3 Razões Para Vender Ações à Descoberto

Sabemos que as ações caem e sobem o tempo todo e esse vai e volta se mantém por uma boa parte do tempo.

Porém, às vezes o mercado apenas sobe ou apenas desce.

Um exemplo recente de “apenas sobe” pode ser encontrado durante a metade da década passada quando todas ações subiram como foguetes até pouco antes da crise de 2008, momento no qual elas “apenas caíram”.

Agora, a maioria dos investidores só compram e vendem ações da maneira tradicional, isto é: se a ação se valorizar, eles ganham, se ela se desvalorizar, eles perdem.

Só que que existe uma outra alternativa, mais exótica, perigosa e rentável: as vendas à descoberto.

Uma “operação vendida” consiste em pegar emprestado hoje ações caras demais e vendê-las imediatamente. Se os preços caírem, você as recompra depois por um preço menor, as devolve para o dono original e fica com o dinheiro da diferença.

Mas para quê pensar nessas operações? Apenas porque você…

3 – Ganha Dinheiro Com a Queda

O mercado tem três movimentos, o lateral, o de subida e o de descida.

É muito difícil fazer dinheiro quando o mercado está parado sem ir para lugar algum. Quando todas as ações sobem, dá para fazer dinheiro.

Logo, dos 3 movimentos, quem apenas compra e vende normalmente, só pode se aproveitar de 1/3 dos movimentos do mercado.

Mas aqueles que operam na ponta vendedora podem aproveitar 2/3 dos movimentos. Isso significa que eles podem dobrar os seus lucros já que as oportunidades também dobram.

Tudo bem que essas oportunidades estão nas perdas dos outros investidores mas como já diziam os grandes sábios do mercado: “dinheiro é dinheiro e a bolsa de valores não é lugar para caridade.”

2 – Lucra Mais em Menos Tempo

Um mercado lateral é famoso por ficar parado como se estivesse dormindo.

O mercado altista costuma subir aos poucos e no final do movimento, dá uma avançada rápida e então tudo acaba.

Mas em um mercado baixista, as pessoas ficam desesperadas e por isso vendem suas ações como se estivessem fugindo da forca.

Todo esse desespero faz com que as ações se desvalorizem muito mais rapidamente do que elas se valorizaram anteriormente.

Duvida?

Então apenas dê uma olhada num gráfico do índice IBOVESPA. Preste atenção em 2008 e nos anos anteriores. Notou como os números sobem devagar mas caem de uma vez?

Então entenda que dá para fazer dinheiro mais rápido num mercado baixista do que num altista, o que é fantástico para quem opera vendido.

1 – Protege os Seus Investimentos

Quem vende à descoberto pode fazer operações de arbitragem, também conhecidas como “hedge”.

Por exemplo, você sabe que existe a PETR4 e a PETR3, duas ações da Petrobras que se movimentam de forma muito parecida. Agora imagine que por algum motivo a PETR3 está muito mais cara do que costumava estar.

Se existe uma diferença estranha entre as ações, você pode vender à descoberto as da PETR3 esperando que elas voltem a acompanhar a PETR4 ou pode comprar ações da PETR4 se achar que ela que irá subir e acompanhar a PETR3.

Logo, se X acontecer, você ganha dinheiro e se Y acontecer, você também ganha dinheiro.

Essas foram as minhas 3 razões pelas quais você deveria vender ações à descoberto, você pode ganhar em mais movimentos, com mais rapidez e ainda, poderá fazer hedge em seus investimentos.

Além disso, nenhum trader ou investidor completa a sua educação até o momento em que aprende a operar vendido.

Tradução: é arriscado demais para iniciantes. Logo, se você mal sabe o que é a bolsa de valores, fique longe dessas operações!

Mas quem sabe no futuro… 😉



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7 Comentários 3 Razões Para Vender Ações à Descoberto

  1. Ardoise

    Sei que o post é antigo, (não sei se o sistema te avisa de novos comentários), mas lá vai: você opera vendido?

    Pergunto isso pois, apesar de não ter precisado, vejo que não há diferenças (do ponto de vista técnico) além das taxas a mais do aluguel. Certos papéis são mais direcionais que outros (tanto na subida quanto na descida), e quando uma ação direcional entra numa tendência de baixa, acredito que seja mais válido operá-la vendido do que partir pra um papel mais “bagunçado” e operar comprado.

    Venda a descoberto é válida como um plano B, ou seria mais vantajoso utilizá-la sempre? (quando o papel estivesse em queda livre, lógico)

    Abraços!

    Responder
    1. Hugo

      Oi Ardoise,

      Sim, o sistema avisa. 🙂

      E não, eu não descubro ações.

      Descobrir é muito melhor em mercados como o de futuros ou o de moedas, mas nas ações e no prazo que eu gosto, é praticamente impossível encontrar um edge decente que não funcione apenas com elementos altamente discricionários. Além disso, quando o mercado está em baixa, meu sistema simplesmente não gera sinal nenhum e eu fico 100% líquido, logo, tendência de baixa = tendência de status quo. Final de 2008 eu fiquei sem fazer nada por meses.

      Por isso como plano B vai sim, com certeza, mas funciona muito melhor com elementos discricionários e também, fundamentalistas, que não deixam de ser +- discricionários. Mas usar para sempre? Só se você encontrar um edge num estilo de trade que você gosta.

      Abraço,

      Hugo

      Responder
      1. Ardoise

        Valeu, Hugo!

