Foi um suicídio.

Mirou a arma na orelha.

BANG!

E caiu com violência no chão, morto.

Em sua nota de despedida, Jesse Livermore mencionou várias vezes que era um perdedor e não merecia o amor de sua mulher.

Um final trágico para um grande trader.

Agora, apesar de não estar em um dos seus melhores momentos, me chama a atenção que alguém que ganhou milhões e inspira milhares de traders até hoje se considere um perdedor.

Irresponsável?

Sim.

Emocional?

Sim.

Idiota?

Sim.

Mas um fracassado que não merece ser amado?

Será que ele não exagerou um pouco?

Ou será que ele tinha razão?

Sim, ele tinha razão.

Em parte.

A verdade é que no momento de sua morte, Jesse Livermore era sim um fracassado pois ele fracassou em proteger o seu bem mais precioso.

E não estou falando de sua vida.

Sem esse bem precioso, um trader se destrói aos pouquinhos ou foge dos mercados mesmo após ter muito sucesso.

Sem ele, ou o trader se acaba ou a carreira do trader acaba.

E não novamente, não existe meio termo.

Esse, meus amigos, um problema extremamente sério, é o que eu gosto de chamar de o lado negro do “viver da bolsa de valores”.

Nesse post vou falar um pouquinho sobre ele.

Here we go…

🙂

Escolha a Sua Droga, Mas Escolha Logo

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Fama.

Poder.

Dinheiro.

Descobertas.

Reconhecimento.

Todas as pessoas minimamente vivas e ambiciosas precisam de um “fix”.

O termo “fix” é usado para se referir a qualquer “barato” causado por uma droga como a cocaína ou o crack e aqui será usado com o mesmo sentido da palavra “satisfação”, principalmente a profissional.

E acredite, todos precisamos de satisfação.

Não apenas a satisfação por si só mas também, a busca por ela, pelo “fix”, um barato para alegrar a vida e fazer com que tudo valha a pena.

Exemplo…

  • Abre uma empresa.
  • Contrata os funcionários.
  • Acompanha o seu crescimento.
  • A vende por milhões de dólares.
  • Fix!

Mais um…

  • Estuda investimentos.
  • Abre uma conta na corretora.
  • Desenvolve um sistema de trading.
  • Compra e vende ações na bolsa de valores.
  • Ganha dinheiro.
  • Fix!

Note como as pessoas mais bem-sucedidas sentem um desejo incontrolável por algum “fix” enquanto as pessoas mais comuns sentem menos e você entenderá a importância de um “vício saudável” não só pelo bem do indivíduo, mas também pelo bem da humanidade.

Diria também que a busca pelos “fixes” é vital para a evolução humana.

  • Se o engenheiro inventou o carro, foi porque ele quis o “fix” de ver se ele conseguia construir algo novo e diferente ou quis testar as suas habilidades.
  • Se o esportista bateu recordes, foi porque ele quis o “fix” da sensação de bater um recorde ou, mais humildemente, superar os seus próprios limites.
  • Se o empreendedor se tornou um bilionário, foi porque ele quis o “fix” de ganhar dinheiro ou trabalhar no que ele gostava o levou naturalmente à riqueza.

Todos somos viciados em algum “fix” e sem esse vício, seriamos todos platelmintos.

Essa característica é tão prevalente na raça humana que quando perdemos nossos vícios, em pouco tempo entramos em um profundo estado de inquietude e tédio que nos leva a procurar algo diferente para fazer ou então, nos leva de volta ao vício original.

Por exemplo…

  • Se um empresário vender a sua empresa para o Facebook, ele vai ganhar muito dinheiro mas ficará sem o “fix” de ver a sua empresa crescer a cada dia mais. Como ele não terá a capacidade de ficar olhando para o teto sem fazer nada para sempre, ele dará um jeito de encontrar um novo “fix” que trará um novo tipo de satisfação a sua vida, nem que seja algo bobo como jogar golfe.
  • Se um piloto de corrida se aposentar, ele provavelmente poderá relaxar pois toda a sua vida estará feita pela frente, financeiramente falando. Mas como ele também não terá a capacidade de ficar sem fazer nada, ele vai correr atrás de um “fix” que empate o das corridas ou simplesmente vai desistir da aposentadoria e voltará a correr, nem que seja numa categoria pior.

Isso tudo é bom.

O indivíduo ganha e a sociedade ganha.

