Porque Você Errou ao Subestimar a “Mente Milionária” [Podcast Com Leonardo Rocha]

Olá Terráqueo ou não!

Algumas semanas atrás eu mandei um e-mail!

O tipo do e-mail era do meu tipo preferido, daquele bem polêmico…

😀

Enfim, voltando…

Ele citava a “mente do milionário”, algo que alguns dizem ser vital para o seu sucesso como investidor ou empresário mas outros dizem ser uma bobagem.

No e-mail eu disse que os leitores poderiam me mandar perguntas sobre o assunto porque com elas iria entrevistar um expert nisso, o meu amigo Leonardo Rocha do Quero Investir Agora.

Foi uma chuva torrencial de perguntas!

Eu escolhi as mais interessantes.

Deixei um monte de lado.

Sinto muito.

🙁

Foram perguntas demais!

Era impossível escolher todas elas…

Enfim, entrevistei o cara e foi muito divertido, falamos sobre várias coisas, viajamos nos exemplos, abusamos um pouquinho dos palavrões e das palavras “tu” e “cara” é verdade… mas no final, foi algo muito produtivo.

Confira o resultado abaixo:

(Para download, clique com o botão direito aqui e em “Salvar como…”)

Ah sim, e para variar, você tem várias opções!

Você pode…

  • Ouvir apertando o botão de play;
  • Fazer o download para ouvir depois;
  • Ler a transcrição completa logo abaixo.

Escolha uma delas e divirta-se!

E depois, comente!

Ah é…

Tem os links…

São relevantes à entrevista.

Você os encontra facilmente aí abaixo.

😀

Curso: “Minha Mente Milionária”

Artigo 1: “Como ter uma Mente Milionária com 3 Técnicas Simples”
Artigo 2: “Como fazer o dinheiro correr atrás de você?”
Artigo 3: “6 dicas para Começar a Ficar Rico em 2016”
Artigo 4: “Os 7 Erros Imperdoáveis Para Quem Quer Ficar Rico”

Transcrição

Olá, pessoas, “pessoos” e “pessoes”, para incluir todo mundo no nosso mundo politicamente correto.

Hoje a gente tem um assunto muito interessante, que é um pouco diferente do que eu estou acostumado a dizer, que é sobre a mente milionária. É uma, digamos que é como se fosse um vértice da educação financeira, que gosta de ver as coisas do ponto de vista mais psicológico.

Mas é bem diferente e também é muito polêmico, porque tem muita gente que não acredita, tem gente que acredita, tem gente que tem muita dúvida. Então, é uma daquelas coisas que ainda é muito pouco explorada na área.

E para a gente entender melhor um pouco esse assunto tão polêmico, eu mandei um e-mail para muitos dos leitores perguntando quais são as dúvidas deles. Eu recebi uma enxurrada de respostas e aí eu escolhi as mais perguntadas, as mais interessantes. Infelizmente não tem como colocar todas, porque senão a gente ficaria três horas aqui respondendo perguntas ou até mais.

Enfim, vocês escolheram algumas perguntas, e eu chamei aqui um especialista na área, que é o Leonardo Rocha do “Quero Investir Agora” para esclarecer melhor as coisas para a gente.

E aí, Leonardo, tudo bem?

E aí, Hugo. Tranquilo?

Tudo ótimo, então, vamos direto ao assunto!

O que é a mente milionária? E qual é que é diferença entre a mente de um cara que tem a mente milionária e um cara que tem uma mente pobre, ou de classe média, algo assim.

Certo.

Então, uma das coisas que eu mais recebo perguntas, é que tem gente achando que mente milionária é lei de atração ou coisas do gênero. E geralmente acontece um preconceito, um pré-conceito sobre o assunto, por causa disso, porque às vezes as pessoas não acreditam em lei de atração e acham que está tudo no mesmo saco, quando na verdade não são exatamente a mesma coisa.

Então, na verdade, o que aconteceu? Como eu estava te falando, e a gente conversa às vezes, acontece muitas vezes de as pessoas terem condições técnicas de fazer uma coisa qualquer. Vamos supor que eu ensino à pessoa as mesmas técnicas para investir na bolsa do que para a outra pessoa; só que uma pessoa tem resultado e a outra não tem. Então, se o problema fosse puramente a técnica, tu concorda que isso não aconteceria, certo? Porque é como se fosse uma receita de bolo. Como é que você passa uma receita de bolo para uma pessoa, uma pessoa faz o bolo e a outra não faz? Então, tem alguma coisa por trás disso, que é o que? É o que é que move as pessoas a colocarem em prática a receita do bolo.

Então, é mais ou menos isso que foi o que eu comecei a estudar. Por que é que as pessoas, as duas pessoas que tem a receita, umas têm resultados e as outras não têm? E daí, na medida que a gente começa a aprofundar o estudo, a gente começa a perceber que por exemplo, quando eu faço, eu tomo uma ação, eu tomo uma ação porque eu tenho uma crença a respeito de alguma coisa.

Vamos supor que eu quero emagrecer. Certo? Se eu tiver a crença de que o chocolate, vamos supor assim, vou pegar um exemplo. Eu gosto de pegar exemplos extremos e que não são verdades, só para contextualizar. Então, vamos supor o seguinte, se você acreditar que um chocolate vai fazer o seu braço cair, você concorda que nunca mais vai comer um chocolate? Não é? Agora, se tu pensar que é só um chocolate, não tem problema eu comer todo dia, ou aquilo não é o problema, você vai continuar comendo chocolate, por mais que o teu nutricionista fale, “Cara, corta o chocolate” ou “come menos chocolate”.

Então, na verdade, as ações, elas estão ligadas com crenças. Certo? E nem sempre a gente consegue racionalizar isso. Então, essas crenças atrapalham o nosso subconsciente; assim, a gente acaba fica se auto sabotando muitas vezes sem se dar conta. Então, da mesma forma como você já opera no mercado, deve saber que às vezes o cara vai testar um sistema operacional, aquele sistema dá errado nas primeiras vezes e ele acha que nunca mais vai dar certo, e é uma crença que ele cria e que faz com que ele não opere mais, por exemplo.

As nossas ações estão ligadas com as nossas crenças e também com as prioridades que a gente tem relação àquelas crenças. A diferença que eu diria entre uma mentalidade pobre ou rica são principalmente pelas crenças e a forma como elas veem o mundo, entendeu?

Então já avançando em outro tópico é como se fosse assim, a pessoa rica, ela vê soluções e a pessoa pobre vê problemas. E a gente vê que é muito comum, por isso que geralmente tem muita gente reclamando e reclamando e tem outros vendo soluções e se aproveitando daquelas soluções para resolver os problemas. Até eu estava vendo um podcast de um cara, um cara falando, o dono do Alibaba, o cara ganhava US$ 60 por dia. Como é que hoje ele é bilionário? Alguma coisa ele tem de diferente das outras pessoas.

Eu sei quem é esse chinesinho do Alibaba (Jack Ma). Eu li em algum lugar, eu acho que no UOL, alguma coisa assim, dizendo que ele se candidatou a uma vaga de emprego, eu acho que no McDonald’s, alguma coisa assim e tipo, tinha 20 vagas e 21 candidatos, e ele não conseguiu emprego, alguma coisa assim. É muito estranho.

Sim, então, no momento que a gente começa a estudar isso, a gente começa a perceber que existem alguns padrões, não é à toa que isso acontece, vamos dizer assim. Então respondendo aí à primeira pergunta a diferença ao meu ver de uma mente milionária com uma mente pobre, começando e designando aqui, eu diria principalmente as crenças entendeu? A mente pobre tem crenças que a limitam.

Eu vou dar um exemplo também clássico, assim, achar, geralmente, quando a gente… quem vê novela, o cara que é o malvado na novela é o rico que é o malvado que fode todo mundo. Eu não sei se vai botar na legenda, nos “pi”, no bagulhinho quando fala palavrão… mas eu falo e é bem informal. Geralmente o rico que fode todo mundo e que não está nem aí, e ele é rico. E na verdade isso é uma crença limitante porque pensa o seguinte, quanto o Bill Gates e Warren Buffett já doaram para instituições e já ajudaram milhões de pessoas, entendeu? É um absurdo de grana e isso não é levada em consideração.

Então, as pessoas ficam com a falsa que de que a pessoa rica é uma pessoa malvada e que faz mal por que? Porque as novelas mostram isso, enfim, quando na verdade tem pessoa malvada que é rica e tem pessoas malvadas que são pobres também, entendeu? São as crenças limitantes.

Mas essa crença limitante especificamente, você não acha que ela é mais restrita sei lá à América Latina? Porque, que eu saiba, não existe preconceito contra a ser rico assim nos Estados Unidos ou alguma coisa assim. Mas no Brasil, realmente você vê muita gente, é aquilo que você falou da novela, o cara rico é o cara vilão. Ele vai destruir todo mundo e foda-se, que ele não se importa. Então, o que é que você acha? É uma coisa cultural talvez?

Sim, eu acho que bastante, tanto que eu acho que assim, a cultura, eu não vejo tão forte hoje. É uma opinião pessoal. Mas eu acho que antigamente, principalmente a cultura estava muito relacionada à religião. Então, se a gente olhar, tem o pessoal que foi para os Estados Unidos foram protestantes e outras religiões, que não eram tanto contra o lucro, assim, como a gente vê a religião católica e outras. Obviamente, com o tempo isso vai mudando, mas a gente vê que lá nos Estados Unidos a cultura mostra que tu pagar o cara, é que lá está… é uma cultura mais materialista.

Então tem que tomar esse cuidado, mas assim, lá a gente vê que o cara que tem muito dinheiro é uma pessoa bem sucedida, mas ao mesmo tempo o cara, para ser bem sucedido e ter dinheiro, é um cara que gera valor para outras pessoas? Tanto que se tu reparar, aqui a gente fala “ganhar dinheiro”, parece que quando a gente está ganhando outra está perdendo. Lá eles falam “make money”, eles falam que é fazer dinheiro. Então, às vezes essas pequenas – e tem estudos que mostram isso –, que a forma como a gente fala as coisas, ela é de forma subconsciente está ligado muito a forma como a gente pensa em ver as coisas, entendeu? Então, assim, depois a gente fala de alguns livros que abordam isso, mas assim, a própria forma com certeza, a forma de ‘fazer de dinheiro’ e a forma de ‘ganhar dinheiro’ de alguma forma impacta nas nossas crenças.

Certo.