        Estou inclinado a partir para o gráfico diário em SmallCaps. Pra dizer a verdade, quando comecei a estudar o mercado anos atrás, iniciei pelas Small mesmo, só que é aquilo, as tendências eram muito esporádicas, e eu (acho que a maioria das pessoas, né..) ficava com medo de os papéis simplesmente pararem de gerar movimentos direcionais, e entrar numa maré de perdas consecutivas por anos… Daí acabei, mesmo que relutante, caindo no swing trade no intraday, que apesar de ser um caos, gera retornos consistentes, porém pífios. De novembro pra cá a casa caiu e deu 1 % a.m. depois de todas as taxas e imposto de renda, lol. Quase melhor jogar na renda fixa. Uma das poucas vantagens é que nunca vira um mês no negativo.

        Andei “pescando” seus métodos de operação e vi que você usa os papéis do índice Small da Bovespa. Ainda me lembro que li no SernhorMercado (mais ou menos em 2010) você dizer em algum lugar que “ficava mais nas blue-chips” e operava no diário… Quebrei bastante a cabeça tentando imaginar como você ganhava dinheiro nesse tempo gráfico nessas empresas grandes. Tá certo que em 2009 todo mundo ganhou.

        Voltando pra Small, li num post aqui no blog você dizendo que filtra as com pouca liquidez e opera o “resto”. Sei que tem as regras básicas de suporte/resistência pra entrar, etc, mas vejo que grande parte desses papéis tem movimentos muito ruins, que definitivamente não dá pra operar (falo de gráficos diários, vale lembrar). Certamente você faz uma escolha de “portifólio” nesses papéis, se baseando no histórico de direção nos gráficos, certo? Porque tem uns ali, que mesmo bem fundamentados (estão no índice!) e com boa liquidez, se o cara tentar operar no diário é tragédia na certa.

        Psicologia, disciplina, etc, e todos esses adjetivos que certos livros insistem em dizer que é 90% do trading, pra mim é o mais fácil, e teimam em dizer que é o mais difícil. A minha maior dificuldade está na escolha dos ativos pra operar, ninguém aborda isso! Ensinam position size, psicologia e análise técnica, as 3 partes mais mecânicas e fáceis de implementar. Selecionar ativos, pelo menos pra mim, ainda é algo subjetivo. Dê uma luz aí! É claro que dando uma vasculhada visual encontro vários que dá pra dizer que são bons de operar, mas não sei se esse é o método mais efetivo de fazer (todos do índice).

        Daí o porquê questionei sobre operar vendido, alguns se direcionam bem nas duas pontas.

        Obrigado pela atenção!
        Abraço!

        *terminando How to Trade in Stocks pela décima vez*

        Responder
        1. Hugo

          Eu sempre fiquei nos diários, mas antigamente eu quase só me importava com blue chips porque ainda tinha um certo preconceito contra as small caps. Meu sistema porém, era bem parecido, entradas iguais, só que com blue chips os stops eram bem mais largos. A rentabilidade era uns 60% das smalls e a liquidez era bem maior. Mas prefiro 100% com liquidez ok que eu saio ganhando mais.

          Sim, algumas tem movimentos toscos, só que tem várias smalls e muitas rompem no mesmo dia ou muito perto, aí se tem um papel com um movimento estranho e um histórico de falsos movimentos ou movimentos curtos demais, eu dou preferência pra outro papel. Gosto mesmo é de comprar rompimentos de máximas históricas, tipo novo recorde ever ou então em muito tempo, e não qualquer rompimento. Mas a seleção é meio no olhômetro mesmo.

          Só que tem isso: meus testes foram feitos com todos os ativos do índice, mesmo os com movimentos toscos. Já meus trades são mais feitos com ações small caps mesmo. A dica é olhar o gráfico e a liquidez: se o papel for famoso demais, tiver uma liquidez alta demais para uma small cap e o gráfico dela gritar “talvez eu não deveria estar nesse índice”, a probabilidade é que ela tenha um histórico de movimentos pouco aproveitáveis.

          Mas novamente, é meio no olhômetro. :S

          Abraço,

          Hugo

          Ps: você pode tentar usar o CAN SLIM também. Quando eu tenho dois papéis com histórico legal que vão romper e eu só tenho como escolher um, eu considero os fundamentos.

          Responder
  2. Ardoise

    Valeu, mestre!

    Era mais ou menos isso que eu estava fazendo mesmo… “Backtest” visual. Dá pra selecionar bem os ativos. Alguns com um peso maior na carteira do índice tendem a parecer mais com MidCaps. É notável que quando uma empresa começa a crescer demais, os movimentos no gráfico começam a ficar emporcalhados. Acho que parte do “segredo” é acompanhar o crescimento e movimento de empresas menores, que no futuro podem vir a ocupar o lugar das que hoje são “operáveis”, mantendo a velha máxima do tio Jesse que o mercado nunca muda, sempre vamos ter papéis agitados, papéis direcionais, papéis sem liquidez, etc.

    Também percebi essa de vários darem entrada ao mesmo tempo, inclusive tem alguns de setores diferentes que fizeram um movimento tipo XEROX ano passado, certamente algum fundo, instituição, holding ou sei-lá-o-que entrando/saindo em mais de um ativo ao mesmo tempo.

    Achei um livro do Larry Williams de 1986 chamado “The Secrets of Selecting Stocks”, vou dar uma lida, de repente tem alguma coisa relevante.

    Valeu!
    Abraço!

    Responder
  3. Ardoise

    “Every stock is like a human being: it has a personality, a distinctive personality. Aggressive, reserved, hyper, high-strung, volatile, boring, direct, logical, predictable, unpredictable. I often studied stocks like I would study people; after a while their reactions to certain circumstances become more predictable.” – Jesse Livermore

    RÁ! Stock-picking!
    Rodei, rodei, e back to the basics!
    O tio tem resposta pra tudo mesmo…

    Responder

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