O problema é que algumas profissões geram fixes bons e outras, nem tanto…

Pobre Trader Desocupado

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Para uma pessoa estar completamente satisfeita profissionalmente, a busca pelo “fix” e o “fix” em si precisam ser longos e intensos.

Ou seja, se você acorda cedo, trabalha o dia todo feito um cachorro em algo que você adora e chega em casa morto, não importa que você esteja tentando fazer uma descoberta científica ou vender carros porque você estará satisfeito nos dias bons e ainda terá ânimo para aguentar os dias ruins.

Só que por outro lado, se o seu “fix” não for grande coisa e a busca por ele passar rapidamente, você nunca estará satisfeito e sempre precisará correr atrás de outras atividades.

E é aqui que a coisa toda explode para quem pode trabalhar quase nada.

Pessoas como position traders.

Entenda…

  • A satisfação do trader com o trabalho é nula porque um “fix” de 20 minutos diários (no máximo) não dá para nada, você continua querendo trabalhar mas não há trabalho a ser feito.
  • Você sente a vontade de trabalhar 10 vezes mais e ganhar 10 vezes mais só que como o overtrading só te faz perder dinheiro, não adianta insistir porque você sabe que é burrice.
  • Seria o máximo aprender coisas novas sobre os mercados mas eles nunca mudam porque a natureza humana nunca muda, consequentemente, nunca tem nada de novo para aprender.
  • O excesso de tempo livre faz com que você procure hobbies diversos mas como você está com fome de trabalho, nenhum deles acaba sendo proveitoso porque você gostaria de estar trabalhando.

Não se engane, aprender a operar e a viver da bolsa é extremamente satisfatório e o “fix” gerado é enorme, mas depois que a coisa dá certo, toda a graça desaparece.

Afinal…

  • O puzzle já era, foi resolvido.
  • O backtest já era, virou um sistema.
  • O sistema gera bons lucros.
  • Os lucros te mantém.

É claro que existem os momentos ruins com drawndowns e afins, mas de modo geral, o trader supera essas dificuldades sem problemas e fica com o dia todo livre para se perguntar:

“E agora?”

“O que eu faço da vida?”

Boa pergunta!

A verdade é que uma grande parcela dos leitores sonha em viver da bolsa mas nunca parou para pensar no que fazer depois de atingir a sustentabilidade nos mercados. Eles acham que sabem o que vão fazer, mas não sabem realmente como será pois nunca estiveram lá e por isso, possuem expectativas erradas.

Alguns sonham com a bolsa porque querem largar o emprego e ficar em casa com a família, eles odeiam trabalhar e querem tempo livre. O problema é que eles ignoram que ficar em casa o tempo todo provavelmente irá deixá-los entediados em pouquíssimo tempo.

Outros querem se aposentar para ficar curtindo com os amigos, nem que seja para tomar uma cervejinha no bar ou jogar videogame o dia todo. O problema é que eles esquecem que esses amigos não são escravos pessoais que podem largar o emprego em dois palitos e ir com você pra Bolívia só porque “eu resolvi ver se o lugar é tão pobre como dizem, você vem comigo, 15 minutos, go go bitch!”

Ou seja, você acha que a bolsa vai te deixar feliz mas quando você chega lá, percebe que está completamente sozinho no seu estilo de vida e desesperadoramente entediado.

Pior!

Se antes da bolsa você tinha o mundo todo de opções para decidir o que fazer e já era difícil tomar uma decisão, quando você REALMENTE tem todo o mundo de opções para decidir, a coisa consegue ficar ainda mais difícil.

E no meio tempo sua mente apenas gira…

  • Você quer operar mais mas sabe que só tende a perder dinheiro.
  • Você está sozinho e não tem ninguém para se comunicar.
  • Você está entendiado e tem o dia todo livre.

O que você resolve fazer?

Você resolve fugir.

Você viaja.

Uma Só de Ida, Por Favor!

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Você escolhe algum lugar interessante e vai.

Se quiser ficar o dia todo comendo coisas estranhas, tudo bem.

Se quiser aprender japonês, tudo bem também.

Você não ficará mais entediado.

Você terá o que fazer.

“Au revoir, tédio!”

Interessante?

Sim.

Viável?

Não muito.

Por diversos motivos, muitos traders querem viver da bolsa especificamente para viajar sem saber que essa é uma ideia terrível!

