Previdência Privada ou Tesouro Direto? Qual é o Melhor?

Se existe algum investimento que está ganhando espaço no mercado nacional, com certeza é o Tesouro Direto! De acordo com os últimos números de participantes do programa de investimentos em letras do Tesouro, o Brasil vem aumentando cada vez mais a sua base de investidores!

Mesmo durante a crise ou agora, em um momento onde a taxa de juro vem caindo, as pessoas continuam diversificando suas carteiras e comprando papéis do Tesouro! Segue os capítulos do nosso artigo:

De acordo com a Infomoney, o Tesouro Direto, até o mês de Setembro de 2017 teve um crescimentos no número de investidores ativos! Agora temos pouco mais de 540.000 investidores ativos:

Se o leitor procura por alguma forma de investimento que seja de fácil acesso, com liquidez diária, tendo boa segurança, e rendimentos bem atraentes, o Tesouro Direto é o melhor!

A bolsa de valores também é fantástica, porém pegando o índice Ibovespa como benchmark, o TD ainda conseguiu um desempenho melhor, ao menos nos últimos 10 anos…

Ou seja, o Tesouro Direto, por mais que seja um investimento considerado de renda fixa é uma excelente opção. Mas e a previdência privada? Será que consegue bater de frente com o programa de títulos do governo?

1 – Utilizando o Tesouro Direto como previdência

Por mais que o investimento não seja uma previdência de forma específica, os títulos do tesouro podem servir muito bem para o propósito de construir uma previdência..

Aliás, muitos panos de previdência acabam utilizando títulos do tesouro como os principais investimentos em suas carteiras! Principalmente o Tesouro IPCA!

Para aqueles que não sabem, vou fazer uma breve explicação, o Tesouro IPCA é um título onde a remuneração é atrelada a um juro prefixado mais a inflação do período.

Portanto, em momentos de forte oscilação da inflação, esse título se beneficia, uma vez que o seu rendimento também é atrelado à inflação (IPCA).

Na grande parte dos planos de previdência, os gestores acabam adicionando uma boa quantidade de títulos do Tesouro IPCA em suas carteiras, para proteger o portfólio de uma possível oscilação da inflação.

Em anos como 2016 e 2017 esses títulos obtiveram ótimo rendimento, uma vez que as expectativas com relação à inflação sofreram grande mudança. Antes, em 2015, por exemplo, a inflação tinha fechado na casa dos 10%!

A questão que paira no ar é a seguinte, se o Tesouro IPCA possui um custo tão pequeno, será que o investimento por meio de um plano de previdência vale a pena?

Pois é, ai que está a questão! Investir de forma pessoal, escolhendo os ativos que vão compor a carteira, e montando o portfólio a sua maneira é algo que demanda trabalho e conhecimento.

Por sua vez o plano de previdência deixa tudo isso a cargo do gestor. Ou seja, a taxa administrativa do plano tem o seu propósito, que é remunerar toda a cadeia construída para gerir, administrar e proteger os interesses dos cotistas, ou seja, o seu interesse.

Fica ao seu critério. Investindo de forma particular em títulos do Tesouro, é óbvio que os rendimentos podem ser maiores, uma vez que não existe a taxa administrativa. Ao menos, se a corretora lhe cobrar alguma taxa, é bem provável que o impacto sobre o valor investido seja inferior ao valor do plano de previdência.

Resumindo, os benefícios de investir de forma individual em títulos do Tesouro, mas especificamente no Tesouro IPCA, pode ser mais interessante do que investir nos planos de previdência (de forma indireta).

Vale lembrar que os rendimentos provavelmente serão diferentes, uma vez que nem todo o plano de previdência utilizou, somente, o Tesouro IPCA como principal ativo da carteira.

Para conseguir ter tal noção, o investidor precisa pesquisar mais sobre o plano, analisando o fundo que é investido capital.  O site da CVM pode ajudar bastante nessa tarefa!

2- Qual título do Tesouro Utilizar na hora de construir uma previdência?

Os títulos mais interessantes para construir uma carteira, focando o longo prazo, mais especificamente a aposentadoria, seria o Tesouro IPCA mesmo.

Existem ainda outros dois títulos, que seria o Tesouro Selic, e o Tesouro Prefixado. Eles também podem ser utilizados, uma vez que os dois papéis possuem rentabilidades diferentes e podem complementar a estrategista.

Atualmente, no momento em que escrevo o artigo, o existe papéis do Tesouro IPCA pagando até 5,40% ao ano. Essa taxa prefixada somada a meta da inflação (que atualmente está em 4,25%, 4%) pode resultar em uma rentabilidade superior aos 9% ao ano!