E aquelas pessoas que sei lá, ela já nascem ricas, ela tem, o pai dela é empresário, ou ela teve uma ótima educação, ela tem garra, de não desistir, ela conhece as pessoas, ela tem a mentalidade que ela herdou dos pais. Qual que é a diferença entre uma pessoa que nasceu com todas essas vantagens e o cara normalzinho, assim tipo a gente, que começa a entender essas coisas só depois? Esse primeiro cara não vai ter uma vantagem natural?

Ah sim, isso é engraçado porque quantos filhinhos de papai que tu conhece e que não produzem nada na vida, não é? Então é difícil dizer.

Por uma questão lógica aquele cara que convive com o pai, que é um mega empreendedor e é um multimilionário, teoricamente teria que ter uma vantagem.

Mas às vezes a forma como essa pessoa é criada, se o pai não sabe criar da forma adequada, ele acaba virando um filho que tem tudo e não precisa fazer o trabalho para ter as coisas. Eu falo isso porque eu conheço várias pessoas em Porto Alegre mesmo que tem muito dinheiro e são filhos de pessoas com muito dinheiro e que não produzem nada. Então eu acho que depende muito da criação e também como a pessoa vai questionar as coisas, o que é que vai mover ela. Eu acho que é difícil. Vou dizer assim, eu conheço mais pessoas. Mas aí não é nada estatístico o que eu estou falando, é mais por uma vivência minha, é mais pessoal mesmo. Eu conheço mais pessoas que tem pais ricos e que não estão perto de construir o que os pais construíram e que é o contrário.

Tanto que é assim, nos Estados Unidos até tem um estudo interessante. Nos Estados Unidos, pelo menos mostra que 70 por cento dos milionários nos Estados Unidos são “self made man”. Então é engraçado que lá nos Estados Unidos, até tu nascer filho de um cara milionário pode ser que seja desvantagem, não é? Mas assim, é interessante, que obviamente eu acho que o cara ser, ter uma família rica, ele vai ter uma vantagem competitiva de alguma forma se ele souber tirar proveito disso, mas eu acho que não seja uma regra. Senão, não aconteceria isso, de 70 por cento dos norte-americanos aí serem “self made man”, os milionários.

Sim, é verdade…

Outra pergunta aqui… desenvolvendo uma mente milionária, consequentemente desenvolve-se uma mente empreendedora?

Aí eu acho que são duas coisas. Eu acho que não necessariamente. Mas o que acontece?

Se o leitor do seu site já leu Pai Rico Pai Pobre, e que certamente deve ter lido ou está entre as leituras, ele vai perceber que o cara que tem a mente milionária, ele vai se dar conta que “Olha, eu até posso ser milionários sendo autônomo. É possível se eu guardar dinheiro”. É uma questão de tempo para ele ser milionário, você entendeu? Agora, ele nunca vai ser um bilionário sendo autônomo. Milionário, ele pode ser, se o cara é um médico, um advogado ou qualquer outra coisa profissão, ele pode ser milionário. Agora, ele nunca vai… é muito difícil e eu não conheço pelo menos um cara bilionário que é um médico. Ou de repente ele tem uma clínica, ou ele faz uma cirurgia ultra mega mother fucker que ninguém faz, entendeu? Mas eu acho difícil.

O que é que acontece? Voltando ao assunto do Pai Rico Pai Pobre, o que eu percebo é que é quando o cara começa a desenvolver um mindset voltado para a riqueza e a prosperidade, ele vai perceber que ele não pode vender o tempo dele se ele realmente quiser fazer muito dinheiro. E ele pode fazer isso sendo um investidor e/ou empreendedor. O empreendedor é a capacidade que você tem de escalar o teu tempo de forma absurda, porque tu contrata pessoas e, enfim, tu pode automatizar processos. A gente sabe bem isso com sistemas de e-mails e sistemas de anúncios, enfim.

Então eu acho que não necessariamente o cara que desenvolve a mente milionária, ele se desenvolve como mente empreendedora, mas eu acho que favorece bastante, porque começa a cair a ficha que se ele quiser fazer uma bolada forte, ele vai ter que empreender ou investir muito bem o dinheiro, entendeu?

É verdade, tipo, o médico é um ótimo exemplo, porque eu conheço médicos que ganham uma grana absurda e muitos deles são milionários, mas é aquilo… o cara nunca vai ser um bilionário e ele pode até comprar uma Ferrari, mas no máximo.

E ele está vendendo o tempo dele. Se ele parar de trabalhar e ele não souber investir ou não tiver empreendimento, para de entrar grana e cara, por incrível que pareça, a maior parte dos médicos, eu não diria que ele seriam independentes, teriam independência financeira, porque a maior parte delas ganham muito, mas gastam muito, entendeu? Então eles têm um custo de vida muito alto. Eu falo isso porque eu conheço muitos médicos. Então eles são meio que escravos do trabalho. Eu não vou dizer todos, certo? Mas a maior parte dos que eu conheço, são.

Entendi…

Bem, outra pergunta do leitor… mas antes da pergunta ele disse o seguinte. “Eu convivi com muitas pessoas pobres e reparei que quando o assunto era dinheiro, elas gostavam muito de reclamar”, que é exatamente o que você falou há pouco tempo atrás. Aí ele continua, “e eu também notei que sempre que pensava em uma melhora de vida era baseado em ganhar mais, tipo ter um salário melhor, guardar mais, ter mais dinheiro. E não tenta fazer um pé de meia, não poupar, não investir, não avançar para frente”.

E aí a pergunta do cara é, “uma pessoa otimista tem mais chance de enriquecer? Ou não tem nada a ver?”

Certo, aí é uma coisa interessante porque a gente vai entrar no conceito assim, o que é o otimista. Qual é o conceito de otimista, ou realista? Eu acho que a gente vai entrar num conceito um pouco mais filosófico aqui nesse momento. Então assim, uma coisa é o cara ser realista e a outra coisa é ser otimista. O que é que tu quer dizer com o otimista? Eu perguntaria a esse leitor. Vamos supor que é o cara sonhar com algo impossível? Se for isso, eu acho que não. Eu acho que assim, o cara que tem uma mente milionária não é uma questão assim de otimismo, é uma mente voltada para a solução de problemas, você entendeu? Eu não vejo isso necessariamente como otimista, mas eu vou te dar um exemplo que eu acho que acontece muito.

Quando o cara começa a desenvolver uma mente voltada para o enriquecimento, ele começa a perceber que ele tem que solucionar problemas. As pessoas pagam por soluções de problemas, os aplicativos que surgem hoje em dia solucionam problemas para as pessoas, as pessoas pagam por isso. E no momento que a gente passa a não ser uma pessoa otimista, mas perceber que a gente pode, que solucionar problemas, e às vezes aquele cara que é um cara mega foda de milhões de reais, ele não é tão diferente da gente, a gente começa ver.

Eu conheci pessoas muito ricas, e bilionários até, e a gente percebe que eles não são muito diferentes da gente. A única diferença é que eles foram lá e fizeram, entendeu? Então, quando a gente começa a perceber isso a gente se dá conta que tem muita oportunidade.

Eu vou dar um exemplo. Vamos supor que você vai em um supermercado e tu vai comprar um negócio e a mulher que está empacotando não tem ninguém para empacotar a sua compra, e daí tu já fica puto e enfim. E o cara que não tem essa mente de enriquecimento, ele vai começar a reclamar do supermercado e o outro cara vai pensar “por que é que eu não monto um sistema que empacota? Vai ser bom para a loja e eu vou ganhar dinheiro fazendo isso”. Então é outro mindset, todo momento na vida dele, ele está buscando soluções para os problemas. E as outras estão reclamando dos problemas.

Eu acho que essa para mim é uma questão clara.

Pensa o Uber, surgiu, foi de um cara que estava reclamando? Não, foi de um cara que pensou em uma solução que tem gente que tem carro e que não está trabalhando, eu posso ter um serviço que dá feedback que o carro táxi não tem, e enfim, ele foi unindo um monte de coisas e fez uma solução, entendeu?

O empreendedor, ele é um cara que soluciona problemas. Eu acho que no momento em que essa pessoa faz esse shift de ao invés de reclamar criar soluções, ela automaticamente vai gerar mais valor na vida das pessoas e como consequência disso ela vai ganhar mais dinheiro. O dinheiro é uma consequência, não é uma coisa assim… Um exemplo clássico é o seguinte, que eu falo para todo mundo disso. Quando tu vai fazer uma cirurgia, vamos supor que você tem uma problema cardíaco. Tu vai fazer uma cirurgia. Qual é o médico que tu vai escolher? O médico que vai pensar quanto ele vai estar ganhando a hora de fazer a cirurgia? Ou o médico que vai tentar fazer a melhor cirurgia do mundo?

A melhor cirurgia do mundo, pelo amor de Deus.

E quem tu acha dos médicos que vai ganhar mais dinheiro?

O cara que oferecer o melhor serviço.

Claro, o cara que fizer focado em fazer a melhor cirurgia do mundo, como consequência do valor que ele gera, ele vai ganhar dinheiro.

Então as pessoas acham que tem que pensar em fazer as coisas pensando em ganhar dinheiro. Mas não, o dinheiro é puramente uma consequência de quão bem tu resolve o problema da pessoa. Então é isso aí, essas pessoas começarem a pensar que o dinheiro é uma consequência e não um fim, “ah, eu vou fazer isso pensando no dinheiro”, tudo muda. A gente começa a mudar a forma que a gente vê o mundo e eu acho que esse é o grande foco que eu quero trazer com essas respostas.

Então, é como se a mente, o maior foco da mente milionária é justamente ter um olho clínico para a oportunidade de se resolver problemas, e não necessariamente é o caso daquele cara que fica o tempo todo, “eu quero ser milionário, eu quero ser milionário, eu quero ser milionário”… sabe? É basicamente isso?

É exatamente isso.

É a mesma coisa que o seguinte também. Vamos supor que tu quer ser campeão mundial na Copa do Mundo de Futebol. Não que não seja importante tu visualizar, “estou sendo campeão mundial”, porque isso é uma técnica de visualização e é importante. Mas concorda que tu tem que te focar em todo dia treinar um pouquinho e daí, lá no final do ano tu vai estar jogando o seu máximo.

Ou senão tu quer ser campeão, vamos usar um outro exemplo, um campeão de fisiculturismo, o Mister Olímpia, certo? Tu tem que pensar em dar o teu melhor todo dia e não pensar assim, “eu vou ficar musculoso da noite para o dia”, porque isso não vai acontecer.