Sim, algumas pessoas super extrovertidas e super abertas a novas experiências podem adorar, mas nerds metódicos e organizados que seguem sistemas de trading e preferem ficar em casa com alguns amigos jogando videogame ao invés de sair tendem a não aguentar muito tempo.

É difícil saber sem experimentar mas de modo geral…

  • Tudo o que você fazia de forma automática e fácil, como tomar banho, se complica pois a cada lugar novo o banheiro muda, o seu modo de tomar banho varia e você leva alguns dias até se acostumar… mas aí já é hora de ir pra outro lugar.
  • Se você adorava comer as mesmas coisas o tempo todo, em uma viagem você será obrigado a escolher coisas diferentes apesar das antigas serem boas, bonitas e baratas porque você simplesmente não vai encontrá-las por aí.
  • Um picolé vai te custar 16 reais… oops, não, pesos uruguaios, você precisa converter de UYU para BRL usando as taxas de câmbio locais para saber o preço. Se for no crédito, precisa converter de UYU para USD e de USD para BRL usando uma taxa estimada do cartão e calcular o IOF da compra para chegar não no valor exato, mas num aproximado.
  • Os locais vão falar coisas que você não vai chegar nem perto de entender, o que fará com que o simples ato de pegar um ônibus se torne uma aventura, não uma divertida e emocionante (só no começo), mas uma chata e frustrante.
  • Vistos, imigração, taxas, subornos, doenças, “você é branco então você é rico então eu posso te passar a perna e você nem vai perceber porque você não entende a minha língua” etc.

Super divertido uh?

Não, não é.

Fix!

Eepaaaa?!

O que foi isso?!

Será que todo esse sofrimento e frustração geram um certo “fix” pois lembram um trabalho? Será que é por isso que tantos “digital nomads” viajam por um tempo, ficam entediados, voltam pra casa e depois voltam a viajar mesmo sem gostar num ciclo infinito?

É claro que sim!

É por isso também que vários outros adquirem hobbies sem sentido como colecionar bandeiras (visitar todos os países do mundo), colecionar “bandeiras” (é, hmm, como eu posso dizer… uma mulher de cada país) ou se entregam a estilos de vida ainda mais hedonistas.

Com certeza alguns possuem graves problemas psicológicos e fariam isso mesmo com um trabalho mais produtivo, só que a maioria está apenas correndo atrás de um “fix”, um propósito, uma sensação de avanço que as profissões de 20 minutos não conseguem gerar!

E adivinha o que acontece com quem fica sem ou sem um bom “fix” por muito tempo?

Ora, pergunte ao Livermore…

Doce Gosto de Sangue e Metal

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Não me entenda mal.

O mané do Livermore não se matou por tédio mas sim, porque ele tinha graves problemas de saúde mental e na família, no amor, na justiça, na carreira, em qualquer aspecto que você possa imaginar e de um modo geral, a sua vida deixava demais a desejar.

A única coisa que o mantinha de pé era o seu “fix”.

Apesar do “fix” do position trader na bolsa ser fraco, Livermore o “bombou” ao trabalhar de uma maneira ineficiente, fazendo anotações enigmáticas e assistindo o book de ofertas todos os dias.

Ele o fazia pois AMAVA os mercados.

Aposto que nos maus momentos ele pensava:

“Tá tudo ruim mas pelo menos eu tenho o trading, né?”

Sim, ele tinha o “fix” e com isso, a vida, só que aí ele perdeu o “fix”.

Após a crise de 29, a SEC mudou as regras da bolsa, fazendo com que o coitado do Livermore perdesse o seu edge, em outras palavras, o sistema de trading dele parou de funcionar corretamente.

O que mantinha a vida dele mais ou menos nos eixos foi pro saco.

E olha que ele não se matou, ele tentou uma solução.

Adivinha o que ele tentou?

  • Drogas?
  • Mulheres?
  • Dirigir rápido?
  • Escrever um livro?
  • “Quiero papas y coca”?

Não, ele não foi para o Uruguay.

Ele resolveu escrever um livro sobre a bolsa, o minimalista e fantástico-apesar-do-último-capítulo-ser-completamente-zoado-de-se-entender, “How to Trade in Stocks”.

Ah, sim!

Depois ele se matou.

Taí o “fix”, não precisar mais de um.

Boa solução?

Nope.

Logo, considerando que o tédio e a falta de um “fix” produtivo o possam levar, depois de muitos e muitos anos, a um momento em sua vida em que você apenas queira meter uma bala na sua cabeça e sangrar até a morte, faz sentido procurar…

Uma Solução Mais Elegante

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Conheçam Richard Branson.