Coisa que é bem superior aos atuais 7,50% da taxa Selic, portanto temos em mãos um produto financeiro de longo prazo, e que pode pagar um bom rendimento.

Mesmo que nossa inflação chegue ao 0% por exemplo, ou a algum valor próximo disso, ao comprar papéis que pagam um taxa prefixada na casa dos 5,4% ao ano, temos ao menos, um rendimento pouco inferior a taxa de juro vigente.

Já o Tesouro Prefixado possui papéis com vencimento em 2027 pagando algo superior as 10% ao ano! Rentabilidade ainda maior do que os papéis do Tesouro IPCA (levando em consideração o IPCA nos 4,25%, 4% ao ano).

E o Tesouro Selic paga algo bem próximo da taxa Selic (praticamente 100% da taxa) e não é influenciado pelo mercado, ou seja, o valor do papel vai continuar subindo, mesmo que as expectativas sejam piores ou melhores.

Portanto uma boa estratégia com esses papéis é comprar um pedaço em Tesouro Selic, assegurando a possibilidade de resgatar algum cascalho e assim, contar com dinheiro de forma rápida.

Aproveitar uma taxa de 2 dígitos no Tesouro Prefixado, mas não adquirindo tantos títulos, uma vez que existe a possibilidade do negócio azedar, e o mercado mudar de lado, aumentando as taxas de juro e inflação, fazendo os papéis comprados com uma taxa que teoricamente é boa agora, se torne ruim amanhã.

E por fim, investir boa parte no Tesouro IPCA. Observando que existem papéis com vencimento mais curto, e os títulos com pagamento semestral.

O legal dos títulos com pagamento semestral. É receber parte dos ganhos ante do vencimento, sem comprometer sua posição. Dessa forma, mesmo que o mercado esteja mudando de lado, você pode pegar os pagamentos e aplicar em outro produto financeiro, ou até mesmo utilizar como quiser.

Lembrando que existem títulos do Tesouro IPCA com vencimento para 2050! Em outras palavras, comprando tais papéis hoje, ainda em 2017, o investidor terá, pelo menos, mais uns 33 anos para ver o seu dinheiro evoluir.

Através de mecanismos como a calculadora do Tesouro, você pode elaborar estratégias, e definir panoramas para a os seus investimentos e aposentadoria.

Por exemplo, se o seu sonho é alcançar o primeiro milhão daqui 28 anos, então você pode adquirir papéis do Tesouro IPCA com vencimento para 2045 e sem o pagamento de juro semestral, segue:

Através da tabela de preços e taxas dos títulos você pode identificar tanto a rentabilidade do papel quanto a data de vencimento e outros detalhes.

Em vermelho temos o Tesouro IPCA com vencimento para 15/05/2045. Esse papel possui rentabilidade de 5,48% ao ano mais o IPCA. Na próxima imagem vou mostrar a calculadora com os dados:

Não coloquei taxa administrativa no cálculo porque existem diversas instituições que trabalham com a isenção de taxa sobre os papéis públicos.

Reduzindo os custos com o investimento, e assim potencializando os seus rendimentos. Na próxima imagem vamos conferir o resultado:

Atualmente, com um investimento de 97 mil reais, são possíveis, dentro de 28 anos, nos parâmetros apresentados na calculadora do Tesouro Direto, conseguir alcançar o primeiro milhão de reais, líquidos de impostos e taxas.

Nada mal não é mesmo? O valor não é pouco, mas com certeza não é tão alto. Muitas pessoas financiam residenciais com valores bem maiores do que esses, e podem ao invés de aplicar 97 mil reais na entrada do empreendimento, investir em um papel onde a possibilidade de construir uma aposentadoria é muito maior do que outras formas de investimento. Sem falar a segurança que o Tesouro Direto nos oferece.

Agora vamos ver se somado a essa estratégia o investidor aplicasse parte dos recursos em títulos do Tesouro Prefixado, segue tabela com a rentabilidade:

O Tesouro Prefixado com vencimento para 2023 é um papel sem pagamentos d juros semestrais. Os títulos com vencimento para 2027 possuem os paramentos. Porém vamos focar nas letras sem pagamento.

Segue os dados que colocamos na calculadora para gerar nossa previsão:

Com uma rentabilidade de 10,20% ao ano, e um aplicação de 20 mil reais, o investidor, dentro de pouco mais de 5 anos teria 50% do valor de ganho! Em outras palavras, um ganho de R$ 10.000,00 em 5 anos!