E a riqueza é a mesma forma. A gente sabe que a pessoa não vai ganhar um milhão da noite para o dia. Agora, se ela todo dia poupar tantos reais, cara, é uma questão de tempo. É impossível ela não ficar rica, entendeu? E eu acho que realmente é isso, essa questão de fazer um pouquinho todo dia e pensar.

E outra coisa que as pessoas ricas têm, elas têm a mente de longo prazo. Elas abrem mão do curto prazo para ter mais no longo prazo. Não que elas não tenham que viver no curto prazo. Elas têm que mas elas sabem que se elas guardarem um pouquinho todo mês, é uma bola gigante.

Então eu acho que essa coisa é muito forte assim, é uma característica que eu percebo bastante, essa questão de ver oportunidades.

Tem um outro exemplo o que é interessante, para quem estiver escutando é bem legal. “Eu quero que tu ache, tu feche o olho e eu quero que tu ache todas as coisas vermelhas que tem onde tu está agora”. Daí a pessoa abre o olho e conta até 10. Deu 10, beleza, ela olha. Daí depois eu pergunto, “certo, cara, fecha o olho de novo. Quantas coisas azuis tu viu?”. Ela não vai saber dizer.

Por que? Porque ela está focando no vermelho e é justamente isso. Quando a pessoa foca na coisa errada, ela não vai conseguir ver, tu entendeu?

Entendi… E o errado, no caso, seria o dinheiro em si?

Não. Eu acho que não necessariamente o dinheiro em si, mas que a pessoa que só está buscando problemas, só vai achar problemas.

Eu disso nesse sentido ou, em qualquer coisa, se tu não sabe onde tu quer chegar, tu não tem objetivo traçado, enfim, depois a gente desmembra um pouco mais isso, mas assim, se tu tem as crenças erradas, tu vai buscar as coisas erradas, entendeu? E tu vai ter os resultados errados. Uma coisa vai levando à outra. Pensa comigo, se tu acha que o rico é o malvado, cara, qualquer coisa que tu puder gerar riqueza, que vai pensar? “Ah, isso é picaretagem”, certo? Uma coisa leva à outra, entende?

É, realmente… vamos ver outra pergunta aqui…

E aquele negócio de o cara rico e tal, ele tem vários milhões e aí acontece alguma coisa, alguma crise, algum problema aí e é inesperado e aí a empresa dele vai para o saco. E aí, alguns anos depois, magicamente, do nada, o cara recupera todo o dinheiro e continua tendo muito sucesso e tal. E por outro lado, também tem aqueles casos daqueles caras que ganham na loteria e seis meses depois, o cara está falido. Ou então de…

De futebol?

…da NBA, NFL, futebol também. Eu vi esses dias jogador de futebol famoso e tal, o cara jogava pelo São Paulo, eu acho que foi campeão da Libertadores, eu acho que o cara estava trabalhando de manobrista num restaurante, alguma coisa assim. O que é isso?

Eu gosto de dar um exemplo, como se fosse, tu vai viajar de avião. Então, o que é que acontece? Vamos supor que a terra dos ricos é a China, e a terra dos pobres é os EUA e a gente está no Brasil. O que acontece? É como se tivesse um imã, se eu tivesse uma mentalidade rica, eu estou mirando para a China. Vamos supor, certo? E se eu tenho uma mentalidade pobre eu estou mirando para os Estados Unidos. Nesse exemplo, eu estou no Brasil. Então assim, eu posso jogar o meu avião lá para a África. Mais para o lado da China. Mas se eu tiver uma mentalidade pobre, no longo prazo, eu vou parar nos Estados Unidos, entendeu?

Então, qual é a questão? O mindset define onde é que tu vai estar no longo prazo. É por isso que se der muito dinheiro para uma pessoa que tem o mindset pobre, ela não sabe lidar com o dinheiro, ela não tem habilidades de lidar com o dinheiro, é uma questão de tempo ela ficar pobre. Da mesma forma, que se tu pega um cara com o mindset correto de prosperidade, de abundância, de multiplicação de dinheiro, tu pode tirar todo o dinheiro dele, é só uma questão de tempo para ele voltar a ser rico. Foi o que aconteceu com Mauá, foi o que aconteceu com o Donald Trump, também, que ele quebrou e voltou. Enfim, tem ‘N’ casos.

Outro exemplo que eu gosto de dar é o seguinte, pensa o Bigbrother. Quantos caras do bigbrother que ganharam um milhão e pouco e ficaram pobres de novo? Eu vou dizer que eu acho que é uns 80 por cento, no mínimo, não é?

Então assim, cara, isso prova, e isso é uma das maiores provas que a gente tem de que uma pessoa que não tem o mindset correto. Elas acham, e até um vídeo eu estou fazendo sobre isso, elas acham que só não tem dinheiro porque elas não tem dinheiro, entendeu? Só que se tu dá dinheiro para as pessoas, elas se desfazem do dinheiro.

Ah, mas aí também, se elas acabam sem dinheiro, então aí, no caso, educação financeira também conta bastante, não é?

Claro.

Tipo, a educação financeira é como se uma parte imprescindível da mentalidade do milionário, não é?

Isso, exatamente.

Porque é aí que está, a educação financeira, não deixa de ser uma maneira de tu mudar as tuas crenças, tu concorda? Tipo, tu acha que tu não tem que poupar mas, enfim, tu mostra, “não, poupar é super importante” porque tu simplesmente transforma a mente da pessoa para focar em criar ativos, tu está mudando a mente dela, entendeu? A educação não deixa de ser uma forma de tu mudar as crenças das pessoas.

E então é isso, a pessoa que não está educada financeiramente, ela está pensando como uma pessoa com uma mentalidade pobre, a educação financeira tem um papel fundamental na hora de mudar a tua mente e as tuas crenças. É um dos fatores. Obviamente, daí eu posso dizer o seguinte, eu posso dar uma educação financeira para uma pessoa. Agora, se ela tiver a barreira e estiver pensando que uma pessoa rica é má, ela não consegue aplicar aquilo. A educação financeira é uma ferramenta que se tu não tiver o mindset correto tu não consegue aplicar.

Ah, não… Porque se a pessoa tiver somente a educação financeira, ele vai ficar juntando dinheiro idiotamente e sem investir, e tal. E o pior é que no final, ele ainda pode ter uma boa grana, mas nunca vai ser multimilionário ou bilionário…

É, mas aí é que está. O que acontece é o seguinte, quando o cara tem a crença errada ele não consegue manter aquela ação por muito tempo.

É a mesma coisa do exame do chocolate que eu te falei, tu começa a questionar a tua ação. Se tu não tem um embasamento, uma base de argumentação boa, porque assim, quando tu vai fazer uma coisa, tem duas vozinhas na tua cabeça falando, não é? “Ah, coma esse chocolate”, “não, esse chocolate te deixa gordo”. Se o argumento contra a vozinha de comer chocolate não for bom o suficiente, tu não vai conseguir manter aquela ação por longo prazo.

E o que faço e tem um resultado animal, é tu ter consistência na tua ação.

Da mesma forma que aquele cara que vai para a academia, se ele não tiver um bom motivo para ir para a academia, sei lá, todo dia ou cinco vezes por semana, ele não vai conseguir manter aquilo de forma consistente, e o que vai diferenciar ele do campeão bodybuilder é essa crença porque essa crença que vai fazer ele continuar a ação.

Então, se o cara pensar que ser rico é uma coisa ruim, por mais que você dê uma educação financeira para o cara, pode ser que – não estou dizendo que vai acontecer –, ele simplesmente vai pensar “para que é que eu vou poupar? Eu quero viver o presente”. Tu pode dar educação financeira para esse cara e ele vai torrar tudo, entendeu? E é essa que é a questão.

Pensando assim… o lance da mente milionária é basicamente um conjunto de características que a pessoa tem que ter que é tipo um carro, para o carro ir para frente, ele tem que ter roda, ele tem que ter pneu, tem que ter gasolina e tal. Se não tiver uma coisa, motor… não importa as outras coisas… não vai funcionar, que nem o caso do bodybuilder, ele pode ir cinco vezes para a academia mas ele não come proteína… não vai acontecer nada.

Sim, sim.

É, a ideia é o que? As pessoas hoje em dia, elas focam muito na parte técnica, e pouco na parte psicóloga, tanto que assim, eu vou dizer que a parte psicológica e a força de vontade que é gerada com isso é maior, tanto que tem vários caras que são às vezes analfabetos e tem muito mais dinheiro do que os que tem MBA. Como é que pode?

Ah, não. Você lê o tempo todo notícia assim.

Eu estava na Saraiva um dia desses e tinha a história de um cara que ele… era acho que camelô ou alguma coisa assim. Tem até o caso do Sílvio Santos. O cara tinha escrito um livro e tal, o cara começou do nada, sabe? E não é do nada como a gente de classe média, classe média alta está acostumado tipo, “ah, eu comecei do nada, só tinha um computador e internet”, sabe? Não, o cara não tinha nada mesmo. E aí o cara já está faturando não sei quantos milhões, sabe? Então é muito interessante.

Exatamente.

E isso comprova como o mindset, não vou dizer com certeza porque dizer isso seria muito radical, mas como ele tem um papel importante, às vezes muito mais importante que a parte técnica, se não isso não aconteceria, entendeu?

Sim, tá… e o fator sorte? Porque assim, eu conheço um cara, especificamente, o cara ganha tipo um milhão por mês. Não é pouco. Mas ele não é muito “business savvy”. Se você conversa com o cara, ele não parece ter exatamente uma mente milionária. Parece que ele simplesmente estava na hora certa, no lugar certo e fez um bom trabalho, sabe? E… mas eu realmente acho que o cara não tem a mente milionária.

Então, das pessoas que sei lá, se tornam milionários ou bilionárias, sei lá, quantos por cento você creditaria puramente à sorte?

Cara, eu acho que a sorte existe, mas eu não acho que ela seja um fator determinante por uma questão puramente estatística. Vai ter um cara que um dia tropeçou em um bilhete premiado e pegou a grana e no mesmo dia comprou Pai Rico Pai Pobre. Vai acontecer isso.

Eu acho que assim, a sorte pode existir e existe, mas eu não acho que é um fator determinante.