O criador do império da Virgin, conglomerado de empresas que atuam na música, nas viagens espaciais e em tudo que você possa imaginar entre essas duas coisas, teve uma ideia melhor.

Ele entendeu que ser bem sucedido não é ficar em casa entediado apertando F5 no UOL para saber o que aconteceu com aquela porra daquele avião ou sair viajando e criando stress desnecessário para mascarar o seu tédio e frustração profissional devido a um “fix” insuficiente.

Ele entendeu que é preciso existir um equilíbrio entre trabalho e diversão e sem esse equilíbrio você não consegue aproveitar nenhuma das duas coisas.

Em outras palavras…

  • “All work and no play makes Jack a dull boy!”
  • “All play and no work makes Jack want to kill himself!”

E se a bolsa de valores não tem como te dar esse equilíbrio pois a falta de trabalho não te deixa aproveitar a graça teórica do tempo livre e o único problema é apenas essa desesperadora e deprimente falta de trabalho, então a solução é simples!

Você deve ver a bolsa como uma das coisas que você faz!

Você a vê só como mais uma fonte de renda!

Apenas a sua primeira “empresa”!

Sim, apenas a primeira.

Afinal, qual é o caminho natural de quem já tem uma empresa que funciona quase sozinha?

É fazer exatamente como o Richard Branson e criar uma outra empresa, na mesma área, em outra área se você quiser um “fix” melhor, nas duas áreas, em várias, empresas diferentes e setores diferentes, “fixes” distintos e duradouros.

É sonhar mais alto porque você sabe bem no fundo que com todas as oportunidades, acesso a informação e a massiva ajuda não da profissão, mas da ferramenta “viver da bolsa”, os limitem desaparecem, aumentando a sua capacidade de ir mais longe.

Sim, o “viver da bolsa” não pode ser visto como uma profissão pois ela te destrói.

Porém, como ferramenta ela pode ser usada para construir.

E aí você arregaça as mangas e cria negócios.

Pequenininhos no começo.

Grandes depois.

Também, você não quer ser um mísero trader que se contenta em ficar mofando no sofá só porque “não há nada mais a se fazer” ou um patético empresário que apenas quer “uma vida mais confortável” e espera uma aposentadoria tediosa na qual você possa tranquilamente contar os dias até a sua morte.

Isso é inaceitável pois você sabe que há tempo para fazer e se tornar algo melhor:

  • Um líder.
  • Um realizador.
  • Um criador de impérios!

…e a bolsa?

Ela é apenas o primeiro tijolo na construção do seu…

😉

68 Comments

  1. Marli Fabreti 2 de abril de 2014at8:20

    Parabéns, Hugo, você escreve muito bem e ainda desmistifica esse mundo de “trabalho fácil” e muito tempo livre pra fazer o que se quer (mas o que ser quer,né?). 😉

    Reply
  2. ricardo honda 2 de abril de 2014at8:41

    Hugo,
    Um dos melhores textos que eu li sobre trading! Parabens por contribuir!
    Aconteceu o mesmo comigo. Eu tive sucesso na bolsa, tinha um TS robusto, um bom gerenciador de risco e psicologico apto para operar em qualquer tipo de mercado, só que eu comecei a perder dinheiro e eu não entendia que mesmo ganhando eu continuava infeliz. Demorou muito tempo para entender que o fix me ferrou, que foi o tedio que me fez começar a perder dinheiro. Eu estou tentando voltar para a area que eu fiquei fora por 5 anos, mas não está sendo facil. Hoje estou tentando diversificar o meu fix.

    Reply
  3. André 2 de abril de 2014at8:57

    Muito bom o texto. Tu entende do que fala… Parabéns

    Reply
  4. Carlos Andrade 2 de abril de 2014at9:10

    Sabendo que uma criança está juntando dinheiro para comprar sua bicicleta tão sonhada, idolatrada, salve e salve! E que ela está lendo suas histórias no seu gibi favorito e vendo como seus personagens estão vivendo cada um com suas bicicletas de fibra de carbono, com todas as peças importadas feitas por engenheiros alemães (carinha essa bike, não!?). O que essa criança deve esperar de si mesmo quando comprar a tão sonhada bicicleta salve salve!? Como ela vai conseguir abaixar o banco para ajustar a altura para que seus pés alcancem os pedais?

