado em Londres! Segue imagem explicando:

Por isso tenha muita atenção ao comprar fundos. Nesse caso estávamos analisando, tecnicamente o mesmo ativo, porém sobre perspectivas diferentes, e que podem gerar grandes distorções.

Só para o leitor averiguar, em 2015 o fundo da Caixa registrou queda de 2,7% já o fundo da Órama teve uma valorização de nada menos do que 29%! Grande parte dessa valorização se deve ao fator dólar, uma vez que a moeda americana registrou grane valorização no período.

Com o intuito de mostrar a semelhança entre as cotações do fundo da Órama com a cotação do ouro BM&F OZ1D segue gráfico do metal negociado na bolsa:

O valor de fechamento do ouro no inicio de 2016 foi de aproximadamente R$ 141,00 já o valor no final do ano chegou a marcar os R$ 120,00, ou seja, uma depreciação de R$ 20,00, que nesse caso representa uma desvalorização de 14%. Já o fundo da Órama registrou em tal período:

Ao menos em 2016 os rendimentos dos dois investimentos foram bem próximos! Já estava me esquecendo, existe ainda uma grande vantagem em investir em fundos de ouro, está relacionado ao valor e custo.

Por meio dos fundos, o investidor vai ter acesso a um ativo que tecnicamente é caro e difícil de liquidar (comparado a ações, fundos imobiliários, ETFs), mas através dos fundos, você não terá mais os problemas de armazenagem, e tão pouco os custos.

Mesmo operando por um fundo um pouco mais caro, (caso da Caixa) o investidor ainda conta com um custo não tão elevado ao comparar todo o mercado.

A liquidez e o valor mais baixo (no caso da Órama) também beneficiam os investidores que optarem pelos fundos. Mas nem tudo é assim tão bom…

6.4 –  Os defeitos com os fundos de investimento?

Acredito que uma das coisas ruins está relacionada à gestão. Por mais que tenhamos grandes instituições financeiras por trás, e grandes gestores administrando os recursos dos fundos, ainda não me cinto à vontade quando o assunto é fundo de investimento.

O fato de aplicar recursos em um investimento do qual você não tem muito controle, aonde você não pode vender um ativo do  qual não gosta, ou comprar um que acha que pode dar certo, me da uma sensação de limitação.

Por outro lado esse “problema” pode ser uma verdadeira solução para os investidores que não tem tempo para estudar os ativos, e tão pouco conhecimento para montar estratégias ou carteiras.

Resumindo, fica totalmente a critério do investidor, optar pelos fundos. Vamos falar agora sobre o ouro negociado na bolsa!

6.5 – Ouro BM&F

Diferente do que acontece em boa parte das bolsas pelo mundo, nós no Brasil temos negociação de ouro à vista. Ou seja, não é contrato futuro, é ouro ativo mesmo.

Mas infelizmente esse mercado é um pouco restritivo devido ao valor para investimento. O ouro mais negociado do mercado é o OZ1D, que se refere ao ouro de 250 gramas. Atualmente para realizar a compra de um lote desse ouro, o investidor precisa aportar nada menos do que R$ 32.000,00! (R$ 129,00 cotação do grama do ouro, multiplicado pelos 250 gramas do lote).

Estamos falando de um ativo que não gera rendimentos, e tão pouco ganho por meio de pagamento de juros ou coisa do gênero. Na verdade o ouro é algo mais semelhante as moedas, ou seja, ganha com sua própria valorização.

Então, dependendo do patrimônio do investidor, realizar tamanho aporte pode ser um mau negócio. É preciso lembrar que ainda existem outros ouros negociados na bolsa.

Temos o OZ2D que se refere a 10 gramas e o OZ3D que se refere a 0,225 gramas. O problema desses dois tipos de ouro está vinculado a liquidez. Poucas negociações acabam complicando o investimento em tais ativos.

Por isso, se for investir em ouro na bolsa, tente comprar o OZ1D. Mesmo havendo a necessidade de investir um valor muito grande, ele é o que possui a maior liquidez dentre todos.

Uma vantagem de comprar ouro diretamente na bolsa está relacionada à fidelidade do valor. O ouro negociado na bolsa serve de parâmetro para muitos fundos, e inclusive para a negociação do ouro físico.