Porque assim, quando a gente quer estudar isso, a gente tem que pegar… cara, não é onde estão os milionários, é onde estão os bilionários! E se tu olhar, eu acho pouco provável, eu acho que tem um pouco o fator sorte. Mas eu não acho que ele é o que determina porque eu acho que o cara tem que estar preparado para quando a oportunidade surgir. Daí, a mesma forma que o Zuckerberg, ele teve um pouco de sorte de um cara chamar ele para fazer um trabalho? Teve. Mas também ele estava preparado e eu acho que não.

A melhor forma que eu vejo de lidar com a sorte, é a questão de atleta. Principalmente em jogo, em jogo tem o fator sorte. Mas eu só acho que… jogo de futebol vamos dizer até o pôquer, é um esporte, já é considerado esporte, e o cara que tem mais habilidade ganha, tem um fator sorte gigante, mas em um milhão de mãos, quem vai ganhar é o cara mais habilidoso.

Então assim, eu acho que a sorte, ela influencia sim, mas eu não acho que é o que determina. Eu acho que é uma das variáveis vamos dizer assim.

É… porque realmente, como você falou, se a gente for ver pelos milionários nem tanto, mas pelos bilionários você vê que o cara teve tudo, sabe? Não apenas o conhecimento, não apenas a força de vontade, ou a mente milionária e tal.

Mas porra, eu estava lendo a biografia do John D. Rockefeller, é um livro tipo inacabável. E ele é obcecado e o cara era um pouco louco também, porque ele achava que Deus tinha o escolhido para…

Ah, sim… tem um seriado bem legal que é “Os Grandes Industriais”, não sei se você já viu, alguma coisa assim. Que ele mostra isso do Rockefeller que na época que ele começou a achar que ele era meio escolhido por Deus, alguma coisa assim, não me lembro direito.

É, e eu já li no livro do Dale Carnegie, falando que o John D. Rockefeller trabalhava tanto, mas tanto, que chegou uma hora que o médico falou “se você não parar de trabalhar, você vai morrer”. Mas o cara já era absurdamente rico, tinha revolucionado todas as coisas. E outros caras também como, sei lá, o Bill Gates. Olha só o que seria o mundo sem o trabalho do Bill Gates.

Exato e até o Windows, ele é focado no que a Apple começou a produzir. Então, está tudo muito interligado.

É legal olhar esse seriado que mostra o JP Morgan que ele financiou a empresa G.E. Na verdade foi o Tesla que inventou a corrente alternada. É interessante. Dá uma olhada que daí ele teve uma briga com o Thomas Edison, mas no final ele… fez a luz e o JP Morgan financiou e daí começou a luz por causa disso e enfim, é bem interessante esse seriado. E mostra que o Rockefeller era quebrado, e daí, do nada, ele deu um shift no mindset dele e falou “eu tenho que fazer acontecer”, e foi lá e fez.

Sim, e no caso do Rockefeller especificamente, a família dele era meio boqueta. O pai dele era meio zoado, os irmãos eram pobres. Se você pensar, como é que um cara desses teria a oportunidade para fazer alguma coisa? É muito interessante, o cara era obcecado. Então eu acho que isso também é bastante importante.

É, isso é uma das características das pessoas muito bem sucedidas é que elas são obcecadas por aquilo. E aí entra aquele questionamento, até que ponto a obsessão é ruim? Então na verdade a obsessão pode ser uma dádiva e não uma coisa ruim, porque o cara fica obcecado por aquilo até ele conseguir, e ele vai lá e alcança o objetivo dele.

Bem, vamos um pouco mais para o lado mais prático disso e aqui algumas vão mais perguntas…

Seguinte, o leitor escreveu assim: “Eu cresci numa família simples e sempre ouvi meu pai dizer que você tinha que estudar e tal. Só que eu nunca vi o meu pai estudando.”

O pai dele só trabalhava, trabalhava e trabalhava, e ele dizia que ele queria ver os filhos trabalhando e aguentando os desaforos da vida. E aí ele pergunta, “esse exemplo de não estudar e sempre ficar trabalhando e trabalhando e trabalhando, interfere de alguma forma no mindset da mente milionária?”

Ele pode interferir, ao meu ver, de forma positiva ou de forma negativa, certo? E por que isso? Se o cara pensa que ele tem que trabalhar muito para ganhar dinheiro, no momento que a gente vai trabalhando pouco e ganhando muito dinheiro, ele vai achar que alguma coisa está errada. Ou ele não vai construir um negócio que ele trabalhe pouco e ganhe dinheiro porque ele criou uma crença.

É isso que eu quero falar com a pessoa que está aqui ouvindo a gente. As coisas que tu vai alcançar vai ser baseado nas suas crenças. Se tu tiver na mente que é fácil, que tu pode ganhar dinheiro de forma fácil e trabalhando pouco, tu vai conseguir isso. Tu vai. Por que? Porque tu vai estar olhando camiseta azul e tu vai olhar só camiseta azul, tu entendeu? O mesmo exemplo da camiseta. Para tu ver como é que ele se encaixa nisso. Então, quando tu ver tu vai começar a ficar atento a essas oportunidades.

E hoje, cara, eu conheço cara que ganha muita grana trabalhando muito pouco, por que? Porque ele criou sistemas automatizados, robôs, para fazer os negócios e ele trabalha pouco e ganha muito. É possível? É. Agora pode ser que às vezes… E uma coisa meio que leva à outra, é interessante porque assim, essa frase dele trouxe várias coisas que a gente poderia ficar horas debatendo. Mas, o que eu quero resumir é o seguinte. Quando tu gosta muito do que tu faz, a primeira coisa é que aquilo não vira um trabalho. Aquilo vira o meu dia, e tu não chega no domingo e pensa “ah, não. Vou ter que trabalhar amanhã”, e tu fica feliz que tu vai ter que fazer aquilo, se não fez um pouco no final de semana.

Então assim, eu acho que é muito uma questão de mindset. Eu acho que pode ajudar ou pode atrapalhar porque se depende o que tu considera como trabalho, também. Se trabalho para ti é aquela coisa ruim, e tu acha que tem que trabalhar muito para ganhar dinheiro, de repente pode acabar fazendo uma coisa ruim e tentando ganhar dinheiro com isso e não vai ganhar porque tu não vai tirar, só botar, entendeu? Só vai ganhar dinheiro quando tiver uma coisa que tu goste. Porque ele não tem. Isso é uma coisa importante. Tem que fazer uma coisa que tu goste, que vão surgir sempre barreiras ao longo da jornada.

Seja sendo empregado ou empreendedor, todo mundo aqui já pensou em desistir várias vezes do que faz, e eu digo que os maiores empreendedores que eu já milionários e bilionários já pensaram em desistir diversas vezes, e não foram uma. Só o que fez eles continuarem seguindo o caminho deles foi eles gostarem do que eles fazem, entendeu? E no momento que tu gosta muito do que tu faz, aquelas barreiras, elas não são muralhas da China, gigantescas, elas passam a ser muralhas menores. E o cara que chega mais longe, na verdade, ao meu ver é o cara que ultrapassa mais muralhas e o cara só consegue ultrapassar mais muralhas se ele gosta muito daquilo que ele faz e aquela muralha não passa a ser uma barreira gigante, é apenas uma pequena barreira, entendeu?

Então, eu acho que tem alguns conceitos que a gente teria que ver, que é o que essa pessoa considera trabalho, respondendo à pergunta de novo. E tomar esse cuidado, de se ela faz um bagulho que gosta, aquilo não é um trabalho. E parece divertido para ela, e cuidar também, porque se ela associar sempre trabalho e horas em cima de um negócio como recompensa, não necessariamente ela vai enxergar oportunidades que permitam a ela escalar o negócio dela. Então, tem que tomar esse tipo de cuidado assim.

É, porque a graça no caso é você ver, na área de investimentos a graça é você ver que você está melhorando como investidor, como trader, ver que o seu capital está subindo e não necessariamente pelo dinheiro, não é? É mais pelo que o dinheiro representa.

Se tiver uma empresa tal, se… e tem umas empresas que são gigantes, tipo a Amazon, que eu estava vendo outra matéria um dia desses, que a margem deles é ridícula, mas p*rra, a empresa cresce e cresce absurdamente. O cara, o Jeff Bazos, ele já tem umas ideias malucas, de coisa espacial também, concorrer com a Elon Musk basicamente. E, cara, e quase, quase não dá lucro. Ele fica pau a pau, e a grana que ele recebe, ele reinveste. Então é um exemplo de um cara que realmente não está focado no dinheiro, ele está focado justamente em ter como objetivo algo que interesse para o mercado e está obcecado por aquilo. Eu acho que tem vários exemplos disso e eu acho que talvez se você for focar o foco no dinheiro, vai realmente, pode te atrapalhar.

É isso. Eu acho que o dinheiro é uma consequência, e no momento que cara começar a partir desse pressuposto eu acho que muita coisa na vida dele já muda.

Sim, mesmo porque tem a lei dos retornos diminutos, você começa a ganhar… É, escrevi até sobre isso esses dias, que você vai ganhando mais e mais dinheiro e tal. E aí chega uma hora que tipo, não dá o mesmo “high”, sabe? Você não fica “ah, nossa”… sabe? Continua sendo legal, mas perde meio que a graça, entre parênteses.

Bem, enfim a pergunta: “Leonardo, você conhece um ou mais pobres de verdade classe ‘D’ ou ‘E’ que tenha mudado o seu mindset e, por isso, se tornou rico ou que fracassou?”

Certo. Eu conheço. Eu conheço sim. Até tem um amigo do meu pai. Óbvio que eu não vou falar nomes aqui… eu não sei se o cara deixaria o nome dele num podcast.

Mas assim, o cara não sabia nem escrever o nome, não tinha nada. E mais de um cara eu conheço, sim, amigos do meu pai que são empreendedores que não tinham nada e hoje tem muita grana assim, questão de milhões assim, e não sabem escrever o nome. E tem outros que cara, também tu vê que ele manda muito bem nas vendas, mas desenvolveu essa habilidade, mas hoje é super influente e tem milhões também e constrói e faz um monte de coisas. Mas ele não tinha nada.

Ele teve um conhecido que tinha que viajar para a p*ta que o pariu para trazer a mercadoria aqui, e sem a mínima noção se aquilo ia vender ou não… tipo, se não vendesse, ele estava f*dido, porque pegava dinheiro emprestado para fazer, entendeu?

Total risco, mas assim, ele falou “vou fazer acontecer e eu vou vender isso de alguma forma”. E é aquele cara que… e isso é uma coisa legal. É aquele cara que não vê o falhar como uma opção. Ele pensa assim, “eu tenho que fazer isso acontecer. E eu não tenho outra opção, eu não tenho um plano “B”. É fazer isso ou já era. “Eu vou dar um jeito. Eu, de alguma forma, eu vou fazer acontecer”. É o mindset para mim é bem claro, isso.