Vamos ver como fica o resultado:

Aqui podemos ver o resultado alcançando! Tudo líquido dos impostos e possíveis emolumentos da bolsa. Não podemos nos esquecer de que contamos ainda com a segurança do Tesouro Nacional.

Resumindo: a construção de uma carteira levando em consideração a compra de papéis como o Tesouro IPCA, os títulos prefixados e o Tesouro Selic podem gerar um desempenho muito interessante! Tanto no curto quanto no longo prazo!

3 – Como fica um planejamento levando em consideração os títulos com pagamento de juro?

Vamos supor que o investidor já tenha um bom valor em dinheiro. Acabou de vender uma residência, e conseguiu acumular a quantia de 500 mil reais.

Não chega a ser um milhão, mas com certeza não é pouco. Com um padrão de vida modesto (vamos considerar), vamos analisar se é possível de alguma forma, conquistar a independência financeira, mantendo o dinheiro bem administrado, protegido da inflação, e ainda rendendo! Segue a tabela com o papel que vamos pegar:

O papel é o Tesouro IPCA com vencimento para 2050 e pagamento de juro semestral. Por meio desses pagamentos, o investidor poderia construir um fluxo de renda, e usufruir desses pagamentos para ir tocando a vida.

Segue tabela com os dados inseridos na calculadora do Tesouro:

No próximo quadro vamos analisar o resultado final dos rendimentos de tal simulação, segue:

O valor líquido do investimento somado as distribuições chego aos quase três milhões de reais! Nada mal! O curioso sobre isso, é que o valor de imposto de renda devido em todo esse período chegaria bem próximo ao valor do investimento inicial!

Vamos ver agora qual seria os valores de pagamento semestral do titulo:

O primeiro pagamento giram em torno dos 12 mil reais, já os seguintes valores oscilam um pouco (para menos). Dividindo essa quantia por 6 (uma vez que é semestral o pagamento) o investir iria contar com um rendimento mensal próximo dos R$ 2.000,00!

Um valor que não é ruim. Aliás, enquanto os pagamentos são efetuados, o valor aplicado vai sendo corrigido pela inflação! Vamos ver como ficaram os pagamentos finais do título:

Os últimos pagamentos passam dos 30 mil reais!  Em outras palavras, um rendimento mensal superior aos 5 mil! É importante destacar que os 5 mil reais de 2050 provavelmente não serão os mesmos de hoje.

Com o tempo a inflação vai aumentando o preço dos produtos e serviços. Assim é natural que as coisas passem a custar mais. Por isso o investimento em letras do Tesouro IPCA, mas pagamentos de juros semestrais pode ser uma boa alternativa na hora de construir uma previdência.

Vale lembrar que ao final do investimento, o detentor do título receberia algo próximo a um milhão e meio de reais! Líquido de imposto de renda!

Agora que o leitor já conhece bem o Tesouro Direto chegou a hora de saber mais sobre os planos de previdência. Será que não vale a pena investir diretamente em um plano assim? Ao invés de construir uma carteira com títulos do tesouro, perdendo tempo em pesquisar e achar as melhores oportunidades será que não é uma boa terceirizar essa gestão?

4 – Vantagens dos planos de previdência

Ao contrário do Tesouro Direto, ao adquirir um plano de previdência privada, o investidor só vai precisar realizar os aportes. Isso se não optar por um plano com a opção de aporte único.

Em caso de optar por um plano com aporte único, então o investidor pode realizar somente um aporte e assim nem sequer precisa se preocupar com outros depósitos.

No caso do investimento em títulos do Tesouro Direto, de forma direta, seria preciso fazer um acompanhamento, no mínimo, semestral (uma vez que o Tesouro Direto faz a cobrança das despesas e emolumentos de forma semestral).

Boa parte dos investidores não vai seguir a carreira de investidor. Ou se tornar profissional na área. Estamos lidando com pessoas que gostariam de construir um patrimônio, mas se concentrando em suas respectivas profissões.

Mesmo observando que o Tesouro Direto exige o mínimo de atenção, sendo que ela se aplica mais rigorosamente aos finais de cada semestral, para pagar a taxa administrativa,  investidor ainda precisaria analisar e observar as taxas dos seus títulos. Até mesmo observando se algum papel  pode ser vendido com antecedência e assim, realizando um lucro.