    Reply
  5. Guilherme César Silva Rodrigues 2 de abril de 2014at9:49

    Excelente texto!! Parabéns e muito obrigado pela dica.

    Reply
  6. Ricardo 2 de abril de 2014at9:56

    Ótimo texto. Parabéns.

    Reply
  7. Fernando 2 de abril de 2014at10:10

    Hugo, parabens muito interessante este post, eu estou longe de chegar la ainda, porem ja andei pensando nisso, o que fazer depois…. mais creio que para muitos iguais a mim, que estão iniciando nesta luta o objetivo é chegar neste patamar e depois creio que cada um ira buscar o seu fix, pois só o fato de estarmos tentando algo diferente hoje, como ” viver da bolsa “, ja indica que, como voce, não iremos nos sentir realizados com algo nos incomodando e sempre iremos buscar algo novo, muito obrigado por mais estas dicas, para mim tudo que li em seu blog e e-mails…. foram de grande utilidade…. Abraços,

    Reply
  8. Jorge 2 de abril de 2014at10:10

    Parabéns, pois enxergou fora do aquario

    Reply
  9. Thiago Canuto 2 de abril de 2014at10:32

    Muito bom post Hugo. Da mesma maneira que a escuridão não é em sí somente escuro, preto, mas a ausência de luz, uma pessoa que se suicida neste casos também se encontra nesta situação, sem a luz e presença, e temor de D’us em sua vida. É que fatalmente a pessoa que só pensa em dinheiro, o exalta, o idolatra e não pensa em D’us e na família, com certeza poderá acontecer uma estratégia, quando for tarde demais. O dinheiro, a riqueza não é tudo, e não deve ser encarado como objetivo, pois o homem tem a tendenciosidade de jamais se conformar com o suficiente do que já tem. Riqueza e prosperidade é consequência da comunhão com D’us, ou não, dependendo de Sua vontade. Mas prosperidade é dom de D’us.

    Reply
  10. Thiago Canuto 2 de abril de 2014at10:47

    É claro que qualquer pessoa pode ficar rica com o suor de seu rosto, com trabalho duro, mas este é um mandamento e principio de se prosperar. Não é ganhar nada fácil. Quando se tem um obstáculo, não devemos jamais murmurar, e sim se elevar e agradecer o Eterno pelo obstáculo, pois com isso poderá conseguir superar para ter a capacidade para ir cada vez mais além. Infelizmente, fatalmente este trader teve um final ruim, sem forças para se reerguer, possivelmente porque não tinha uma motivação, um objetivo mais elevado que é D’us e sua família. Para mim foi uma tragédia planejada, algo que não desejo para ninguém, jamais.

    Reply
  11. visotakyju 2 de abril de 2014at11:38

    Posso compartilhar no facebook (com os devidos créditos e referências)?

    Reply
  12. Heitor 2 de abril de 2014at11:49

    Ola Hugo, parabéns pelo texto!! Muito bom retornar e trazer esses textos simples e objetivo.

    Reply
  13. Wallace 2 de abril de 2014at12:24

    Simplesmente fantástico Hugo! Um texto pra se reler de tempos em tempos, sem dúvida!

    Reply
  14. Aerson 2 de abril de 2014at12:46

    Grande Hugo
    Mais um texto nada menos que fenomenal! Apesar do grande número de loas acima, quis deixar meu comentário ainda que somente para incentivar esse seu “fix” de escrever bons textos.
    Parabéns por abrir caminhos.

    Reply
  15. Marco Antônio 2 de abril de 2014at12:53

    Parabéns Hugo! Ótimo texto e bem humorado como sempre, abordando algo que nunca é falado, até por que, mesmo um day trader de sucesso não irá fazer tantas operações em um dia, e ficar olhando para um gráfico em um dia que ele não lhe diz nada pode ser perigosamente entediante!

    Reply
  16. Francisco Souza 2 de abril de 2014at13:08

    Muito bom Hugo! Embora o assunto seja trader, o texto fala da vida. Parabens!

    Reply
  17. Eugênio 2 de abril de 2014at13:14

    Parabéns!Concordo quanto a satisfação material e profissional.

    Reply
  18. Henrique 2 de abril de 2014at13:52

    Mudou muito a maneira de como eu via o fato de “ter muito tempo livre” e como encarar a vida! Ótima postagem, o jeito como você escreve o seus textos é incrível (: da até prazer na leitura rs.