Bem, vamos ver, agora é uma pergunta um pouco diferente e tal, que assim, “como é que uma pessoa de mentalidade de gente rica deve lidar com as pessoas das demais mensalidades? No âmbito profissional, por exemplo, seria correto colocar ‘cada um no seu lugar’? Ou tratar como todo mundo como igual?”

Ele cita o exemplo… que eu não cheguei a perguntar… mas talvez seja a história dele mesmo que ele diz: “um engenheiro bom, quando você não dá bom dia para os peões e manda eles fazerem alguma coisa, eles fazem que é uma beleza. Mas, se você dar bom dia e tratar bem, ele se relaxam e se acomodam”, e ele também pergunta no âmbito familiar e nas amizades como é que é… porque assim, quando você está pouco se f*dendo com todo mundo e você não tem objetivos na vida e todos os seus amigos, todos os seus funcionários, toda sua família está do mesmo jeito, você está confortável. Mas aí quando começa a mudar, como é que você vai tratar as outras pessoas?

Isso é assim. Tem várias coisas para abordar aí. Mas assim, tentando dar uma resumida, tem um cara lá que eu esqueci o nome do autor… mas fala assim “tu é a média das cinco pessoas que tu mais convive”. Então, uma das formas de começar a mudar é tu começar a andar com gente rica. E acontece um shift bizarro, se tu passa uma semana com os caras muito ricos, tu ver que tu vai mudar a forma que sua forma de ver as coisas. Porque os caras vêem a coisa de uma forma diferente. Então, isso é muito forte.

É como se estivesse… vamos supor o seguinte. Cara, você está em uma piscina gelada e tu saiu da piscina. E daí, a galera que está na piscina gelada não se dá conta porque está ali há um tempão na piscina gelada e agora não está mais tão gelado. Daí tu saiu e tu viu que aquela piscina está muito gelada. E a galera que está na piscina gelada fica te chamando de volta para dentro da piscina. E é mais ou menos isso que acontece. Quando tu começa a mudar o seu mindset, as pessoas que tem um mindset pobre, elas começam a tentar te levar de novo para o mindset pobre. Então, tu tem que ter um jogo de cintura e falar “não, eu tenho que me blindar”.

Sobre aquele negócio da obra eu acho que é mais uma questão de gestão do que de mindset. Então seria um outro assunto, de gestão, como é que está sendo a gestão do cara na obra e não acho que o mindset ao meu ver.

Na questão familiar o que acontece muito é o seguinte, e nas amizades eu falo isso porque eu tenho vários amigos de vários níveis de renda, e para mim é muito claro assim que os caras que não tem sucesso financeiro, o mindset é muito forte porque às vezes tu dá condição para os caras e os caras não aproveitam. Então, dá para ver que é uma questão clara de mindset e dão desculpas às vezes para não conseguirem as coisas. Então para mim isso é muito visível.

Mas eu acho que é uma questão, assim, tu tem os teus amigos. E tu tem amigos que o objetivo é para jogar bola, tu gosta deles, são outros valores, entendeu? Não quer dizer que só porque tu tem grana, que daqui a pouco “ah, que os teus amigos, tu anda somente com gente com grana”. Não. Eu acho que são coisas diferentes. E assim, tu tem que só cuidar para não ser minado pelo mindset mais empobrecedor, vamos dizer assim. E com o tempo tu fica tão convicto das coisas que aquilo não te afeta mais, é que nem “um mais um igual a dois”. Se o cara falar para ti “um mais um é igual a três”, tu tem evidências que comprovam que aquilo está errado. Então depois de um tempo, quando tu tem fortes evidências é como se ele fosse aquela voz chata e você está tão blindado contra aquilo que aquilo não te afeta.

É, mas ainda assim é meio perigoso. Eu tenho um amigo que ele sempre foi extremamente pé rapado. O cara não tinha dinheiro nenhum mas sempre foi muito trabalhador, e sempre andou com uma galerinha pobre e que não fazia nada, tipo cheio de coitadismo, e o cara ficava jogando League of Legends o dia todo e se perguntava “nossa, o que é que acontece da minha vida?”

Sim, “eu tenho muito azar”, assim? Tipo fica assim…

É, então. Umas coisas idiotas, assim. E esse amigo, ele tinha uma mentalidade um pouco diferente, ele trabalhava e se esforçava e hoje o cara é diretor financeiro de uma multinacional e até pouco tempo ele continuava andando com os mesmos caras e eu sempre falava, “mano, o que é que você está fazendo?”, mas quando você costuma falar desse tipo de coisa para as pessoas, elas falam “p*rra, você está começando a ficar rico agora, então você vai ignorar os seus amigos e tal, você vai esquecer de onde veio”, sabe?

O que é que você acha disso? Porque eu parei de falar com muita gente, eu não me arrependo e desculpe, mas eu acho que às vezes você tem que dropar algumas pessoas da sua vida, porque elas podem te jogar para baixo também, não é?

Sim. É que eu acho assim, depende muito do amigo, também generalizando, porque eu acho que os meus amigos mais próximos, eles têm valores que eu considero assim, vamos dizer, valores que eu quero levar para a vida. Então assim, eles são os caras honestos. Eu acho que isso está acima de tudo, entendeu? São pessoas honestas, são pessoas divertidas, obviamente não são pessoas que às vezes eu vou conversar sobre como fazer um novo negócio. Mas são pessoas que tem várias outras características e eles têm um mindset, vamos dizer assim, correto ao meu ver para outras coisas.

É uma coisa um cara que é um retardado mental e que pensa como uma pessoa pobre e que não consegue ter uma mentalidade que o dinheiro é uma coisa que gera mais abundância e que ajuda as pessoas. Mas eles têm outros valores que são importantes e são legais, então eu acho que é legal, isso daí. São pessoas que são divertidas, são pessoas que tem outros, vamos dizer assim, é como se cada um que estivesse participando de uma roda, traz uma coisa que faz melhor. Então eu acho que é mais ou menos nesse sentido.

Então você não tem uma visão tão extrema, do tipo, “vão todos à merda?”

Não, não. Porque assim, vamos supor, tem um cara que sei lá, ele adora viajar e adora falar coisas engraçadas, entendeu? É um cara que está agregando de alguma forma.

Contanto que agregue, é válido.

Então pensando de forma menos racional, são pessoas divertidas, pessoas que eu confio, são pessoas que estão assim, se eu tiver algum problema e cair duro, o cara vai me ajudar. Eu vou ajudar eles. Então, não fica restrito a uma questão só financeira, porque se a gente pensar a vida como um todo, o dinheiro, ele é um dos pilares. Não adianta só ter dinheiro e não ter nada do resto. Eu acho que a gente tem que encarar que o dinheiro não é tudo, ele é uma das coisas que ajuda em várias outras coisas, mas que ele não é tudo na vida que a gente tem que ter.

E óbvio que se a gente estiver tendo amizades que realmente não nos agrega em nada em nenhuma das áreas, daí eu acho que a gente tem que ver com quem a gente está andando, e tal.

Beleza, outra pergunta, “como você administra o seu dinheiro e consegue comprar tudo o que você quer? E como consumir ser empobrecer?”

Como é que eu faço com o meu dinheiro? Eu economizo bastante porque eu tenho um custo de vida muito baixo, e depois de um tempo chega uma hora que tu começa a ganhar uma grana bizarra em relação ao que tu ganhava, então vamos supor eu, quando eu comecei a trabalhar de carteira, eu não era estagiário, eu ganhava, sei lá, R$ 1 mil. E daí chega uma hora que tu ganha muito mais do que aquele valor, tu pode comprar o que quiser, praticamente. Óbvio que não posso comprar uma Ferrari e sair andando. Mas dá ânimo mesmo assim.

A questão é que chega a um ponto que tu começa a ganhar grana para fazer o que tu quer e tu começa a reparar nisso, que o que te deixa feliz não é a grana para comprar coisas. Os bens materiais não te deixam feliz, a gente começa a dar um tempo depois com isso. Então, tu percebe que o que deixa mais feliz são experiências, é trocar ideia com pessoas, tipo assim, hoje, cara, eu não compro muita coisa, eu tenho uma coisa que eu gosto bastante que é tecnologia. Mas, eu não saio gastando fortuna em roupa, e carro, e coisa assim. Eu tenho um carro que não é nada demais, porque eu só uso para andar e estou pensando até em me desfazer dele e andar de Uber e de bicicleta. Então os valores são diferentes.

Por exemplo, tu acha que o Mark Zuckerberg gasta dinheiro com roupa? Não. Ele tem a mesma roupa que usa, tem 300 roupas iguais e ele só usa aquelas. Então na verdade o que acontece? Quando a pessoa quer ganhar dinheiro para comprar outras coisas, acaba não chegando naquele nível porque ela gasta antes de juntar o dinheiro necessário para comprar o que quer. Ela já está com o mindset errado. Então ela nunca chega lá. É meio que uma roda que assim, tu não consegue sair dali, entendeu? Tipo assim “eu quero ter dinheiro para comprar uma Ferrari” só que o cara não consegue juntar dinheiro suficiente para comprar uma Ferrari porque o teu mindset está errado e tu começa a gastar antes.

Você compra uma Mercedes e aí um Porsche e cada vez a Ferrari fica mais longe.

Exatamente, tu não chega lá, é como se fosse uma corda puxando. Sabe aqueles treinos que os caras correm e tem um elástico assim e eles não saem do lugar? É mais ou menos isso.

E como consumir sem empobrecer? Eu acho que assim, eu tenho uma verba que eu destino para torrar. Então, sei lá, tem tantos reais por mês que eu posso torrar, e daí cara, quando eu estou assim eu gasto em algumas m*rdas mesmo e foda-se, entendeu? Eu estou a fim de comprar isso, eu vou lá e compro. E eu compro muito livro, eu gosto muito de ler e gasto bastante em livro, muita coisa eu baixo, enfim, eu compro em Kindle que é mais barato, mas tem coisa que eu gosto de ter físico. Então eu compro e gosto de riscar todos os meus livros, e eu acho que uma coisa legal é investir, usar o livro, assim, como um amigo, tu risca ele e tu consulta depois e não ler e abandonar.

