Caro leitor,
A biblioteca pública Brooks Memorial Library tinha um curioso visitante recorrente.
Era um calado senhor de mais de 80 anos, que tinha aspecto afável que se vestia muito, muito mal.
Tão mal que ele chegava a parecer um morador de rua.
Algumas pessoas até sentiam pena dele e se ofereciam para lhe pagar café e salgados, o que ele recusava gentilmente.
Além disso, o senhor amava ler.
Ele aparecia na biblioteca com muita frequência e passava horas e mais horas lendo.
E passou anos fazendo isso… até que em 06 de fevereiro de 2014 ele faleceu.
Então, alguns dias depois do funeral, o diretor da biblioteca recebeu um telefonema de uma advogada.
“Estou ligando em nome de Ronald James Read”, disse ela.
“Quem?”
Então a advogada descreveu o sujeito e o diretor se lembrou do tranquilo senhor malvestido que passava tanto tempo lendo.
“Ah, sim. O que tem ele?”
“Ele deixou 1,2 milhões de dólares para a sua biblioteca”
O diretor da biblioteca não conseguia acreditar.
E mais: ele não era o único na mesma curiosa situação.
A algumas quadras dali, na mesma semana, o diretor do Brattleboro Memorial Hospital também recebeu uma ligação da mesma advogada.
“Estou ligando em nome de Ronald James Read”
“Quem?”
Então a advogada descreveu o sujeito, mas o diretor ainda assim não soube de quem ela estava falando.
Como ele deveria se lembrar de um velho qualquer?
“Ele deixou 4,8 milhões de dólares para o hospital”
E o diretor do hospital também ficou chocado.
Tal como o resto da população da cidade, quando a notícia se espalhou pelo jornal.
Logo se descobriu que o senhor era Ronald James Read, nascido em 23 de outubro de 1921.
E ele certamente tinha tido uma vida interessante…
A Inspiradora Vida de Ronald James Read
Nascido em uma família pobre, ele era obrigado a andar 6,4 quilômetros todos os dias para ia à escola.
Mas, mesmo assim, ele não desistiu e se tornou a primeira pessoa de sua família a se formar no ensino médio.
Mais tarde ele se alistou no exército durante a Segunda Guerra mundial e serviu como policial militar na Itália.
Dispensado com honras em 1945, ele voltou para a sua cidade de Brattleboro, Vermont, se casou com o amor de sua visa, Barbara March.
No entanto, apesar da vida completa que Ronald James Read teve, ele definitivamente não parecia alguém que teria muito dinheiro.
Afinal, não só ele se vestia muito mal como ele nunca teve empregos que pagassem muito.
Mais especificamente:
Ao voltar da guerra ele trabalhou por 25 anos como atendente e mecânico num posto de gasolina.
E então passou mais 17 anos como faxineiro numa loja JCPenney.
No entanto, o que as pessoas não sabiam era que Ronald James Read era excepcionalmente disciplinado e estudioso.
Na verdade, a maior parte de todo aquele tempo que ele passou ao longo dos anos na sua biblioteca local era gasto estudando sobre a bolsa de valores.
Graças a esse estudo e a sua disciplina, Ronald James Read foi capaz de investir ações com uma estratégia que eu chamaria de mega-ultra-conservadora, mas eficiente.
A Estratégia De Ronald James Read
Basicamente ele escolhia ações de grandes e consolidadas empresas que pagavam grandes dividendos.
Então pegava esses dividendos e comprava mais ações de grandes empresas consolidadas.
E foi assim que ele lentamente construiu uma pequena fortuna de U$8.000.000,00.
Como você pode imaginar, uma vez descoberta a história de Ronald James Read se alastrou como fogo.
E não é difícil entender o motivo.
Pense nisso:
Esse é um homem que ficou rico com o salário de um atendente de posto de gasolina e depois com o salário de um faxineiro.
E mais: apesar de que Ronald nunca gastava dinheiro com ele mesmo e de fato se vestia mal…
Ele não tinha a mesma atitude com a família, para quem deu uma vida muito confortável, inclusive pagando pela faculdade dos dois enteados.
Ou seja: Ronald James Read realmente foi uma prova de que com disciplina, conhecimento e estratégia qualquer pessoa pode enriquecer sem sacrifícios grandes demais.
E se ele foi capaz de fazer oito milhões trabalhando em empregos tão mal remunerados…
Quanto será que você é capaz de fazer?
Atenciosamente,
Hugo Teixeira