Portanto, ao comprar o ouro na BM&F você esta investindo no próprio! Lógico que para isso, além do alto valor, haverá custos envolvidos relativos a corretagem e custodia do mesmo.

Segue imagem trazendo os principais dados sobre o ouro a vista:

6.6 – Contratos de Ouro com o Banco do Brasil

Por último temos os contratos de ouro que são negociados pelo Banco do Brasil. Segue imagem com algumas informações sobre o contrato. Além dele ainda existe a possibilidade de comprar barras de até 250 gramas, porém vamos focar somente nos contratos:

Ao escolher pelo contrato de ouro, a quantidade mínima negociada junto ao banco é de 25 gramas. Portanto o mínimo para iniciar os seus investimentos é a partir de 25 gramas. O que daria algo próximo de R$ 3.225,00 (R$ 129 a grama multiplicado por 25 gramas).

De acordo com a imagem acima, o custo envolvendo o ouro escriturado é de 0,15% ao mês. Ou seja, se o investidor fizer a aquisição de 25 gramas, com os valores que estamos colocando aqui, o custo mensal seria de aproximadamente R$ 5,00. O que não é tão caro.

Portanto vejo o ouro escriturado do Banco do Brasil como uma boa oportunidade de investimento. Uma vez que estamos falando de um contrato que está atrelado ao valor do ouro BM&F e ainda possui liquidez junto ao banco.

Se o cliente precisar liquidar sua posição, ele pode fazer com o próprio banco, sendo que o valor será cotado a partir do ouro BM&F.

Novamente, o cliente precisa saber se a agência do Banco do Brasil em questão realiza tal investimento. Caso o contrário precisa procurar por uma instituição apta.

Por ser um investimento, onde o cliente precisa ir até a agência para conseguir executar, eu considero que ele seja um pouco mais burocrático do que a compra de ouro pela bolsa, ou pelos fundos de investimento.

Até mesmo a compra do ouro físico, uma vez que podemos fazer isso através de lojas online. Mas nada, além disso. O valor mínimo do contrato, por exemplo, é menos do que o valor da aplicação inicial do fundo da Caixa, é menos do que o aporte mínimo para adquirir OZ1D.

Sem falar que considero o ouro escriturado uma boa opção para a compra de ouro quando comparamos a compra da barra física. Uma vez o contrato tem a garantia do banco, sendo que a custodia do ouro fica com o mesmo. Dessa forma, o investidor não precisa ficar com o ouro em sua posse.

7 – Qual é a melhor opção para investir?

Analisando essas quatro formas de investir em ouro, eu identifico uma que mais me agrada. Os fundos de investimento com certeza é a opção mais interessante em minha opinião.

As vantagens dos fundos são inúmeras, mas dentre elas podemos destacar:

  • Liquidez do investimento
  • Baixa taxa administrativa
  • Fundos que seguem de perto o valor do ouro BM&F
  • Investimento inicial acessível
  • Não há necessidade de ficar com o ouro físico

Essas cinco qualidades são o suficiente para decidir em investir nos fundos de investimento. Se não for os fundos, acho que arriscaria no ouro escriturado junto ao banco do Brasil, ou no ouro físico. Os dois possuem suas desvantagens.

Enquanto o ouro escriturado, precisa ser adquirido junto a uma agência do BB, o ouro físico pode ser adquirido por meio de uma loja online, porém deve ser armazenado em casa, fato que não é muito seguro.

Por último, vejo a opção de comprar o ouro diretamente da bolsa, através do OZ1D. Mas devido ao alto valor do investimento (lotes de 250 gramas) e aos custos que tal operação pode gerar, acabei descartando tal opção.

Lógico, se o investidor detém grande patrimônio, onde o valor de 250 gramas de ouro não for fazer muita diferença, acredito que essa opção seja extremamente valida, porque existe uma liquidez no mercado, mesmo pequena (comparado as ações), ainda existe, e o valor referente ao ouro BM&F é a cotação utilizada para todos os outros produtos.

O ouro não é o único investimento disponível na bolsa fora as ações. Segue artigos que abordam outros investimentos:



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