    Reply
  19. Luiz Cláudio Braga 2 de abril de 2014at14:05

    Perfeito! Depois de 10 anos na área, abandonei o mercado por me sentir um peixe fora d’água no meio de tantos “traders desocupados” que buscavam seus ‘fixes’ nas drogas, álcool, prostituição… Conheci alguns “Livermore’s”… Dei uma repaginada, me reinventei, segui outra profissão, mas o ‘bichinho do mercado’ não me abandonou. Agora, mais maduro, estou tentando voltar, reaprender, recomeçar. Seus posts têm sido ótima ajuda e grande inspiração. Parabéns!

    Reply
  20. Andre 2 de abril de 2014at16:15

    Hugo, sinceramente eu desejo ter essa oportunidade na bolsa para que eu possa ter tempo livre para fazer meus desenhos em história em quadrinhos. Infantil? Sim, desde garoto não me sobra tempo para me dedicar a isso… tudo em nome de emprego-salário-servir.os.outros-emprego-salário-servir.os.outros!!!!!!

    Reply
    1. Raphael Lima 29 de março de 2017at23:21

      Sei bem como é isso. Quero ganhar dinheiro na bolsa não pra eu deixar de trabalhar, mas sim pra eu escolher no que trabalhar. E não ser um escravo da minha renda(baixíssima por sinal). Nós temos a necessidade de nos ocupar, senão o tédio toma conta mas se ocupar nem sempre é ter um emprego.

      Reply
  21. Ricardo 2 de abril de 2014at17:55

    Mais um ótimo texto Hugo, essas horas bate uma saudade da época que posts todo dia. E só uma sugestão, que tal um fix de escritor de romances voltados ao mundo do trading ? =D

    Grande abraço e obrigado.

    Reply
  22. Guilherme 2 de abril de 2014at22:12

    “Quiero papas y coca”? kkkkkkkkk

    Cara, que artigo fantástico… nunca tinha parado pra pensar com seriedade nesse outro lado do trading

    Preciso repensar muitas coisas agora haha

    abraço Hugo

    Reply
  23. Ricardo Costa 3 de abril de 2014at9:06

    Uhuu, ótima visão! Acho essa “ambição” muito produtiva e válida!
    Vamos criar impérios! 😉

    Reply
  24. Raul Carrilho 3 de abril de 2014at10:33

    Com certeza um dos melhores texto! Hugo.

    Reply
  25. Jean 3 de abril de 2014at16:06

    Sensacional, quase suei pelos olhos.

    Reply
  26. marcelo lima 4 de abril de 2014at4:37

    gosto dos seus posts.sempre enigmatico e esclarecedor

    Reply
  27. Stênio 4 de abril de 2014at9:04

    Esse texto para mim mostra mais uma vez que o dinheiro por si só não traz felicidade. Vejo pessoas tão preocupadas em satisfazer seu próprio ego e preocupadas com seu umbigo. Se o “cara” atingiu o sucesso profissional e financeiro seja pela bolsa ou outro trabalho porque não se propõe a ajudar as pessoas necessitadas? Vê as pessoas sofrendo com total indiferença. É por isso que o mundo vai de mal a pior. Outra coisa, quem tem tudo sem Deus não tem nada e quem não tem nada com Deus tem tudo. Os que ficam com a mente vazia e não buscam a Deus sua mente fica aberta para o diabo e seus anjos malignos e acaba dando em tragédia mesmo. Se estivesse indo a uma igreja séria e em oração sua família estaria unidade e viveria muito mais feliz. Os “caras” só tem vícios na vida: prostituição com mulheres; bebidas; drogas; amam seus carros e trabalho como se fosse gente; orgulho de si exacerbado; exploração de funcionários sem dó para ficar cada vez mais ricos. Depois isso tudo acaba em suicídio mesmo ou em infelicidade na vida. Só que isso é o de menos, pois o pior vem depois que é o inferno. Ele, o inferno, é muiiiiito real e grande parte das pessoas bem sucedidas financeiramente ignoram isso. Mas o destino das pessoas que ignoram a Jesus durante a vida e praticam iniquidades aqui na Terra é ser lançado no inferno onde há pranto e ranger de dentes. Gente isso é a pura verdade!! Procurem no YouTube por pessoas que foram levadas ao inferno e voltaram para contar o que viram. Teve cientistas na Rússia que gravaram o som do inferno durante uma escavação! Um alerta muiiito sérioooo! Mude sua vida antes que seja tarde de mais. Aceite JESUS como seu salvador e ame a Deus com todo o seu coração. Ame o seu próximo como a si mesmo. Deixe o pecado de lado e pratique boas obras. Estude a Bíblia sagrada! Você já estudou a Bíblia em oração? Não ame objetos ou empregos pois tudo isso é passageiro. Sirva a Deus com todo o seu coração pois o galardão está no céu. Feliz é aquele que ouve a palavra de Deus e a segue.

