Um investidor moderado é aquele que deveria ser o tipo mais comum entre os investidores.
Ele não é nem tão doido (ou experiente) como um investidor agressivo e ao mesmo tempo, não tem medo de tudo como um investidor conservador.
Ou seja, se no mundo dos investimentos a moderação é necessária, o investidor moderado consegue o melhor dos dois mundos: retornos altos, mas não tão altos assim e segurança para investir, mas não em excesso.
Agora, para investir dessa maneira é preciso ter consciência de que nenhum investimento deve ser tratado sem atenção.
Ou seja, por mais que um fundo de ações pareça ser seguro, ainda sim é preciso estudá-lo. Afinal, só porque “parece ser seguro”, não significa que coisas ruins não podem acontecer com ele.
De modo geral, a minha recomendação é investir seguindo a regra do 50/50.
Ou seja, 50% do seu dinheiro deve ser aplicado em investimentos previsíveis como os de renda fixa e 50% em ações, fundos de ações, fundos de índice, ETF’s e por aí vai.
Nos investimentos previsíveis e teoricamente, seguros, você pode dividir bastante esses 50%.
Eu gosto de deixar 20% em LTNs do Tesouro Direto e 20% em NTNBs (“Principal” é melhor porque no longo prazo rende mais), também do Tesouro Direto. E os outros 10%, como sempre, na poupança.
Como vimos anteriormente, a poupança tem a função de servir como colchão de segurança, apenas porque você pode proteger o seu dinheiro da inflação e caso você precise dele imediatamente, é só ir pegar num banco. Fácil e rápido. Perfeito para quando o inesperado acontece.
Do outro lado, os restantes 50% devem ficar na renda variável.
Tente investir 30% em um fundo de ações ou num ETF como o PIBB11, SMAL11 (meu preferido), BOVA11 e etc. Deixe os outros 20% em ações individuais.
Lembre-se que caso esses 20% representarem um pouco menos de 10 mil do seu capital, tente não comprar mais do que 3 ações diferentes. Quanto menos dinheiro, menos ações.
No final do processo, o investidor moderado terá 20% em LTNs, 20% em NTNBs, 10% na poupança, 30% num fundo de ações e para terminar, 20% em ações de empresas com bons fundamentos escolhidas a dedo.
Uma carteira segura e rentável.
Perfeita, assim como um bom vinho francês. 🙂
Muito bom o seu post Hugo, mas tenho uma duvida
Como uma pessoa que começa com pouco capital, entre 100 e 200 reais por mês poderia fazer esta divisão ?
Não acho que conseguiria, você tem alguma ideia ?
Abraço !!!!
Oi Adriano,
Nesses casos específicos não é possível fazer nada além de aplicar num mês aqui e no outro mês ali. No caso, a divisão não seria feita “on the fly” e sim, de mês em mês.
É lento mas pelo menos dá para diversificar legal com algum tempo. 😉
Abraço,
Hugo
Oi Hugo!
Sempre escuto falar dos títulos públicos e também já li bastante a respeito, mas tenho uma reserva a tudo que se refere, ou que de certa maneira, depende do poder público.
Existe uma diferença muito grande de rentabilidade entre os tídulos da dívida pública, CDB/CDI, e fundos com rentabilidade de até 110% do CDI?
Abraço!
Oi Anderson,
Sendo um libertário de carteirinha (mentira, eu não tenho carteirinha), também prefiro manter o máximo possível de distância de coisas controladas pelo estado.
Mas os investimentos que você citou são farinha do mesmo saco, as rentabilidades são todas ok e só tendem a piorar com a queda dos juros. É claro que existe uma margem de rentabilidade, alguns são piores e outros são melhores… mas no geral, a diferença não é muita.
Lembrando que esse “moderado” é de acordo com o padrão da sociedade, já que para traders normais, o “arrojado” já seria conservador demais. 😛
Abraço,
Hugo