Já os planos de previdência privada oferecem a possibilidade de ficar de boas com relação ao seu dinheiro. Você sabe muito bem que ele será encaminhado para o plano, e lá existe toda uma cadeia de profissionais, onde o seu dinheiro será administrado e aplicado em uma carteira de ativos.

Resumindo, a única preocupação do investidor, nessa situação, seria com relação aos dados do plano. Fora isso, haveria a necessidade de fazer um debito em conta para enviar os aportes mensais, ou simplesmente, fazer o único aporte. Os planos de previdência têm sim suas vantagens, porém elas podem sair um pouco mais caro…

Não espere contar com o mesmo rendimento dos títulos públicos investidos por meio de um plano de previdência. Mesmo sendo um plano onde toda a carteira esteja aplicada em um determinado título, o rendimento nunca será o mesmo. Isso ocorre devido às taxas que são cobradas pelo plano.

Por se tratar de uma estrutura, onde existe a figura do administrador, gestor, e de uma auditoria terceirizada, existe custos que vão além da simples ordem de comprar e vender, ou dos impostos incidentes em cada operação, por exemplo. Observando isso, não é difícil ver planos que não acompanhem muito de perto o DI, por exemplo.

Mas existem outros planos que conseguem ir melhor do que o DI! Títulos do Tesouro são oferecidos pelo Tesouro Nacional, então não existem muitos outros lugares para você procurar.

Os planos de previdência existem em milhares. Praticamente cada instituição financeira possui um plano para oferecer aos seus clientes. Então é natural existir muitas diferenças entre cada um.

Vamos analisar um plano de previdência oferecido pelo banco Itaú, segue imagem:

Se o leitor reparar, no canto direito da imagem existe todos os dados referentes ao plano. Os aportes mensais são de R$ 150,00 ao mês, sendo que o valor pode ser maior, ou pode haver aportes complementares para incrementar o plano.

Na parte inferior temos as taxas, aqui podemos ver a taxa administrativa, que é de 2,20% ao ano! Uma taxa relativamente alta para os padrões do plano (em minha opinião).

Depois temos os valores da taxa de carregamento. Mesmo tendo um saldo superior aos 100 mil reais, haverá taxa de carregamento! A porcentagem é menor, 0,75% sobre cada aporte.

Mas infelizmente, para aqueles que não possuem um valor muito alto, contando com menos de R$ 10.000,00 de saldo no plano, a taxa de carregamento incidente será na alíquota máxima de 3,5%! Ou seja, se você colocar R$ 1.000,00 em seu plano, haverá uma retenção de R$ 35,00 sobre o seu deposito! Só vai entrar no seu plano a quantia de R$ 965,00!

Analisando a rentabilidade acumulada do plano, vamos supor que o investidor tenha aplicado R$ 1.000,00 nesse plano de previdência no final de 2014. Completando exatos 36 meses. Hoje o investidor teria acumulado um rendimento de 35,15%. Ou seja, o saldo no plano seria superior aos R$ 1.350,00! Nada mal, não é mesmo?

Mas e quanto seria o saldo que o investidor teria se fosse aplicar o mesmo valor no Tesouro Direto? Nesse exemplo, vamos supor que o investidor tenha aplicado os mesmos R$ 1.000,00 no Tesouro IPCA Principal com vencimento para 2035. Nesse período o valor da letra estava custando R$ 756,53 aproximadamente.

Hoje tal título está avaliado em R$ 1.209,55! Ou seja, a rentabilidade do investidor que aplicou R$ 1.000,00 no Tesouro IPCA foi de 59%! Muito superior a rentabilidade oferecida pelo plano de previdência do Itaú.

É bom lembrar que esse período foi um tanto quanto conturbado para o Brasil. A economia estava começando a dar sinais de que o negócio não estava bom, além da alta do juro. Por outro lado tínhamos a inflação mostrando a cara, fato que beneficiou o investimento no Tesouro IPCA.

Mas então, se o investidor ao invés de comprar Tesouro IPCA, resolveu comprar o Tesouro Selic? Será que a rentabilidade seria superior ainda?

No final de 2014 (pegando o mesmo período de 36 meses) A letra do Tesouro Selic (no período o vencimento era para 2017) estava valendo R$ 6.488,90. Hoje, pegando o mesmo papel, porém com o vencimento para 2023, o investidor teria R$: 9.244,07! Rentabilidade de 42%! Mesmo se tratando de uma aplicação simples, o investidor que optou por títulos do Tesouro, ao invés de um plano de previdência, acabou se dando bem.