    Reply
  28. Jorge Amancio da Luz 4 de abril de 2014at16:20

    Bem aventurado é o varão que não anda segundo os conselhos dos IMPIOS.

    Reply
  29. robson firmino cavalcante 5 de abril de 2014at2:03

    Hugo “Garanto que vou explodir a cabeça de muita gente que ler meus dois novos posts” Teixeira

    sim,
    excelente,
    esse primeiro já cumpriu
    o que você prometeu acima,
    hehehe,
    muito obrigado,

    quando citou o richard branson,
    me lembrei de casos semelhantes,
    como o elon musk,
    um dos criadores do pay-pal
    e hoje dono da tesla,

    que entre os seus novos “fix”
    tem a space x,
    empresa que entre outras coisas,
    hehehe,
    faz foguetes que vão ao espaço,
    e depois voltam
    e “estacionam” como carros,
    sem perder no mar,
    na reentrada,
    todo aquele dinheiro e tempo etc,
    gasto naquele equipamento…

    ou então o hiperloop,
    genial novo projeto pra ajudar
    na melhoria dos nossos transportes,
    entre outras “ambições” criativas,
    que podem e irão impactar nossas vidas,

    nessa lista de gente assim,
    sempre bolando novos e geniais “fixes”
    temos o pessoal do google,
    onde o google que de início era só um buscador,
    hoje é só uma “desculpa”
    pros caras seguirem inovando,
    e tentando também impactar nossas vidas,
    com óculos,
    carros que dirigem sozinho,
    internet por balões e tudo o mais…
    viva larry page e sergei brin!!!

    essa lista do bem é vasta,
    passando por bil gates,
    entre outros,
    que gastou muito dos seus últimos anos,
    com a chamada caridade produtiva,
    em locais que realmente
    precisam de mudanças no mundo,
    já que por lá não existe nem o mais básico
    daquilo que desperdiçamos todos os dias

    entre outros que souberam
    ou precisaram se reinventar,
    criando pra si novos “fixes”…

    lembro de conversar sobre esse assunto contigo,
    meu caro hugo,
    assunto que virou seu post,
    num e-mail já há algum tempo
    e na ocasião eu lhe citei
    o caso do ex-vocalista do van hallen,
    david lee roth,

    que depois de aproveitar
    tudo o que a vida
    e o dinheiro de roqueiro
    poderiam lhe proporcionar,
    estudou medicina na calada,
    e foi encontrado como médico voluntário,
    num hospital qualquer pelo mundo,
    ou algo assim…

    mas enfim…

    valeu pela lembrança
    de termos sempre um fix
    ou vários “fixes”
    em nossas vidas…

    grande abraço…

    robson firmino cavalcante

    Reply
  30. Marcelo 5 de abril de 2014at12:20

    Hugo, PARABÉNS !!!
    Voltou em grande estilo.
    Concordo que após alcançarmos um objetivo devemos continuar olhando a frente !
    Assim caminha a humanidade !!!! Caso contrário ainda estaríamos “curtindo” a fogueira no fim do dia, descoberta na pré-história …
    Abraços

    Reply
  31. WIlson 6 de abril de 2014at8:04

    Alguém pensou em transformar seu “fix” em um trabalho voluntário?

    Reply
  32. Lara 6 de abril de 2014at16:08

    Adoro seus posts..nem preciso dizer né ;).

    Reply
  33. Bruno 7 de abril de 2014at1:32

    Muito bom o texto !

    Reply
  34. André Giovanni 17 de abril de 2014at1:00

    O melhor post que eu li sobre a atitude perante o mercado e a vida! Parabéns, Hugo!

    Reply
  35. Marcelo 21 de abril de 2014at3:33

    Genial, Hugo! Já havia pensado um pouco sobre estas questões, embora ainda esteja longe de alcançar esta independência. A perspicácia, inteligência e sensibilidade de seus textos desmistificam a idéia preconceituosamente (e invejosamente) levantada por alguns de que o trader de sucesso seja um vagabundo preguiçoso. Um vagabundo estudioso, no mínimo… Rs…

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    1. Hugo Teixeira 23 de abril de 2014at19:39

      Definitivamente um estudioso, já o que você mais acaba fazendo é ler.