Eu acho que se esse negócio do livro também é uma… esse negócio de ler muito, também eu acho que poderia estar sendo considerado uma das características da mente milionária.

Porque tipo, a galera que eu conheço que está mais no topo, o povo é louco por ler. E até uma das épocas que eu mesmo estava mais produtivo, eu lia um livro por dia. Tipo eu destruía tudo e era o máximo.

E tem que cuidar só que tem a armadilha da leitura que a gente cai e que às vezes é ler e não colocar em prática o que a gente lê. Então tem que tomar bastante cuidado, então eu tento sempre anotar coisas daquele livro que eu vou colocar em prática, e colocar em um “to do” – coisas a fazer – porque senão tu vai cair numa espiral que tu vai ler e tu vai saber mais do que todo mundo, mas não praticou e a gente sabe que os resultados só vêm das práticas que a gente faz. Não adianta eu saber tudo do fisiculturismo e não ir na academia e não levantar o ferro que eu não vou conseguir ganhar músculo, entendeu?

Então tem só que tomar cuidado para não cair nessa armadilha.

Vamos chegar nas últimas perguntas aqui. “É verdade que somos do tamanho dos nossos sonhos? Se a pessoa sonha em ter um patrimônio de vida alto, em algum momento ela vai ter?”

Eu acho que sim, porque o que acontece? Se o teu sonho é muito pequeno, isso não deixa de ser uma crença limitante. Eu vou dar um exemplo. Quando tu ganha sei lá R$ 3 mil no mês se falarem “cara, tu pode ganhar 30”, tu vai achar muito, não é? Só que no momento que tu acha muito, tu não consegue chegar lá, da mesma forma que se tu ganha R$ 3 mil hoje e eu falo “tu vai ganhar 500”, tu concorda que de alguma forma esse cara vai fazer e vai voltar para os 3 mil, não é?

Então na verdade isso mostra como mudar uma crença limitante. Só que a visão que tu tem desses R$ 3 mil é a mesma visão que um cara tem para 100 mil por mês, o cara milionário. Quando a gente traz esse exemplo fica claro, tipo “ah, eu ganho 3 mil”, “tá, tu vai ganhar 500” e tu vai fazer alguma coisa ou voltar para os 3 mil. E o cara que ganha 100 mil por mês é a mesma coisa, enquanto ponho ele para ganhar 3 mil, logo ele vai estar ganhando 100, e ele vai começar a fazer um monte de coisas e voltar para 100. Eu acho que tem bastante a ver, se tu sonha muito pequeno é difícil de alcançar.

Trabalhar no mercado financeiro me ajudou muito nisso porque eu passava boleto de um milhão de reais, compra de mais de um milhão de reais. E isso ajuda a… Tipo, hoje eu não acho um milhão de reais muito dinheiro mas isso ajuda a fazer um mindshift, a alterar tua mente e ver o que é muito dinheiro e o que não é, sabe? E tu começa a te dar conta que as coisas… é que na verdade é assim, tem muita crença que a gente tem e a gente começa a ver que as coisas são menos difíceis do que a gente imagina também.

A gente tem muita crença que às vezes por exemplo a contratação de gente, teve um cara que falou “bah, contratar é pica e não sei o quê, é f*da”… e na real não é tão f*da e a gente, quando as coisas chegam, você pensa “bah, nem é tão difícil assim”. A gente tem crenças limitantes nessas coisas e depois de um tempo a gente começa a ver que não é tão difícil assim. É só fazer.

Porque assim você imagina um caso lá, você ganha 3 mil por mês e é difícil para p*rra, o seu trabalho é absurdo. E aí você pensa, “imagina se eu ganhasse 30 mil por mês?” aí ele vai multiplicar o trabalho por 10 e pensar desse jeito, “P*rra, u vou ter que trabalhar 10 vezes mais”. Eu diria que até é ignorância, as pessoas não conhecem muito.

Tem que tomar cuidado, eu acho que esse é um pouco de verdade isso, de tu não pode sonhar pequeno, porque isso é uma crença e tu acaba botando limites de onde tu pode chegar, entendeu? Pense naqueles vídeo “super-humans”. Já viu no YouTube? Tu olha os caras dando 10 mil acrobacias, e coisas bizarras que nunca imaginou que um humano pudesse fazer. Aquele cara não tinha crença limitante que “ah, é impossível fazer isso”. Se tu olha fala “cara, é impossível” só que o cara foi lá e fez. É a mesma coisa.

Eu lembro que eu vi no X-Games uma vez. O narrador estava louco porque o carinha do X-Games, ele fez um negócio absurdo e o narrador disse “esse cara conseguiu fazer na vida real o que só faz no videogame quem é muito bom”. Eu achei muito engraçado – sabe? – o cara não está nem aí. “Ah, deve funcionar, vamos ver, vai que”…

Exatamente. Se ele não acreditasse que ele pudesse fazer aquilo, tu concorda que ele nunca ia fazer. E se ele achasse “não, isso é impossível”? É mais ou menos nessa linha aí.

Bem, é claro que existem exceções. É aquele negócio da estatística, vai ver, você pode pegar um cara pé rapado, o cara não sabe nada, o cara não tem mentalidade nenhuma, o cara não tem nada que salva e acontece alguma coisa e ele fica milionário. Existe a chance, sabe? Isso é estatística, e por outro lado também tem aquele cara que vai se esforçar, que tem a mente e tudo. Aí um dia desses esse cara é atropelado por um ônibus e acabou.

Enfim, penúltima questão:

“O fato de pessoas como eu e todas as demais que chegaram no blog do Hugo que é sobre investir na bolsa é um indício de que a pessoa está no caminho certo para ter a mente milionária?”

Porque o cara por exemplo, o cara pesquisa coisas sobre você, lá no Quero Investir Agora, ou então pesquisa no meu blog – sabe? – é uma tendência que pessoas que já estejam procurando essas coisas já tenham uma mente milionária? E eles estão perto disso?

Aí é que está, pode ser que sim, ou pode ser que não, tá? Porque tem muita gente que vai buscar bolsa querendo um ganho rápido em pouco tempo. Que eu acho que é a maior parte dessas pessoas.

E o cara que tem a mente milionária, ele pensa no longo prazo. Então, eu acho assim, não que ele não queira ganhos a curto prazo, é óbvio que se ele achar uma oportunidade, ele vai fazer aquilo, tanto que no empreendedorismo pode ganhar muito dinheiro à curto prazo. Mas o foco dele é fazer um bagulho brutal no longo prazo, entendeu? Ele abre mão do curto prazo e tem uma mentalidade de investidor, que investidor é isso. Ele abre mão do ganho de curto prazo para ganhar no longo prazo. Então eu acho que pode ser que sim ou pode ser que não. Depende da forma que ele vai abordar a bolsa, ali, entendeu? Vai tratar como um cassino? Um cara de mente milionária não vai, ele sabe que cassino não dá dinheiro, então tem que tomar esse cuidado só.

Realmente faz sentido… pergunta “Pessoas com mente milionária são mão de vaca?”

Essa é interessante porque tem um livro chamado O Milionário Mora ao Lado e ele fala que sim.

Mas, cara, eu acho que depende, porque se tu olha os caras bilionários, o que é mão de vaca? Primeiro. Qual que é o conceito de mão de vaca? Então assim, para os milionários têm várias que sim, mas se tu pegar os caras mega bilionários, eles são empreendedores. Por exemplo o Warren Buffett não gasta nada com a casa dele, ele mora lá há dez mil anos. Só que ele tem jatinho.

E isso é ser mão de vaca? Ora. Depende. Porque se ele fosse mão de vaca, mão de vaca mesmo, ele teria um jatinho? Não sei. Então agora se ele ver que com o jatinho ele economiza tanto para ele, entendeu? Então assim, é difícil tu conceituar. Ele fala: “eu não gasto com casa porque vai dar mais trabalho mas eu tenho um jatinho”. Então, qual é o conceito de mão de vaca?

Então, basicamente, é o modo em que as pessoas de fora veem, não é?

Tu concorda que as pessoas olham o Warren Buffett como mão de vaca, não é? Agora eles olham o Bill Gates como mão de vaca? Eu acho que não. Então, eu não sei. Qual é o conceito, se é gastar com coisa…? Tem vários bilionários que tem coleção de carro, mas é porque ele gosta de carro. Mas se eles não gastam com carro, eles gastam com casa, não gastam com tudo. Eu acho que tu vê caras que é aquilo que eu falei, escolhe uma coisa e torra com aquilo. Agora, não torra com tudo. Pega uma coisa que tu gosta. Tipo, tem cara que tem coleção de carros, tem cara que tem um monte de casas, mas enfim eles não saem torrando com tudo. Eles têm coisas que eles gostam. Então acho que não necessariamente é uma regra, mas tem vários milionários, sim, que são mão de vaca, mas não necessariamente é uma regra.

E a questão do risco, pessoas com mente milionária e tal, ou então bilionária, porque eu acho que seria, faria até mais sentido falar da mente bilionária e tal. Pessoas com a mente milionária, ou bilionárias, tanto faz, elas têm mais propensão, facilidade de aceitar riscos e de não ter medo? Ou não tem nada a ver?

Tem um exemplo que eu gosto de dar que é o seguinte… O que é o risco? Vamos dizer assim, se tu for ao dentista e ele for arrancar o seu dente é arriscado? A princípio, não. Agora, se tu chamar um amigo teu que não é dentista para arrancar o dente qual é o risco? É alto. Não é?

Então eu acho que risco é muito mais uma questão de percepção do que está fazendo. Por exemplo o Warren Buffett, ele investindo em ações, ele não acha arriscado, por que? Porque ele entende o que ele está fazendo. Então eu acho que o risco está muito mais associado a tu entender o que está fazendo. Eu acho que primeiro é isso. O empreendedor, como ele vê oportunidades, eu acho que ele entende o que está fazendo. Quando falo de tomar riscos daí seria, “ah, eu vou apostar em uma coisa”, mas como tem tantos fatores que mostram que aquilo está certo, até que ponto tem o risco?

Mais ou menos a mesma coisa da questão anterior, de quem está vendo de fora acha que o cara está pegando um risco gigante, mas para o cara e para a situação atual talvez não seja um risco grande. Mas é só uma análise e vai ver, tipo não tem risco nenhum.