Nessa simulação pegamos títulos com vencimento diferentes pelo simples fato que o valor do título não se alterou muito. Ou seja, quando o Tesouro Selic com vencimento para 2017 acabou, o valor final dele ficou próximo do valor inicial do Tesouro Selic com vencimento para 2023. Houve uma diferença de R$ 30,00 mais ou menos.

Enfim a rentabilidade do Tesouro Selic, mesmo assim, seria superior ao plano de previdência do Banco Itaú. Porém não existe somente esse plano de previdência.

Se o investidor for procurar por mais tempo, analisando mais do que bancos. Inclusive outras instituições financeiras que fazem distribuição de planos, de diferentes bancos e conglomerados financeiros, podem encontrar outros planos com condições bem mais interessantes do que os vistos no banco Itaú.

Vamos analisar os planos oferecidos pela Órama. Mais precisamente os planos da Zurich seguros. Segue imagem dos principais dados do plano:

De acordo com os dados da imagem, o plano teve início em dezembro de 2014. Ou seja, há praticamente 36 meses, o resultado obtido até esse momento foi de 45,14%! Maior do que o Tesouro Selic!

Podemos identificar isso através do benchmark que é o DI. O rendimento do plano foi de 109% do DI (o DI e a taxa Selic são em próximos, por isso essa comparação).

O rendimento obtido pelo fundo parece ser bastante consistente, até porque nos outros meses, ou melhor, períodos, de 12 meses até 24 meses, o fundo conseguiu uma rentabilidade superior ao DI.

Não ficando atrás, ou seja, passa a imagem de pouca volatilidade. Mas enquanto a carteira do mesmo será que é uma boa? É bem diversificado a ponto de sustentar pouca volatilidade (geralmente quando um fundo, ou melhor, uma carteira está comprada em poucos ativos, é possível que a variação desses ativos, acabe trazendo bastante volatilidade). Segue imagem do portfólio:

O portfólio está bem concentrado em três tipos de ativos. Letras Financeiras, Títulos Públicos e Fundos de Direito Creditório. Bom os três ativos, me parecem ser voltados a renda fixa.

Ativos relacionados ao rendimento através de taxas, como o DI ou a Selic. Mas podemos encontrar informações mais detalhadas através de uma pesquisa na CVM, segue:

Nessa imagem temos os títulos do Tesouro Selic. Podemos ver que mais de 20% do patrimônio do fundo foi aplicado em títulos do Tesouro Selic.

Já na próxima imagem, teremos mais detalhes sobre os fundos de direitos creditórios, segue:

Por se tratar de fundos, para conseguir analisar com mais detalhes, cada investimento, é preciso entrar em cada fundo, para avaliar em quais papéis os fundos estão aplicados.

O importante aqui, ao menos, e averiguar que o fundo não está focado em somente um fundo. Mas sim existe certa diversificação. A maior participação não chega aos 6%, sendo que existem ao menos, uns 6 fundos com participação razoável.

Podemos concluir que existe uma diversificação razoável, que pode tornar o investimento no plano, mais seguro. Na próxima imagem teremos os dados referentes as letras de crédito referente a bancos e outras instituições financeiras, segue:

Bom, dentre todos os ativos que o fundo investe, os títulos oferecidos por bancos e outras instituições possuem a maior participação. Na imagem podemos conferir que a maior participação fica abaixo dos 5%, sendo que existe bem mais do que 6 diferentes títulos.

As instituições são boas, temos bancos como Votorantim, Safra, Caixa Econômica, e até o Banco Paraná (talvez um dos menores do grupo).

A lista não fica somente nesses, mas podemos dizer que as maiores participações são desses bancos. Resumindo, o fundo é bem interessante.

Existe uma participação grande em produtos de renda fixa, como os títulos do Tesouro Selic, e outros papéis vinculados ao crédito da área privada. Querendo ou não, é uma área que eu gosto mais.

Gosto bastante de bolsa, mas quando o assunto é previdência, eu prefiro ficar com alguma que possui mais participação em produtos de renda fixa, algo mais conservador poderia dizer.

E mesmo dentro de cada um dos tipos de ativos, temos mais uma diversificação em vários outros produtos. Como vimos no caso dos depósitos bancários, temos desde o Banco do Paraná (instituição menor) até a Caixa Econômica Federal (instituição maior).

O risco de investir em um plano como esse sempre vai existir. Ele é maior do que o risco sobre os títulos públicos, por exemplo, porém, o fundo conta com uma boa diversificação.