      Porém, só coisas práticas para aprender ou biografias para inspirar, nada de histórias sem objetivo ou que não fazem com que você entre num clima de “yeah nóis, bora abrir empresas e talz”, ou seja, não adianta ler Crepúsculo. 😀

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  36. Lucas 3 de maio de 2014at19:37

    Eae Hugo eu vi seu post de uns anos atrás aquele de “Como se tornar um Corretor da Bolsa de Valores?”, e eu me interessei pela profissão, eu queria saber qual curso e bom voce fazer pra ir se aperfeiçoando para profissão ou simplesmente apenas se preparar para prova da ANCORD ?

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    1. Hugo Teixeira 9 de maio de 2014at16:33

      Olha, eu não sei dizer porque quando fiz a prova só tinha estudado uma apostila em PDF que circulava na época (2008). Muita gente preferia fazer o curso da ANCORD mas por questão de disponibilidade ficava com a apostila. Sugiro que olhe “apostila ancord” no google, tem várias, e dê uma olhada. Se não gostar, procure um curso.

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  37. Brown 10 de janeiro de 2015at11:56

    Muito interessante esse ponto de vista. Ainda nao cheguei aí, maas vou ficar atento.
    Obrigado.

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    1. Hugo Teixeira 16 de janeiro de 2015at23:40

      Fique mesmo, porque chegar no final do arco íris e não saber o que fazer é… estranho…

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  38. leandro girotto 17 de março de 2015at22:00

    Seus textos sao muito bons cara ,estou com um projeto interessante e inovador gostaria de te-lo no meu time de traders ,seu ponto de vista demostra que vc é uma pessoa idônea e honesta,se houver interesse me envie um email para maiores informações, [email protected]

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  39. Giana 12 de setembro de 2015at13:01

    Parabéns. Excelente texto.

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  40. Carolina 16 de janeiro de 2016at10:56

    Livemore um idiota????Va pro inferno seu traderzinho imbecil.

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  41. Fábio 18 de janeiro de 2016at17:02

    Excelente texto!

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  42. Thiago 20 de janeiro de 2016at15:52

    Excelente texto, como sempre!

    Na ansiedade por novos posts.

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  43. ALLAN DE SA 20 de janeiro de 2016at17:52

    Parabéns Hugo. Muito bom !

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  44. E 31 de julho de 2016at11:30

    Demais de bom. Como sempre Hugo e seus ótimos posts! Esse comentário tá bem atrasado né, hahhaha já li esse há tanto tempo…hahahha
    Abs Hugo!!!

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  45. Raquel Frizo 17 de novembro de 2016at10:18

    Otimo post, com um bom conteudo.

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  46. r 1 de março de 2017at13:05

    Haha, muito bom o post! O lado “negro” da bolsa me motivou mais do que a maioria dos posts restantes sobre o assunto! Estou tentando achar alguma forma de conseguir justamente esse “excesso” de tempo livre, seria certamente um sonho (pra mim)!

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  47. E 20 de março de 2017at8:29

    Depois de ler algumas vezes esse texto, meio que tinha esquecido da importancia dele…mas li agora de novo e que texto Hugo, muito encorajador apesar do tom realista! É olhar pro alto e sonhar que nos impulsionamos rumo aos nossos sonhos!!!

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  48. Eduardo 22 de maio de 2017at9:03

    No alto dos meus 57 anos, realizado profissionalmente e com exito nos empreendimentos que tive, posso te dizer (por mim) que não há problema algum em viver de trade e ter todo o tempo livre que eu quiser. Com a questão financeira consolidada, meu melhor “fix” é programar as coisas que quero fazer nos próximos dias, semanas, meses, anos! Jamais fico apertando F5 no Uol e/ou criando stress para mascarar algum tédio e/ou frustração profissional devido a um “fix” insuficiente.Hoje cuido (melhor) de minha saúde física, espiritual e social. Bom texto mas não se encaixa para mim.

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    1. Hugo Teixeira 23 de maio de 2017at19:44

      Sim, mas o que você faz o dia todo exatamente? Afinal, é bastante tempo livre…

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  49. Walter 9 de junho de 2017at2:02

    Este texto não é só pra traders! é pra vida!

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