Exatamente. Então eu acho que isso, essa analogia do dentista, eu acho que é boa para as pessoas entenderem. Tu vai dizer que arrancar dente é tomador de risco? Não, mas se for no dentista ele não está tomando risco. Não vai dizer que não tem risco arrancar dente? Tem. Mas ele sabe o que está fazendo. Mesma coisa que o médico fazer uma cirurgia. Tem risco? Tem. Mas ele sabe o que está fazendo e a chance, o risco dele diminui como consequência de ele entender o que ele está fazendo.

É, mas se você for um completo ignorante… você nasceu em Marte… aí você vai ver sobre dentistas, você vai achar que tanto seu amigo, tanto quanto o seu dentista são arriscados. A percepção aí conta pra caramba.

Assim, depende da definição de risco, mas eu acho que os bilionários aí falando, eles são caras que gostam de desafios e buscar novas soluções, porque os bilionários são empreendedores. Se você olhar os caras muito ricos, eles são empreendedores ou investidores como o Warren Buffett, mas ele não deixou de transformar o investimento dele num empreendimento. Que tem essa mão aberta num empreendimento, de certa forma.

Eles buscam soluções para problemas e eles estão expostos a estarem errados. Isso é uma coisa interessante. A gente é ensinado principalmente na escola que errar é ruim. Só que qual é o momento que a gente mais aprende na nossa vida? Quantos anos a gente tem? Quantos anos a gente tem quando a gente está mais aprendendo na nossa vida? A gente é um bebê e quando a gente é bebê, a gente mais erra do que mais acerta. A gente erra para c*ralho. E a gente aprende muito mais.

Eu acho que é não ter medo de errar, mas a questão é o seguinte. É a gente aprender com os erros, assim, eu errei, por que é que eu errei e o que é que eu posso fazer na próxima vez para fazer certo. Eu acho que isso está bem claro na mente de quem é milionário, bilionário e na mente empreendedora e de investidor também.

Última questão: você poderia sugerir alguns materiais, artigos, filmes, vídeos, palestras etc., que ajudem a desenvolver uma mente milionária?

Tem bastante coisa, vou te dizer que eu não tenho aqui em mãos todos os livros e as coisas que eu falaria, mas eu acho que tem vários livros de mindset. Um cara que é legal ler mais sobre é o Anthony Robbins, eu estou lendo um livro dele, aquele “Desperte o seu Gigante Interior”, é bem interessante.

Ele tem uma metodologia aí que tem várias coisas nele que eu me espelho para produzir materiais, ele faz bastante coisa boa. O T. Harv Eker, que é “Os Segredos da Mente Milionária”. Cara, tem vários. “O Poder do Hábito” é interessante, do Charles Duhigg, eu estou vendo os livros da minha preferência aqui.

Ele lançou um novo também muito bacana (Mais Rápido e Melhor).

É, então, tenho que dar uma olhada mas nos meus livros em PDF e outras coisas mas tem vários.

Até a gente estava conversando antes, tem o filme… “A Procura da Felicidade” que mostra o cara pobre que ficou muito f*da, entendeu? É legal que no começo do filme, se não me engano, ele fala para o filho dele assim, “se tu tem um sonho, nunca deixe alguém dizer que tu não pode fazer aquele sonho”, uma coisa assim. Então, mostra que ele tem um mindset vencedor, ele… que é aquela coisa, no estado atual ele estava numa situação pobre, mas como ele tem um mindset correto, é uma questão de tempo para ele chegar lá onde ele deveria estar, vamos dizer assim, em termos financeiros. Da mesma forma que uma pessoa honesta, uma pessoa que é honesta no longo prazo ela é vencedora. O cara que engana, ele pode enganar no curto prazo, mas no longo prazo ele sabe que não vai dar certo, porque não é sustentável. Então eu acho que o príncipe é o mesmo para dinheiro.

Bem, ela tem que ser honesta e fazer todas essas outras coisas corretamente, porque que tem muita gente honesta e pobre.

É que eu digo assim, aquele que está… eu estou dizendo não honesto relacionada a dinheiro, mas, da mesma forma que o mindset milionário, o cara que tiver mindset correto, ele vai no longo prazo ser rico. A pessoa que é honesta, ela vai ser admirada por outras pessoas, ela não vai se foder, vamos dizer assim, no longo prazo, entendeu?

E a pessoa que não é honesta, no longo prazo, o mais provável é que ela se dê muito mal, tu entendeu? Tipo assim, vai ser presa, alguma hora a casa vai cair. Da mesma forma que o cara que pensa como rico em algum momento vai ser próspero e o cara que pensa como o pobre, por mais que tenha muito dinheiro para ele no longo prazo ele é muito provável que não tenha mais aquele dinheiro. A mensagem é mais ou menos essa, eu acho que é isso.

Bem, eu só gostaria de citar também que tem alguns filmes que eu assisto que eu fico doido para trabalhar. Sabe? Você sai do cinema e você fala, “Não, não. Eu quero trabalhar agora!” É muito louco e tal.

Para isso tem o “The Social Network” do Zuckerberg, A” Rede Social”. Teve o filme do Steve Jobs, teve basicamente todos esses filmes que falam de gigantes da tecnologia ou então até algumas coisas que terminam de um modo não tão feliz, “There Will Be Blood”, um filme que fala mais ou menos de uma versão, uma versão zoada aí do John D. Rockefeller, muito interessante.

Mas é aquilo, cara, tipo você pode pegar inspiração em várias… em várias coisas.

Com certeza. Eu vou te dizer, no Bodybuilding tu pega muita inspiração… olha, eu estou lendo a biografia do Schwarzenegger, é bizarro. O cara é animal, assim. É muito massa. Eu leio de noite antes de dormir, estou demorando para ler porque eu leio antes de dormir, então eu leio e já me dá sono e eu apago e daí eu vou lendo muito devagar. Mas é animal porque se você pensar, a história do cara é muito animal.

Ele era da Áustria, virou Mister Olympia não sei quantas mil vezes lá nos Estados Unidos, depois virou ator de cinema muito f*da, depois virou político. Então o cara foi atrás do que ele queria e conseguiu.

É um outro exemplo daquela obsessão que a gente já comentou antes.

Tem uma parte do livro… já que a gente já está meio que viajando aí… eu não sei se você chegou ainda na parte, eu não sei se vai ser spoiler, mas ele está no exército austríaco fazendo, você é obrigado lá na Áustria a fazer parte do Exército por parece que um ano, eu acho. E ele estava treinando, estava todo bombado e ele queria fazer parte de uma competição, mas ele não podia porque ele estava no Exército.

O que é que ele fez? Ele fugiu do quartel, ele foi até a Alemanha, ganhou a p*rra da competição, voltou, foi preso mas ele ganhou uma moral tão absurda lá dentro que os caras falaram “ah mano, vai treinar”.

“Solta esse cara”. Eu estou ligado. Davam mais proteína para ele treinar e se alimentar bem, tem várias paradas assim.

É, e isso que é legal porque o cara fala, “eu vou ser preso”, “foda-se”. Ele vai lá, o cara não está nem aí. Não é como se o cara fosse cometer um crime de verdade.

Isso, e aí é que está e ele fala muito isso, “quebre as regras, mas quebrar as quebras não quer dizer quebrar a lei”, entendeu? Tipo, quando ele fala que quebre as regras, não é tipo “ah, eu vou matar um monte de gente”. Não, tem umas regras, as regras não vão causar mal, não vão denegrir a sociedade, as outras pessoas e aí ele foi e quebrou para conseguir o que ele queria. Saca?

Então assim, isso é muito f*da, esse negócio de o cara ser obsessivo, realmente tu vê que a obsessão, ela pode ser uma dádiva dependendo de como ela for interpretada. Dependendo da obsessão, exatamente.

Bem, você tem alguns artigos também sobre a mente milionária, sobre educação financeira e tem o curso, também. Fale um pouco para as pessoas sobre eles. Para a gente encerrar aqui.

Esses artigos eu escrevi há um tempo atrás, eu fiz basicamente 3, 4 se eu não me engano. Como eu estou tocando vários negócios, está um pouco mais difícil dedicar tempo ao Quero Investir Agora. Eu tenho várias empresas, então fica difícil. É um negócio que eu faço mais por hobby mesmo. Eu fiz, o que eu fiz? Eu criei vários artigos, é legal as pessoas lerem e eu fiz um treinamento que é o Minha Mente Milionária.

Eu peguei um acervo de alguns livros, uns poucos ali, e eu montei esse curso primeiramente só para ver se o pessoal estava interessado sobre o assunto. Eu ia até reformular, botar várias coisas novas, mas a pedido das pessoas mesmo, aquilo já estava fazendo bastante diferença na vida das pessoas. Então eu resolvi deixar ele e depois aí criando novos cursos ao invés de chegar nele e reformular e criar um novo. Eu vi que ele realmente estava ajudando as pessoas e eu acabei mantendo ele.

Então é mais ou menos isso, eu faço alguns artigos, alguns artigos eu transformei em vídeos, tem uns bem interessantes. É “As 3 Técnicas para ter uma Mente Milionária”, que é esse aí é um dos que mais bomba, o pessoal gosta bastante. E mostra muito isso, que assim, a gente tem crenças, as nossas crenças fazem com que a gente tome certas ações, e as nossas ações geram certos resultados. Se tu está dando resultados que tu não quer, é porque tu provavelmente não está tomando as decisões corretas.

Por exemplo, se tu está gordo, hoje acima do peso, é porque tu não está se alimentando bem, está tomando ações erradas. E provavelmente tomando ações erradas, porque tu tem crenças erradas entendeu? Então uma coisa vai levando à outra. E eu percebi também com o tempo, eu ensinava as pessoas a investirem. Eu ensino a mesma coisa para as duas e umas tem resultado e outras não tem. Então eu vi que o problema estava um passo antes, que era essa a questão da mindset, das questões e daí por isso eu comecei a trabalhar um pouco mais esse aí com o pessoal.

Legal, vou colocar os links aqui dos artigos e do curso se o povo quiser conferir.

Ah, e você comentou que você tinha várias empresas. Então eu vou te perguntar: Você já é milionário?

Pois é, isso é uma pergunta que é interessante. As pessoas perguntam assim, “você já atingiu a independência financeira?” antes dessa. Para mim depende do conceito de independência financeira de cada um. Tem gente que tem menos de 1 milhão e atingiu a independência financeira porque ele tem um custo de vida muito baixo.

Então o que eu falo para as pessoas é assim, “eu não tenho 1 milhão de reais em conta, mas eu tenho empresas que faturam bastante e a gente fez valuation delas e elas valem bem mais de 1 milhão”. Se eu vendesse hoje as minhas empresas, com certeza eu teria mais de 1 milhão. Então depende muito do conceito do que é milionário.

