Caro leitor,
Hoje eu vou falar de uma diferença crucial entre a melhor estratégia para operar ações e a melhor estratégia para investir em fundos imobiliários.
Isto é:
Se você me acompanha a algum tempo, então você sabe que, quando o assunto é ações…
Eu sou contra a estratégia de “comprar barato e vender caro”.
Uma Receita Para o Fracasso
Isso porque é simplesmente difícil demais definir quando uma ação está em um pico de preço ou num ponto baixo.
Na verdade, “vender quando a ação está cara” é uma verdadeira receita para você pular fora cedo demais das ações que simplesmente explodem, gerando retornos excepcionais.
E “comprar quando a ação está barata” é um ótimo jeito de comprar ações que ainda vão cair por um boooom tempo antes de subirem.
Assim, no caso das ações é muito melhor seguir a máxima do Trend Following:
Comprar quando elas estão subindo e vender quando elas estão caindo.
Isso é o que eu sempre disse.
E é o que eu estou reforçando agora.
No entanto, apesar disso, eu também preciso deixar uma coisa clara:
Isso vale apenas para certos ativos (sendo que um deles são as ações).
No entanto, isso não vale para TODOS os ativos.
Pois no caso de um ativo como um fundo imobiliário, daí você DEFENITIVAMENTE deveria comprar quando o FII está barato e vendê-lo quando está caro.
“Heim?”, você pergunta. “Mas como assim? Por que a diferença?”
E a resposta é muito simples…
Volatilidade
O fato é que ações são MUITO mais voláteis que FII’s.
Muito mais imprevisíveis.
Os movimentos de preço das ações constantemente quebram expectativas e surpreendem, tanto no caso dos movimentos de alta como no caso dos movimentos de baixa.
Isso, é claro, tem a ver com o fato de que as empresas em si existem num “campo de batalha” muito mais instável.
Onde tanto as punições como os prêmios são bem maiores.
Isto é: mesmo uma boa empresa pode subitamente sofrer revezes que limitam para sempre seu potencial ou até a destroem de vez.
Ao mesmo tempo, empresas também podem crescer quase sem limites.
De modo que uma empresa que hoje ocupa um só escritório pode muito bem virar um conglomerado multinacional no futuro, com sedes em vários países.
Agora, no caso dos FII’s…
A História é Bem Diferente
Para começo de conversa, FII’s possuem modelos de negócios que são bem mais seguros e previsíveis do que empresas.
Ou seja: a chance de um grande FII sofrer um revés e quebrar é infinitamente menor que uma empresa.
No entanto, ao mesmo tempo que FII’s correm riscos bem menores, o potencial de crescimento deles também é bem menor.
Afinal, eles são obrigados por lei a distribuir 95% dos lucros para os cotistas.
Ou seja: não sobra muito dinheiro para o FII reinvestir.
De modo que, a não ser que seus imóveis se valorizem fortemente, na maioria do tempo ele simplesmente NÃO cresce.
E só é capaz de se expandir através de novas emissões de cotas, em processos que são bem demorados pois exigem muito cuidado e negociação.
Ou seja, em outras palavras:
Se o preço de um FII cai demais, é muito provável que ele vai subir.
E, da mesma forma, se o preço das cotas de um FII sobe demais, é muito provável que ele vai cair.
E o melhor! Em FII’s é absurdamente mais fácil saber se o ativo está caindo porque é ruim ou porque apenas está ficando barato.
E é por isso que comprar barato e vender caro é sim uma boa estratégia no caso dos FII’s.
Atenciosamente,
Hugo Teixeira