Não existe participação maior do que 10% em nenhum ativo do fundo. Até existe no caso dos títulos públicos, mas como se trata de um título público, mesmo o dinheiro estando dividido em outros títulos, o risco é tecnicamente o mesmo. Poderia fazer do risco do vencimento, papéis com vencimentos mais longos tendem a ter um risco maior.

Uma vez que no curto prazo, o valor do papel pode alterar devido a influência do mercado. Esse assunto já foi abordado em outros artigos sobre o Tesouro Direto:

Lendo esses artigos o investir vai compreender melhor a influência que o mercado exerce sobre os títulos públicos. Enfim, o Tesouro Selic, que é o principal título público do fundo, não sofre com a volatilidade do mercado, uma vez que o seu rendimento está vinculado a taxa Selic.

Ou seja, quando a taxa oscila, tanto para cima quanto para baixo, o rendimento do papel vai seguir o mesmo caminho. Por esse motivo, não existe um risco muito grande, mesmo se o papel possui um vencimento longo.

As letras do Tesouro Selic, da mesma forma que as outras possuem vencimento diário (dias úteis). Sendo assim, quando o investidor for resgatar o valor aplicado em uma letra do Tesouro Selic, vai contar com o valor mais os rendimentos do período (ainda terá a retenção de IR e possíveis taxas também!). Funciona de forma bem parecida com um CDB de liquidez diária.

No mercado o investidor ainda pode encontrar mais uma porção de planos de previdência. Alguns serão mais conservadores, oferecendo rendimentos semelhantes ou inferiores ao último fundo mostrado.

Ou poderá encontrar planos mais arrojados que vão oferecer um rendimento maior, porém terão mais volatilidade! Ou seja, é possível que em um ano o fundo acaba rendendo abaixo do DI, mas no ano seguinte ele consiga entregar um resultado bem superior ao DI compensando o ano anterior.

Ai fica a critério do investidor decidir qual plano escolher. Se vai pelo mais conservador ou mais arrojado.

5 – Quem é melhor, Tesouro ou Previdência Privada?

Não existe uma aplicação melhor do que a outra (na verdade existe, mas não nesse caso) o leitor terá que analisar  seu próprio perfil para conseguir avaliar qual será a melhor opção.

Por exemplo, se você quer preparar uma boa reserva para o seu filho, deixando o dinheiro para o mesmo quando não estiver mais por aqui (vivo). Fazendo o dinheiro parar nas mãos do seu filho, ou qualquer que fosse o beneficiário, então um plano de previdência seria interessante.

Até mesmo em questões judiciais. Lógico esse assunto ainda é muito discutido. Para dizer bem a verdade nem mesmo eu tenho total certeza se o dinheiro aplicado em sua previdência privada estaria sujeito a bloqueios e afins.

O que existe é uma grande discussão em volta da situação de que o plano de previdência é uma forma de renda futura, ou seja, o investidor não poderia ter a sua renda futura comprometida, portanto não poderia ser alvo de ações judiciais e coisas do gênero.

No caso do investidor realizar anualmente a declaração de imposto de renda, apurando imposto a pagar, tendo dependentes, despesas médicas, entre outros valores que podem ser utilizados para abater parte do imposto, o investimento em um plano de previdência pode beneficiar o contribuinte mais ainda!

Agora, se o investidor está querendo uma opção de investimento que oferecem rendimentos maiores, e com certa mobilidade, o plano de previdência já não seria a melhor opção.

Existem títulos do Tesouro que podem se beneficiar com ganhos no curto prazo! Coisa que já seria mais interessante do que os plano de previdência. Sem falar da liquidez diária.

Com relação à liquidez diária, ambos os investimentos podem ter. Porém os planos de previdência, dependendo se for PGBL ou VGBL vão contar com uma retenção de IR maior para resgates de curto prazo. Chegando a casa dos 30%! Sendo que os rendimentos em determinados papéis, como o Tesouro IPCA, em 2016, por exemplo, tiveram rendimentos superiores aos 20% em questão de semanas!

Rentabilidade similar à bolsa de valores! Sem falar que as despesas com o investimento em letras do Tesouro pode ser bem menor do que nos planos de previdência.

Resumindo: Se o leitor está preocupado com questões jurídicas, de administração financeira e até com relação à herança (colocando uma pessoa como beneficiária do plano) os planos de previdência podem ser uma boa opção.

Se o investidor está pensando simplesmente em construir um patrimônio, investindo em produto que possa oferecer rendimentos similares ao encontrados na bolsa, além de ser bem seguro com liquidez diária, o Tesouro Direto é a opção!



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