Uma coisa que eu estou fazendo muito agora é que estou abrindo a mão de andar de carrão, ter uma casa gigante e coisas assim. Até porque não é uma das coisas que eu valorizo, mas uma coisa que eu estou fazendo muito é abrir mão no curto prazo para ter mais no longo prazo.

E chega a um ponto em que tu começa a ganhar grana ao ponto de que f*da-se, entendeu? Eu vou causar um impacto no mundo de alguma forma, e se a grana vier, veio. E se não vier, beleza, estou feliz igual. Porque tu vê que grana é um fator. Não é comprar bem material que te deixa feliz. É tu ter experiências novas, é tu ajudar a pessoas e tu receber às vezes um e-mail de um cara que tu mudou a vida do cara é mais gratificante do que tu receber sei lá, R$ 20 mil na tua conta. Então chega um ponto em que tu começa a rever alguns conceitos e valores.

Eu concordo completamente com você.

E é engraçado que teve um leitor aqui que ele nem mandou pergunta, ele só falou, “Olá Hugo. Felizmente tive o prazer de conhecer e participar do Minha Mente Milionária, na verdade vocês são meus gurus e tive agora nesse mês o meu primeiro lucro investindo na bolsa com pouco dinheiro. Muitíssimo obrigado por compartilhar tantas informações, informações práticas, faz toda a diferença, e sem embromation. Abraço, Giuliano “muito agradecido” – sobrenome do cara -. Não sei se o cara vai deixar eu falar né?

Então… é o máximo essas coisas, não é?

Tem umas pessoas que entraram no mundo do investimento que conheceram o meu site e daí eu fui em um evento ao vivo, e dei uma palestra em Floripa e daí eu conheci a pessoa, e foi muito legal tu ver realmente que está conseguindo causar algum impacto na vida das pessoas. Então isso é uma das coisas que me motiva bastante assim, sabe?

Sim, é o máximo.

Bem Leonardo, foi muito massa essa conversa, deu para produzir bastante. Eu vou colocar todos os links aí, que você quiser passar de conteúdo para a galera.

E é isso aí, você gostaria de fazer alguma consideração final, alguma coisa?

Não, eu acho que é isso aí, pessoal. O mais importante eu acho, que se eu pudesse resumir essa parte para gerar resultados, uma coisa que eu fiz na minha vida, eu posso falar para vocês que eu tive muito mais resultados na minha vida depois que eu mudei as minhas crenças do que depois que eu mudei os meus conhecimentos sobre finanças.

Porque é importante tu ter, mas até certo ponto, tanto que tem um monte de cara que é, que entende de 10 bilhões de coisas complexas de finanças e não ganham dinheiro. Tudo deve saber também isso aí, não é? Tem um monte de gente que é assim. Então, é muito importante mudar as crenças e eu acho que se eu pudesse fazer um passo a passo, que eu gosto de escrever assim, em quatro etapas mais ou menos, o que é que a pessoa tem que fazer para ter resultado.

A primeira coisa é mudar as crenças. Eu acho que é muito importante mudar as crenças porque como eu falei antes, se tu tiver as crenças incorretas, tu não vai chegar onde tu quer chegar.

A segunda, eu diria que tem que identificar, depois de ter as crenças corretas, você tem que fazer o seguinte. Identifica como é que está a tua vida hoje. Tipo, vamos supor para emagrecimento. Eu falo isso porque é legal, eu usei isso para emagrecimento também e tive resultados. Porque o princípio é o mesmo para tudo, e é tipo, como é que está a sua vida hoje. “Eu tenho tantos por cento de gordura e eu peso tanto”. Certo. “Onde é que tu quer chegar?”, “Eu quero chegar com tantos por cento de gordura e o peso tal”. Certo. E a partir daí tu traça um plano e daí depois que tu tem um plano você vai fazer, “ah, eu tenho que fazer tanto de atividade física por dia e comer tanto por dia ou comer tanto de proteína e carboidrato” e enfim, tu vai numa nutricionista.

Da mesma forma como o dinheiro. Eu tenho tantos mil reais, hoje, eu quero ter um milhão em tanto tempo. Então eu tenho que economizar tanto por mês entendeu? É a mesma coisa. E daí depois tu vai traçar um plano de ação. Obviamente, para traçar um plano de ação, tu tem que entender sobre os investimentos. Então tu vai ver, tu vai ver os artigos do Hugo, tu vai comprar os e-books e de repente se quiser aprofundar seu conhecimento, ou não. Da mesma forma, você vai fazer treinamentos, você vai ler materiais, porque tu precisa entender sobre o assunto para colocar em ação. Depois é só colocar em ação em mensurar o resultado. Então, se o cara faz isso, é impossível o cara não ter resultado, é uma questão de tempo porque é um processo contínuo que tu vai ajustando, tu vai mensurando os seus resultados, tu vai ajustando e assim vai indo.

Sim. Conforme você não desiste…

E aí que está, se tu tiver as crenças corretas, tu tendo as crenças corretas, isso vai suportar os problemas que vão vir. Porque, uma coisa eu vou dizer para você. Muita coisa dá errado. Eu vou dizer, hoje eu mais erro do que acerto. Nos investimentos nem entanto, porque estou com bastante dinheiro na renda fixa. Mas nos empreendimentos principalmente, eu tenho estratégias que dão muito mais errado do que dão certo. Mas, no longo prazo, vai ser numa crescente porque eu vou ajustando as coisas.

É que nem quando a gente é bebê. A gente erra umas 20 vezes até começar a andar, mas depois a gente anda e vai. Eu acho que essa é a pegada.

Bem Leonardo, foi muito legal ter você aqui. Espero que os leitores tenham gostado, espero que vocês comentem também nos comentários, eu vou deixar todos os links.

Obrigado pela entrevista e até a próxima.

É isso aí, e a gente combina um outro bate-papo se o pessoal gostar, não tem problema.

Então perfeito, um abraço e até mais.



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20 Comentários Porque Você Errou ao Subestimar a “Mente Milionária” [Podcast Com Leonardo Rocha]

  1. wilson poton

    Hugo, suas informações são sempre bem vidas. Leio todas. De fato pobre é pobre porque pensa com o pobre e rico é rico porque pensa como rico, Os dois não se misturam, são com água e oleo. Já li Pai Rico e Mente Milionária. São livros fantásticos. Todos deviam ler. Lauro Trevisan, também não fica longe.

    Responder
  2. Elton Moletta

    Olá Hugo, tudo bem.

    Quero dar os Parabéns e agradecer pelo podcast, ficou muito TOP!

    Acredito que este tipo de áudio ajuda a aumentar a minha média das 5 pessoas. E obrigado também por liberar para download, assim posso ouvir a qualquer hora.

    Foi através do Leonardo que eu conheci o seu blog, pelo podcast que ele te entrevistou ( seria legal se ele permitisse o download também).

    E foi no seu blog que eu conheci melhor o fantástico mundo da bolsa de valores ( muito compatível com minha personalidade) e me achei na vida. Já realizei algumas operações e estou muito feliz com o resultado.

    É isso…

    Para mim vocês dois já fizeram muita diferença ( positiva, claro).
    Muito obrigado e sucesso!!!

    Responder
  3. Gustavo

    Boa noite.
    Estou com um problema (desculpe por ser off-topic), se alguém puder me ajudar agradecerei muito: comprei o livro do Hugo, Triplice do Trading, e não consegui obter uma base consolidada de dados de cotações para usar no Amibroker (Metastock) As recomendações contidas no livro não existem ou não funcionaram pra mim.

    Alguém tem uma indicação? Obrigado!

    Responder
  4. Rodolpho Erick Soares de Sousa

    Eu vim nesse último artigo postado para falar que o seu blog é incrível!! O volume de informações que tem aqui, a forma divertida como você escreve em muitos artigos e o conteúdo passado é surreal. Já li artigos de 2010, 2013, 2014, e todos eles passam uma energia muito boa e positiva, parabéns!! O descobri hoje e já li entre uma aula e outra da faculdade e exercícios em torno de uns 10 artigos =P

    Estou iniciando no mundo do mercado financeiro e por enquanto estou só acumulando conhecimento para no dia que deixar de ser um universitário liso, e entrar algum dinheiro, começar a investir na Bolsa, e o seu blog já está nos favoritos para ler os muitos artigos escritos e ir aprendendo contigo. Meus parabéns novamente!!

    Ah, um dos artigos que li e me chamou atenção foi “O lado negro de viver da bolsa”. Me diz, depois de dois anos, você encontrou o seu ‘fix’ ou continua a procura e levando a vida com um certo tédio? Fiquei curioso. =P

    Forte abraço, e que continue muitos anos contribuindo com os seus posts, são muito bons de verdade. =D

    Responder
  5. Clesio

    Atenção pessoal que usa o Amibroker e/ou atualiza através do GrapherOC, hoje observei que tem dados de meses atrás que estão errados. É fácil observar, por exemplo, veja a abertura, fechamento, etc, de determinado dia, se houver mais de duas casas decimais confiram pra ver que está errado. Nas SmallCaps quase metade estão erradas nos últimos meses, mais pra trás nem observei.
    Hugo, tem outra forma de atualizar os dados que não seja pelo GrapherOC?

    Responder
  6. Ariane

    Olá Hugo, tudo bem?

    Eu acabo de comprar o e-book “como investir pouco…” e até agora não consegui acessar, o site hotmart pede pra criar uma conta, já criei e mesmo assim nada. Tem um passo a passo no e-mail, mas não entra conforme as instruções.

    Obrigada

    Responder
  7. Jackson Ferreira

    É, mas ainda assim é meio perigoso. Eu tenho um amigo que ele sempre foi extremamente pé rapado. O cara não tinha dinheiro nenhum mas sempre foi muito trabalhador, e sempre andou com uma “”””””””galerinha pobre”””””””” e que não fazia nada, tipo cheio de coitadismo, e o cara ficava jogando League of Legends o dia todo e se perguntava “nossa, o que é que acontece da minha vida?”

    É, então. Umas coisas idiotas, assim. E esse amigo, ele tinha uma mentalidade um pouco diferente, ele trabalhava e se esforçava e hoje o cara é diretor financeiro de uma multinacional e até pouco tempo ele continuava andando com os mesmos caras e eu sempre falava, “mano, o que é que você está fazendo?”

    Muito obrigado por ter feito abandonar o site antes de perder muito mais tempo!

    Responder

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